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O primeiro carro a contornar o
turbo-lag, e por extensão a ter sucesso com o turbocompressor, foi o Porsche 911
Turbo -- ou 930 -- lançado em 1975. A marca de Stuttgart desenvolveu um sistema que permitia à turbina girar mesmo enquanto a pressão dos gases de escapamento não fosse suficiente. Com motor de 3,0 litros, este Porsche dispunha de 260 cv e alcançava 100 km/h em 5,6 s.
Outra primazia do 911 Turbo, já na versão de 3,3 litros apresentada em 1978, foi o resfriador de ar ou
intercooler. Similar a um radiador, o equipamento reduz a temperatura do ar que passou pelo compressor antes que se misture ao combustível. O ar frio é mais denso, ocupa menos espaço e por isso uma maior quantidade pode ser comprimida para dentro dos cilindros, o que aumenta o enchimento destes e, por conseqüência, o rendimento volumétrico. Também concorre para afastar o risco de
detonação.
Alívio
e prioridade Quanto se fala em turbo, logo vêm à mente as válvulas de alívio
(waste-gate) e de prioridade. A primeira evita que, com o aumento das rotações do motor, a pressão de superalimentação cresça indefinidamente e o danifique. Para tanto,
desvia parte dos gases de escapamento quando é alcançada a pressão
máxima predefinida na instalação ou regulagem do turbo. Como a
turbina não recebe um volume maior de gases, tanto ela quanto o
compressor não giram mais rápido, o que evita que a pressão suba além
do limite.
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