O livro nasce de uma prática, o psicodrama, e se volta contra o autoritarismo do terapeuta. Aqui, o terapeuta não se toma por modelo, não é o detentor da verdade do outro… se recusa a ser o Messias.
O livro gira em torno de dois grandes eixos: a questão da escolha do protagonista e a questão do papel do terapeuta. Propicia uma compreensão nova do psicodrama com uma desmitificação do terapeuta e convida a refletir sobre os paradoxos da relação indivíduo-grupo-terapeuta.
Primeiro ensaio da autora, lançado em 1976 pela Livraria Pioneira Editora, com posfácio da filósofa Marilena Chauí. O ensaio figura hoje na Trilogia psi, que reúne os escritos psicanalíticos da autora e ainda permanece inédita na nova forma, mas pode ser acessado neste site para leitura no item Obras Selecionadas.
O livro de Betty Milan é um discurso corajoso, que envereda pelas sendas perdidas do esconderijo, a fim de obrigar o ato de esconder-se a falar de si e por si mesmo. Marilena Chauí, posfácio