O amante brasileiro é um romance de amor. Mais um. Só que, através dele, o leitor saberá da diferença entre o amor absoluto – que move o sol e as estrelas – e o amor ilusório. Descobrirá ainda, lendo os e-mails de Clara e Sébastien, que a nacionalidade dos amantes não é a do país do qual são originários – Clara nasceu no Brasil e Sébastien na França. A nacionalidade deles é a do amor, país infinito, sem fronteiras, em que eles renascem para olhar o mundo com olhos de criança.
Com os e-mails dos leitores da coluna escrita por Clara, que é jornalista, fica evidente que o amor não vinga quando um parceiro só quer o outro para satisfazer o próprio gozo. As vozes de Lola, Laís, Verônica, Roberta, Paulo e Lilu tornam audível a contínua insatisfação dos que se deixam escravizar pelo sexo.
Segundo a música popular, "quem anda atrás de amor e paz não anda bem" (De amor e paz, Adauto Santos & Luiz Carlos Paraná), mas O amante brasileiro é a prova do contrário. O sonho de Clara é o de Sébastien. Um quer ser o que o outro deseja que ele seja. A liberdade de um libera o outro. Por isso, quando separados, eles dizem: "Não estando, você está".
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