O Messias de Israel está chegando!

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Mas Quem é Ele?
A palavra Messias significa, em hebreu antigo, o ungido, o escolhido, Cristus em grego, ou Cristo em português. De alguma forma, mais tarde passou a ser usada como um sinônimo de perseguição pelo clero romano, e utilizada por rebeldes, guerrilheiros e até transformou-se em esperança descontrolada e desequilibrada de toda a humanidade sedenta da ação de D'US, que pouco buscou conhecer sua Palavra de Sabedoria.

Aarão foi o primeiro homem a ser ungido. -"Vestirás a Aarão as vestes Sagradas, e o ungirás, e o consagrarás, para que me oficie como sacerdote"... [Êx 40:13]
No início, apenas os sacerdotes podiam ser ungidos, eles eram os escolhidos. Porém, no tempo de Samuel D'us o ordenou que ungisse à Saul como Capitão do povo judeu (I Samuel 10:1) e como o povo clamava à D'us que enviasse um rei, D'us autorizou a Samuel que o apresentasse ao povo como o primeiro rei do povo judeu (1 Samuel 10:23 e 24), que acreditava que o rei era escolhido não por eles, mas pelo próprio D’us. Já David, que foi "escolhido por D’us", ou seja, ungido ao reinado (1 Samuel 16:1 e 2), e apesar de ter caído na tentação do adultério, além de ser assassino confesso de Urías, um de seus principais oficiais e esposo de Betseba. Isto gerou muitas controvérsias na história, mas foi perdoado por D'us, embora muito tenha sofrido com as conseqüências de seus atos.

Governou sozinho e sem rivais o povo judeu por 40 anos, tendo sido considerado a personificação do messias, por ter criado a nação de Israel, unindo a casa de David à casa de Judá, libertando e dando redenção ao seu povo. Criou uma nova capital em Jerusalém, que ia do Mediterrâneo ao Mar Vermelho e em direção ao deserto. Foi então quando D’us fez uma promessa à David, em 2ª Samuel 7:16: "Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será estabelecido para sempre" Desse dia em diante, o messias deveria vir da descendência da casa de David. Jerusalém tornou-se o centro do poder, onde Salomão construiu o primeiro Templo para a Arca da Aliança.

Após a invasão babilônica, o coração da nação é quebrado, partindo-se a linha de David de 20 gerações, quando o Templo foi incendiado e toda a cidade de Jerusalém saqueada. O último rei cai e, com ele, a casa de David. A partir de então, a nação de Israel foi dominada por persas, gregos, romanos e otomanos. Através de séculos. Alimentados exclusivamente pela esperança, o povo esperava pelo seu messias, como David, que os libertaria e traria-lhes redenção, restaurando a nação. A promessa de D’us para o povo foi reafirmada, em Jeremias 33:14-15: "Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que cumprirei a boa palavra que proferi à casa de Israel e à casa de Judá. Naqueles dias e naquele tempo farei brotar a David um renovo de justiça; ele executará juízo e justiça na terra".

Antigamente muitas pessoas foram consideradas e reverenciadas como o messias. Para exemplificar, a história registra um caso ocorrido dez séculos após a morte de David, quando apareceu um homem, com atitudes aparentemente simples que pregava um revolucionário evangelho de amor e auto-sacrifício: Seu nome era Apolonius de Tiana, um itinerante pobre que dizia ser o filho de D’us. Templos e santuários foram erguidos para ele em toda a Ásia menor, Grécia e Turquia. Os adoradores de Dionísios e Orfeus acreditavam em salvação, tendo sido ele apontado como o messias, durante 300 anos. Mas esta foi apenas mais uma das religiões, dentre muitas, surgidas naquela época, marcada pelo nascimento de muitas seitas. O mitraísmo foi marcado por uma série de dogmas pagãos, onde se erguiam templos para Apolonius de Tiana e não para o D'us Eterno. Mas estes templos e estas teses desapareceram por completo. Para registrar a tática do inimigo de nossas almas, no meio de um culto do mitraísmo praticava-se batismo e comunhão, guardavam o shabbat, acreditavam em salvação, céu e inferno, e celebravam o seu maior feriado, em 25 de dezembro, a mesma data que era reverenciada ao deus sol, naquela ocasião. Essa prática causou e ainda causa muitas distorções.

Apesar dos inúmeros desastres e atropelos causados por seitas e heresia, a fé do povo judeu nunca se abalou quanto à espera do messias. Surge em meio a tantas confusões o cristianismo, no seu próprio tempo, no centro de seu próprio povo, dentro da nação de Israel. Porém, Yeshua (Jesus) foi rejeitado como o messias por muitos de seu povo. Mas crentes Judeus e Gentios, durante esses dois mil anos, celebram através de suas vidas as profecias cumpridas à partir de seu nascimento. Seu pai, José, era um simples camponês carpinteiro, descendente direto da casa de David, fato este descoberto pelo censo no qual teve que se registrar, por causa de um decreto do imperador romano, na época. Yeshua (Jesus) nasce na 27a geração posterior a David, e a Bíblia nos diz que não em Jerusalém mas em Belém, como havia sido dito em profecia oito séculos antes. "E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade" [Mq 5:2].

Yeshua (Jesus) sumiu da Bíblia durante toda a sua infância e juventude (a maioria dos historiadores defendem a tese de que ele vivera este período junto aos essênios na cidade de Qunram): "O DESERTO e o lugar solitário se alegrarão disto; e o ermo exultará e florescerá como a rosa. Abundantemente florescerá, e também jubilará de alegria e cantará; a glória do Líbano se lhe deu, a excelência do Carmelo e Sarom; eles verão a glória do SENHOR, o esplendor do nosso Deus. Fortalecei as mãos fracas, e firmai os joelhos trementes. Dizei aos turbados de coração: Sede fortes, não temais; eis que o vosso Deus virá com vingança, com recompensa de Deus; ele virá, e vos salvará.

Então os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos se abrirão. Então os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará; porque águas arrebentarão no deserto e ribeiros no ermo. E a terra seca se tornará em lagos, e a terra sedenta em mananciais de águas; e nas habitações em que jaziam os chacais haverá erva com canas e juncos. E ali haverá uma estrada, um caminho, que se chamará o caminho santo; o imundo não passará por ele, mas será para aqueles; os caminhantes, até mesmo os loucos, não errarão. Ali não haverá leão, nem animal feroz subirá a ele, nem se achará nele; porém só os remidos andarão por ele. E os resgatados do SENHOR voltarão; e virão a Sião com júbilo, e alegria eterna haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido." (Isaías 35), reaparecendo nas escrituras bíblicas já com 30 anos, quando foi batizado por João Batista, passando a ser considerado, por definição histórica, um ungido, um messias.

"Naqueles dias veio Jesus de Nazaré da Galiléia e por João foi batizado no rio Jordão". [Mc 1:9] Ele perambulava, sem dinheiro e sem casa, ministrando para os proscritos, doentes, pobres, mendigos, ladrões e prostitutas. Não tinha poder político nem título real e, vivendo numa era messiânica e apesar de todas as evidências, nunca se auto-proclamou como sendo o Messias, embora dissesse que era o filho de D’us. Em João 4:25-26, ele se mostra como o Messias a uma mulher: "Eu sei, respondeu a mulher, que há de vir o messias, chamado Cristo; quando ele vier nos anunciará todas as coisas. Disse-lhe Yeshua: Eu o sou, eu que falo contigo" Quando Jesus entrou em Jerusalém montado em um jumento, cumpre-se a profecia de Zacarias e, com sua morte, cumpre-se a profecia de Isaías 53. Com sua ressurreição, passou a ser considerado por seus primeiros seguidores (em sua maioria judeus), não só o messias, mas como o próprio D’us vivo.

O judaísmo, em sua maioria, porém não em sua totalidade, passou a não considerá-lo como o messias, mas apenas como um mero profeta, pois, com a abertura do templo aos gentios, iniciou-se uma época em que as pessoas não mais seguiam rituais judaicos considerados de extrema importância para o povo judeu, como por exemplo o ato da circuncisão, as leis dietéticas e guardar o Sábado. Daí houve uma separação entre o judaísmo e o cristianismo. Mesmo após a morte de Jesus, o povo judeu ainda sofria nas mãos do império romano e ainda esperam pela vinda de um messias, que viria libertá-los. Com o aumento de impostos e da fome, aumentava também a fúria do povo, nascida em seu desespero. Irrompe-se uma nova revolução, onde, sem comando unificado, cada vilarejo por sua própria conta, levantava-se contra os soldados romanos.

Sem se dar conta, neste campo de batalha, surgiram não apenas um, mas inúmeros messias! Muitos viram nos corajosos líderes, virtudes necessárias para que pudessem ser o messias: Judas, filho de Ezequias, Atrônides (que chegou a ser ungido rei), Simon Barguiora, entre outros que foram messias na vitória, e que foram proscritos na derrota das inúmeras batalhas contra o império romano. Por mais seis décadas as esperanças do povo judeu ainda palpitavam por um escolhido, quando surge Bar Khokba (nome que significa estrela que brilha), um guerreiro que reestabeleceu uma Israel independente, após expulsão dos romanos. Este chegou a ter sua esfíngie cunhada em moedas datadas no ano 1 da redenção de Israel, que o identificava como presidente da nação, além de diversos documentos oficiais assinados por ele.

Ele foi morto pelos romanos e sua cabeça exposta, a fim de enfraquecer moralmente seus seguidores. Após 1500 anos, o desespero e esperança do povo fez com que surgisse um novo messias. Com sua terra sagrada governada por outros líderes, o povo judeu não mais buscava a paz em outro messias, mas em outras nações. Na idade média os judeus se espalharam pela Europa. A peste Negra na Europa do século 14 dizimou cidades inteiras, tendo sido o povo judeu acusado de trazer a doença, sendo obrigado a formar guetos isolados por toda a Europa. Na Polônia, ¼ dos judeus foram massacrados. O fervor messiânico passou a estar novamente em voga. Muitos retornaram para a terra prometida, aguardando a volta do messias. Em uma destas viagens, encontrava-se Sabatai Zevi, nascido em Esmirna, um porto turco do Mar Egeu. Levava uma vida excêntrica e de abstinências, com rituais estranhos e bizarros (chegou a se casar com a Torá, em uma cerimônia formal, além de outras atitudes paranóicas, como mandar que o vento parasse...), porém, em Jerusalém, foi recebido como um homem santo, pois ninguém conhecia este lado da vida dele.

Natan de Gaza, um místico renomado naquela época, declara Sabatai como o messias. Talvez o mais catastrófico messias adotado pelo povo judeu em todos os tempos . Era uma época de viagens e comércios exteriores, onde as notícias corriam rápido e o povo de Israel, em sua excitação, ignorava os avisos de falsos messias. Onde quer que haviam judeus, Sabatai era considerado como tal, como se loucura pudesse ser chamada de carisma. Temendo que o fanatismo messiânico levasse o povo à violência e à insurreição, o sultão da Turquia manda prender Sabatai e o leva para Constantinopla, onde ele converteu-se ao islamismo. A odisséia do povo judeu através da história conta com marcos vivos da maldade em todos os tempos: no início, o faraó que os escravizou; no 1º século, o rei Herodes massacrou milhares de judeus; na idade média, um líder polonês determinou que se massacrassem todos os judeus na Polônia, e no século 20, Adolf Hitler, a depravação encarnada, que matou seis milhões de judeus em seus campos de concentração, permanecendo apenas a esperança de que um dia haveria a libertação, vinda através de um messias.

É a sua crença nesta vinda que dá força ao povo, até hoje, para continuar vivendo. "nossos ossos se secaram e pereceu a nossa esperança"[Ez 37:11] "Eis que fareis entrar o espírito em nós abrirei as vossas sepulturas e farei-vos sair delas, ó povo meu". [Ez 37]
Em 14 de maio de 1948, a nação renasce: O povo de Israel está em casa novamente. E mais uma vez é liderada por um homem chamado David: David Ben Gurion, o 1º presidente de Israel, sendo mais uma promessa de messias, promessa esta que guia o povo judeu através dos anos. De acordo com todas as antigas profecias, o messias não apenas restaurará Israel, mas conduzirá uma era de paz para toda a humanidade. Através dos anos a imagem do messias tem mudado, mas uma coisa permanece a mesma: o messias continua sendo sinônimo de esperança e de fé para o povo judeu. Nós, judeus messiânicos, alcançamos a plenitude do judaísmo pois cremos em Yeshua como o messias de Israel. Diferentemente de outras linhas de religiosidade judaica, temos a certeza de que o messias não “virá”: Ele irá “retornar” e restaurar a casa de Israel e seu povo, conforme todas as profecias bíblicas de que temos conhecimento. Existem muitas "desculpas" para não aceitar Yeshua (Jesus) como o Messias, conhecendo o infinito amor de D’us em nossos corações. Para cada uma delas, sugerimos a leitura de trechos bíblicos, como resposta:

HOJE NÃO...
Josué 24:15 - Escolhei hoje
1ª Reis 18:21 - Até quando coxeareis
Provérbios 27:1 - Não presumes o dia de amanhã
Atos 22:16 - Porque te demoras?

NÃO NECESSITO DE UM SALVADOR...
João 3:18 - Quem não crê está condenado
João 3:36 - Quem rejeita o filho... sobre ele permanece a ira
Romanos 3:23 - Todos pecaram
Romanos 6:23 - O salário do pecado é a morte

EXISTEM MUITOS HIPÓCRITAS NA IGREJA
Mateus 7:1 - Não julgueis para que não sejas julgados
Romanos 14:12 - Cada um de nós dará conta de si mesmo ao Altíssimo

NÃO POSSO DEIXAR MEUS VELHOS AMIGOS
Êxodo 23:2 - Não seguirás a multidão para fazeres o mal
Provérbios 13:20 - Andas com o sábio e serás sábio
1ª Coríntios 15:33 - Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes
e mais:.
Mateus 22:13 - Lançai-o para fora nas trevas
Lucas 13:3 - Se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis
2ª Pedro 2:4 - Se o altíssimo, não poupou os anjos

Artigo produzido pelo Ministério Judaico Messiânico Templo Aron Hakodesh
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Shalom Aleichem!
Paz seja convosco!




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