O amante brasileiro é uma peça estruturada sobre uma troca de e-mails entre dois personagens, Clara e Sébastien, que se amam verdadeiramente. O que eles mais querem é o acordo. Se um acaso não souber como deve agir para coincidir com o outro, simplesmente nada faz. Até saber.
A palavra delicadeza é a que melhor convém a esses dois amantes. Porque o amor verdadeiro – flor rara – tem como referência a amizade, e a traição lhe é tão estranha quanto o sentimento de ter sido traído.
Embora a peça não tenha sido escrita para ensinar isto ou aquilo, seus primeiros leitores viram nela o instrumento de uma nova educação amorosa – e é bem verdade que há duas lições em O amante brasileiro. A primeira é que o amor é um rito e este tanto depende da palavra quanto da realidade do encontro ‑ que a internet favorece, porém não propicia. A segunda é que o amor só é feliz quando o entendimento entre os parceiros está acima do gozo.
Só a comunhão faz a eternidade soar, como diz Clara num dos seus tantos e-mails para Sébastien, ou melhor, Sebastião, pois ele nasceu na França, mas foi rebatizado nas águas do Brasil.
A peça tem quatro atos e foi escrita para três atores. Uma atriz no papel de Clara, um ator no papel de Sébastien e uma atriz no papel de Claude.
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