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Teste do Leitor

Os textos publicados refletem fielmente as opiniões de seus autores, que podem ser diversas ou mesmo contrárias às do Best Cars Web Site. O site reserva-se, contudo, o direito de editar as mensagens quanto ao tamanho e redação, bem como o de remover trechos ofensivos.

As empresas (fabricantes e concessionárias) citadas nos depoimentos poderão se manifestar por e-mail ao site, que estabelecerá o contato com o leitor e poderá publicar resumo do ocorrido nesta seção.

Agrale SXT 27.5, 27.5 E, EX

[Nome] Alexandre Grobel
[Cidade] São Bernardo do Campo
[Estado] SP
[E-mail] agrobel@ig.com.br

[Versão] SXT 27.5 S2 200cc
[Ano-modelo] 1990
[Quilometragem atual] 60000
[Tempo há que possui] De 3 a 5 anos

[Grau de satisfação com a moto] Muito satisfeito
[Grau de satisfação com a rede de concessionárias] Parcialmente satisfeito

[Estilo] 5
[Acabamento] 4
[Posição de pilotar] 4
[Instrumentos] 5
[Conforto] 4
[Motor] 5
[Desempenho] 5
[Consumo] 4
[Câmbio] 4
[Freios] 3
[Suspensão] 5
[Estabilidade] 5
[Custo-benefício] 5

[Principais aspectos positivos] As Agrales 2T têm a característica marcante do motor de alta potência específica (cv/cm3), além da ótima suspensão. É uma moto muito potente para uma 200cc (27.5 cv, mais que a DT 200), tem um torque muito bom em baixas rotações, considerando-se que o motor é 2T, ela é alta, e muito estável. Tem porte de moto média, inclusive na forma de dirigir, além de um visual muito bonito. Ótima para viajar, em termos de potência e velocidade máxima (140 Km/h). Outra grande idéia da Cagiva foi o de fazer um câmbio em que se pode engatar ponto morto entre quaisquer marchas (não tão facilmente quanto o verdadeiro ponto morto, claro) para que se possa deixar o motor "descansar" um pouco e economizar combustível durante aquelas longas descidas nas estradas.

[Principais aspectos negativos] O motor tem um nível muito alto de vibração, mas não chega a ser uma barreira. O guidão é muito largo (ajuda no fora de estrada, mas atrapalha um pouco no uso urbano), aliado a um banco muito estreito, que causa certo desconforto na posição de dirigir, quando em longos percursos. No modelo SXT, o tanque é muito pequeno (10 L apenas), e com uma reserva perigosa (não chega a 1 L), que exige atenção do motociclista quando faz viagens longas. Outro problema dessa moto é que o botão do afogador fica do lado direito do carburador, obrigando o motociclista a se contorcer um pouco para poder controlar o afogador e o acelerador ao mesmo tempo, uma vez que se você não acelera logo após a partida (primeiros 5 segundos de funcionamento), ela morre, e se você não desligar o afogador assim que ela pegar, ela afoga... Um aspecto não exatamente negativo, é que as relações de marchas do câmbio são muito próximas (excelente para o uso fora de estrada, mas nem tanto para o uso urbano), o que não permite se colocar uma relação secundária muito longa para melhorar a velocidade de cruzeiro, porque a primeira passa a ser muito pesada.

[Defeitos apresentados] Nos modelos da série 2, como é o caso da minha SXT, em que o termômetro é separado do velocímetro e do conta-giros, ao virar o guidão para a direita, o conta-giros é forçado pelo próprio cabo para fora do painel, o que com o tempo acaba quebrando a parte inferior do corpo dele, onde é fixado. Há também uma certa dificuldade em se conseguir vedar eficientemente a saída do escapamento. Por isso tem sempre um pouquinho de óleo naquela região. Outro ponto que pude inclusive verificar em outros modelos de Agrale é o desgaste de um plano do pistonete do carburador, onde se apóia o parafuso de regulagem da marcha lenta. Com esse desgaste, não conseguimos mais regular bem a marcha lenta, tendo que recorrer à regulagem da mistura, deixando-a um pouquinho mais pobre para segurar a marcha lenta depois que o motor esquenta.

[Concessionárias] Infelizmente há poucas concessionárias, e a única que costumo utilizar está se livrando dos seus estoques de peças para essas motos... Infelizmente a Agrale não se preocupa muito com os fãs de suas motos. Mas o atendimento e o nível de conhecimento das pessoas que me atenderam na autorizada são muito bons. O problema é o fabricante mesmo...

[Comentários adicionais] Na verdade minha Agrale é ano 88, mas não há essa opção na primeira declaração. Apesar disso, o grau de originalidade dela é bem alto. O dono anterior dela, que estava a 12 anos com ela, fez um uso intenso em trechos urbanos e estradas, rodando cerca de 60 Km por dia, 4 vezes por semana e viajando para o interior (100 Km de ida) toda semana, durante uns 7 ou 8 anos. O hodômetro total dela parou aos 36000 Km por causa do derretimento de um plástico interno do velocímetro, causado por uma lâmpada, e a atual quilometragem é uma estimativa, considerando períodos de férias, e um período de 2 anos e meio que ela ficou parada, antes de eu comprá-la e colocá-la em circulação novamente. Me surpreendeu muito quando após eu descer a moto de uma carretinha, e depois desse tempo todo parada, meu mecânico a ligou na segunda pedalada... e saiu andando!!!! (coisa que em uma 4T seria praticamente impossível). Então considerando o quanto ela já foi usada e o ótimo estado em que se encontra, concluo que é uma moto excelente mesmo.

[Best Cars Web Site] O Best Cars Web Site é surpreendentemente eficiente. Mais preciso que as revistas especializadas em carros, e tão preciso quanto as melhores revistas sobre motos dos anos 80 (quando também usavam termos técnicos bem claramente, com avaliações e comparações detalhadas), que tive o prazer de ler de uma coleção de um amigo meu. Se comparado às revistas especializadas em motos de hoje, o BCWS dá um banho. Principalmente nas Motos do Passado. Essas matérias têm um detalhamento histórico de deixar qualquer aficcionado maluco de satisfação.

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