| Chevrolet
Bel Air agrada no estilo, mas fica devendo um V8 |
Era natural: depois do
Thunderbird, do Fusca e do Mini, a GM não resistiria em recriar um de
seus grandes clássicos, o Chevrolet Bel Air de 1955 a 1957 (leia
história). As linhas do conceito -- que, a julgar pelo picape SSR
e o próprio T-Bird, tem boas chances de ser produzido no futuro --
são leves e agradáveis, apresentando certa identidade, mas não
muita, com o modelo antigo. |
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A tração traseira e
alguns detalhes de estilo, como a grade, são típicos do Bel Air dos
50 e contrastam com as rodas esportivas de 18 pol e os pneus 235/50. O
interior vai mais longe no saudosismo: os bancos parecem os velhos
inteiriços, a alavanca de câmbio (automático de quatro marchas, com
controle eletrônico) fica na coluna de direção e o ambiente em si,
do volante aos acabamento monocromático, remete diretamente ao
clássico Bel Air. |
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Onde a GM pecou é na
mecânica: se a opção natural seria por um V8, como no T-Bird, a
escolha acabou sendo um novo cinco-cilindros em linha de 3,5 litros.
Ainda que moderno, todo de alumínio e muito potente -- dotado de
turbocompressor, entrega 315 cv de potência e 43,5 m.kgf de torque
--, certamente deixa a desejar o ronco poderoso e o charme de um
oito-cilindros.
Há um comando no
volante que altera os parâmetros de injeção e ignição, para
máximo desempenho quando desejado. Uma surpresa é o uso de chassi
separado da carroceria, como não se usa mais em automóveis, mas um
chassi do tipo hidroformado, similar ao de modernos utilitários. |
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