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Deus faz o impossível, uma cura de Anesrisma Celebral. Seja edificado.

Quem sou eu?
Meu nome é Marta Meireles Ferreira, carinhosamente chamada por meus irmãos e amigos de Martinha.

Nasci no dia 22 de fevereiro de 1959 em um lugarejo chamado Valão, no pequeno município de Guiricema, Minas Gerais. Meus pais foram criados conforme os padrões do Evangelho, e da mesma forma criaram seus cinco filhos a luz da palavra de Deus, a Bíblia.

Com sete anos de idade passei por uma experiência única e maravilhosa, o batismo no Espirito Santo; recebi assim, dons espirituais. Muitas pessoas buscam os dons espirituais quando descobrem que eles são para todos aqueles que abraçam a salvação em Cristo Jesus; e isto precisa ser feito, porque devemos sempre prosseguir em conhecer a Deus. Aquele que é revestido deste poder supera com mais facilidade as dificuldades que se lhe deparam a frente. No meu caso não busquei os dons, não os pedi a Deus, porque era apenas uma criança, não sabia como pedir, e nem tinha conhecimento do que eram dons espirituais, mesmo assim o Senhor Jesus me deu. Pois como diz Jesus na sua palavra em João 15:16, "não fomos nós que o escolhemos, mas Ele nos escolheu a nós, para irmos e darmos frutos, que passe desta vida para vida eterna".

Jo.15:16 - "Vós não me escolhestes a mim mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda".

Deus tem sempre um propósito específico para nossas vidas. O Senhor confirmava isto através dos seus profetas, sempre dizia ter escolhido-me no ventre da minha mãezinha.
Eu não tinha idéia de qual seria exatamente o plano de Deus para mim; não podia imaginar o que Ele queria realizar através da minha vida, apenas esperava, pois sabia que chegaria o dia em que esta promessa se cumpriria.
O tempo foi passando e no decorrer dos anos o Senhor presenteou-me com muitas experiências que contribuíram para minha edificação, meu fortalecimento, e para que muitas pessoas também fossem abençoadas através do que Deus realizava em mim.

Graças a Deus, porque Ele é o autor e consumador de todas as coisas, e nos momentos mais tenebrosos o Senhor esteve conosco nos fazendo triunfar sobre todas as coisas.
Casei-me no dia 7 de janeiro de 1977. Meu esposo é um homem de Deus, uma pessoa maravilhosa, um amigo, companheiro fiel, sempre esteve ao meu lado, não só nos momentos felizes mas, principalmente nos momentos mais difíceis da minha vida; sempre demonstrou o seu amor por mim, vivemos bem e somos muito felizes.

A Enfermidade

E stes são fatos que certamente fortalecerá a fé de muitas pessoas que possivelmente estão enfermas, ou mesmo, outras que não estão fisicamente doentes, mas estão vivendo um episódio difícil. Pessoas que precisam crer no Poder abrangente de Deus sem limitá-lo. Deus, tanto tem poder para curar enfermidades, como para abrir portas, solucionar problemas nas mais diversas áreas das nossas vidas, seja sentimental, familiar, judicial, profissional, etc.

No livro de Isaías, capítulo 53 versículo 4, está escrito: "Verdadeiramente Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si ..." Isto significa que o Senhor Jesus, nos outorgou na cruz do calvário, a benção da saúde. O Messias sofreu o castigo que nos era devido, para nos livrar das nossas enfermidades e doenças, e não somente dos nossos pecados, portanto, podemos levar uma vida saudável, em Nome de Jesus.

O Novo Testamento faz referência a este versículo de Isaías quando Jesus cura a sogra de Pedro e todos os enfermos que naquele dia foi a Ele. Veja Mateus 8:16,17.

A vida, sem dúvida nenhuma, é uma dádiva de Deus; e a saúde uma benção sua. Somente quem viveu uma experiência com enfermidade, compreende isto.

A maldição da cruz se transformou em benção tal, que abrange, não tão somente a vida terrena, mas principalmente a eterna.

Tudo começou no dia 28 de fevereiro de 1995, era uma terça feira, logo bem cedo, entre o término da madrugada e o início de mais uma manhã.
No momento que acordei, agradeci à Deus porque não estava com dor de cabeça, agradeci porque estava com saúde. Ultimamente, quase que diariamente sentia dores de cabeça.
Estava ainda deitada quando pensei em ir ao banheiro; antes mesmo que esboçasse algum movimento, senti algo estranho dentro da minha cabeça, na parte de trás, algo como escorrer um líquido.
Não podia imaginar o que estava acontecendo naquele momento, nem tinha idéia de que ali estava iniciando-se um episódio da minha vida marcado por muita dor e sofrimento. No momento não pensei que podia ser um vaso sangüíneo rompido na região cerebral. O fato é que neste exato momento comecei a sentir uma horrível dor de cabeça, um mal estar intenso e ânsias de vômito. Levantei-me e rapidamente fui ao banheiro; porque algumas funções do meu organismo estavam descontroladas.
Uma sensação de morte me cercava naquele instante; na verdade, o espírito de morte estava ali, cara a cara comigo.

É nestes momentos que vemos o socorro bem presente do Senhor, (Sl.46:1) porque naquele instante que vi a morte à minha frente clamei à Deus. Então repreendi a morte dizendo: --- "Espírito de morte, eu te repreendo, em Nome de Jesus".

Profetizei que Jesus me deu Vida, e Vida em abundância.

A dor continuava intensa. Minhas forças pareciam esvaindo-se rapidamente. No pouco de forças que restava chamei por socorro, foi quando meu esposo, que ainda dormia no quarto, acordou e veio ver o que havia comigo. Comecei a perceber que perdia o controle sobre minha mente. Estava sentindo sensações de desmaio.

Lembrei-me da minha irmã Meire e meu filho Samuel, eu queria que naquele momento eles estivessem perto de mim. A dor continuava muito forte, parecia que aumentava a intensidade, perdi a noção do tempo, e do que acontecia a minha volta.

Lembro-me vagamente de minha irmã e de meu cunhado que chegavam naquele momento. Fizeram uma oração por mim e fui ungida com óleo.

Lembro-me também que minha vizinha Evelí, enfermeira, verificava a pressão sangüínea, que estava descontrolada.

Deste momento para frente, meu esposo conta que tive um desmaio, foi quando resolveram levar-me ao médico.

O hospital

Meu nome é Valmir, esposo da Martinha. Naquela madrugada, quando saímos em direção ao Hospital Amico da Vila Mariana, na rua Azevedo Macedo; eu estava realmente confuso, grandes temores me assombravam.
Diante de um quadro sinistro como aquele, muitas perguntas abordavam minha mente; não sabia o que estava acontecendo com minha esposa, não entendia; nem poderia entender, afinal as Escrituras Sagradas dizem:
"Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. (Vs.9) Porque, assim como o céu é mais alto do que a terra, assim é os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos." (Isaías. 55- 8,9).
O fato é que apesar da circunstância, diante de uma cena de dor e sofrimento que colocava em risco todo projeto de uma vida; Deus na sua plenitude possuía o domínio, o controle da situação, tudo estava ali, bem na palma de sua mão.

Ao chegarmos ao hospital, imediatamente levamos a Martinha para o pronto-socorro, os médicos já prestaram os primeiros atendimentos. Examinaram-na, porém não arriscaram nenhum diagnóstico, um exame radiológico deveria ser feito. Ela foi colocada no soro e recebeu uma dose de analgésico na veia.

A todo instante permaneci ao lado da Martinha, perguntava se ela ainda sentia dor, e ela dizia-me que doía muito. O analgésico não fazia efeito, era inútil diante daquela dor.
Foi então que um médico informou que a Marta seria levada para o Hospital Amico Indianópolis para fazer um exame de Tomografia Computadorizada; ainda demoraria um pouco porque infelizmente naquele dia, alguns técnicos estavam fazendo uma revisão nos equipamentos de Tomografia.
Fiquei naquele momento mais angustiado, a ansiedade aumentou , parecia que tudo estava trabalhando contra nós.

Depois de esperar horas, avisaram que a levariam em uma ambulância U.T.I.. Destas ambulâncias, que possuem alguns equipamentos médicos, e o paciente é acompanhado por um médico e enfermeira.
Saímos com destino ao Hospital Indianópolis, por volta do meio-dia, 12:00 horas; e para minha surpresa, ao chegarmos ao hospital fui informado que deveríamos esperar mais um pouco, pois os técnicos estavam terminando a revisão, fazendo os últimos "check-ups".
Eu estava nervoso, muito preocupado diante de tanto contratempo, parecia-me desorganização daquele hospital, incompetência e descaso dos médicos perante uma situação de emergência. Porém a realidade era uma só; os médicos através dos sintomas já sabiam que o estado da Martinha era gravíssimo. Todo conhecimento humano, toda tecnologia desenvolvida na área da medicina não poderiam, ao menos de imediato; fazer nada para reverter o quadro clínico da paciente.
Para os médicos o problema era apenas uma questão de tempo, até onde chegaria a resistência da paciente; mas para mim, uma questão de entender a vontade Deus.
Eu pensava que talvez não fosse vontade de Deus recolhe-la, isto era apenas mais uma experiência entre tantas que passamos. Se eu realmente estivesse certo, não havia motivo para preocupar-me, sabia que o Deus todo poderoso tem poder para curar qualquer enfermidade.

Finalmente a máquina estava liberada. Depois de trinta minutos o exame terminou, então voltamos ao hospital Amico da Vila Mariana, já com o resultado da Tomografia nas mãos do médico.
Ao chegarmos por volta das quinze horas, perguntei para o médico da ambulância:
--- "Qual foi o resultado, doutor?"
Ele chamou-me a parte e disse-me:
---"Olha sua esposa teve um sangramento no cérebro, ocasionado por rompimento de algum vaso sangüíneo na região meninge. O exame mostra um coágulo de sangue nesta região. É bem provável que seja mais um caso de Aneurisma Cerebral. O caso dela é gravíssimo, você deve entrar em contato com os médicos do hospital, eles deverão esclarecê-lo com mais detalhes, e daqui para frente o que poderá ser feito".

Quando ele me disse isso, entendi que a Martinha poderia morrer ou, numa hipótese mais afortunada; sobreviver com seqüelas em conseqüência do mal que sofrera.
Em momentos como este ninguém pode consolar-nos, por mais persuasivas, sábias e confortantes que sejam suas palavras. Ao ouvir as palavras daquele médico, senti uma dor tão grande, uma tristeza tamanha, que tive a impressão que o mundo caiu sobre minha cabeça. Me senti sozinho, desamparado e sem saber o que fazer.

Somente o Espírito Santo, o Consolador, pode nos trazer paz, segurança e confiança, "a certeza de que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam à Deus". Romanos. 8-28.
Foi a primeira vez que ouvi falar sobre aneurisma cerebral. Os médicos da equipe de neurologia, Dr. Bonfim, Dra. Maria Cecília e outros, deram-me informações sobre o que vinha a ser um aneurisma.
Explicaram-me que um vaso sangüíneo; devido alguns fatores, pode ter suas paredes enfraquecidas, por exemplo: má formação congênita é um desses fatores.
Esta região enfraquecida, devido a pressão sangüínea, tende à romper provocando uma hemorragia, que pode ser de grande proporção e de graves conseqüências para o paciente, dependendo do calibre e localização do vaso.
No caso da Martinha, houve um sangramento que se estancou, porém o risco de ocorrer um novo sangramento era grande; caso isto acontecesse, poderia ser fatal.

A conclusão do exame de tomografia computadorizada de crânio prescreveu o seguinte:
"Estudo tomográfico de crânio, evidenciou dilatação ventricular. Aspecto sugestivo de hemorragia meninge".
A região meninge possui três membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal. O encéfalo é parte do sistema nervoso central, contida na cavidade do crânio.
Através das definições acima podemos ter uma idéia da gravidade do problema, o local é de difícil acesso, por isso os médicos afirmavam que as possibilidades da Martinha ficar com algum defeito físico eram grandes; caso não ocorresse o óbito. Os médicos deram a ela apenas 5% de possibilidade de viver.

Eu costumo dizer em casos como este que a última palavra; o veredicto final, vem de Deus. Não importa qual a situação que estamos enfrentando, não importa o tamanho do nosso problema, Deus é maior, é Supremo, Soberano, Onipotente. Ele muda situações, abre novos horizontes, transforma a tristeza em alegria, firma os nossos passos e nos faz caminhar por campinas verdejantes.
Jó, servo do Deus Altíssimo, disse:
"Bem sei eu que tudo podes, e nenhum dos teus pensamentos pode ser impedido". (Jó - 42-2) A Bíblia (Palavra de Deus ) diz mais:
"Por que desde a antigüidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu, um Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera". (Isaías. 64-4) Portanto se você realmente confiar e esperar no Deus de Israel, pode ter a certeza que ele estará trabalhando a teu favor.
Eu continuava ao lado da Marta naquele hospital, tudo que eu podia fazer era pedir a misericórdia de Deus. Não existe nada melhor do que esperar em Deus, porque, a recuperação da Marta dependia muito mais do Senhor que da própria medicina. Quando esperamos em Deus, ele toma nas suas mãos o controle da situação.
Fica muito difícil descrever para você leitor, qual foi a dimensão da minha tristeza. Passei por momentos de muito sofrimento ao ver minha esposa naquela situação, fui atribulado, estive perplexo e me senti muitas vezes abatido, mas Deus não me desamparou. E isto me faz recordar uma passagem bíblica registrada em II Coríntios 4:8,9 que diz:
"Em tudo somos atribulados, mas não angustiados: perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossa carne mortal".

Contudo me Alegrarei no Senhor

P acientes com aneurisma cerebral, ficam entre três a cinco dias com dores muito forte na cabeça.
Depois que cessa a dor, realiza-se outro exame que se chama Angiografia. Segundo os médicos, o paciente não suporta mais que cinco dias com cefaléia intensa, após cinco dias o paciente entra em coma profundo e pode chegar ao óbito.

A angiografia é um exame que faz o mapeamento dos vasos sangüíneos em determinada região do corpo onde se diagnostica a hipótese de Aneurisma.

No caso de aneurisma cerebral, o paciente recebe um cateter ou tubo, que é inserido através de uma veia que sai da coxa e chega ao cérebro. Neste tubo, os médicos injetam iodo que se mistura ao sangue dentro dos vasos. Este iodo fará com que os aparelhos apresentem uma definição melhor dos vasos, possibilitando ao médico, através de um monitor de vídeo, acompanhar todo exame, assim como radiografar os vasos do cérebro em vários ângulos.

A angiografia é um exame bastante perigoso; segundo o neurologista Dr. Bonfim, este exame pode ser realizado somente em pacientes que passaram pelo processo de cefaléia intensa. Enquanto o paciente está sentindo dor, não é recomendável que se faça a Angiografia, pois pode levar o paciente ao óbito.

Este talvez, tenha sido o dia mais atribulado e o mais longo de toda a minha vida.
Anoiteceu, voltei para casa, deixei a Martinha na companhia da minha cunhada Clotildes, que ficou com ela todo o tempo, ou pelo menos, quase todo o tempo que a Martinha esteve no hospital.
Eu tinha pressa para chegar em casa, porque ansiava por alguns momentos em oração de joelhos. Precisava falar com Deus à sós no meu quarto. Cheguei, entrei para o quarto e comecei a orar; os meus gemidos misturavam-se à oração. A dor na alma era grande.
Amo muito a minha esposa, fomos unidos no corpo e no espírito, Deus nos uniu. Conheci o Evangelho, a obra redentora de Jesus Cristo, através dela; por tudo isto, talvez, não podia pensar na separação.

Depois de um bom tempo orando, comecei sentir uma paz, uma tranqüilidade invadir minha alma, senti o Espírito Santo me confortando e Ele mesmo falou ao meu espírito:
"Esta enfermidade não é para a morte, mas para a Glória de Deus".
Aquela voz que soou ao meu ouvido veio como um bálsamo envolver minha alma. A partir daquela experiência me senti mais forte, a minha fé cresceu e passei a crer que a Martinha seria curada.

Continuava indo todos os dias ao hospital, no horário que dispunha, também telefonava do trabalho para saber se havia melhora. A Clotildes dizia que a Martinha havia passado melhor durante a noite; na realidade, durante os treze primeiros dias que ela esteve no hospital, não houve melhora alguma. Minha cunhada tentava apenas confortar-me um pouco. A Martinha não conseguia dormir com aquela dor intensa durante os dias e as noites que esteve naquele hospital.
Ela continuava no soro, recebia os medicamentos via intravenal, diluídos no próprio soro.
Analgésicos dos mais fortes foram usados, inclusive morfina; porém o esforço para eliminar a dor era em vão, apenas amenizavam a dor superficialmente.
Pelas estatísticas da medicina já deveria ter ocorrido o óbito da paciente, porque como os médicos haviam me informado, a cefaléia intensa normalmente cessa com quatro ou cinco dias e caso isto não ocorra o paciente entra em estado de coma. As estatísticas da medicina haviam falhado, e a Martinha já estava há mais de cinco dias com dor, e continuava em semi coma.
Ela não conseguia falar com voz audível, para ouvi-la era preciso chegar bem perto a fim de entender suas palavras.

Durante onze dias ela não conseguia lembrar-se das pessoas que a visitavam, nem do que lhes diziam durante a visita, tudo era apagado de sua memória minutos depois.

Nos momentos de grande sofrimento que acompanhei a Martinha no hospital, eu a ouvia pronunciar algumas palavras, mesmo estando meio inconsciente, percebia que ela orava.
Minha esposa pedia a Deus que à ajudasse, pois queria ser aprovada na provação, e tinha medo de inconscientemente murmurar contra Deus. Sua preocupação naquele instante concentrava-se em não entristecer o Espírito de Deus, o seu amor e temor à Deus é muito grande.

Realmente, é difícil passar por tal situação sem murmurar, sem praguejar ou revoltar-se.

Aceitar a vontade de Deus em nossas vidas; especialmente quando ela nos leva a um grande sofrimento, é muito difícil, contudo, quando tomamos uma posição de fé, de confiança e esperança, Deus também toma posição a nosso favor.

Mas precisamos ter o coração como do profeta Habacuque, e termos fé para fazer a oração que o profeta fez:

"Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide, o produto da oliveira minta e os campos não produzam mantimentos; as ovelhas foram arrebatadas do aprisco e nos currais não há gado, todavia eu me alegrarei no Senhor, exulto no Deus da minha salvação". (Hab. 3-17,18)

Você é Importante para Deus

E stive em estado de semi coma por alguns dias. Apesar de falar baixinho e conhecer as pessoas; me esquecia do que havia acontecido durante as visitas. Assim que as pessoas saiam do meu quarto, apagava-se da minha mente a cena vivida ali momentos antes. Somente consigo lembrar-me da dor terrível e dos meus pensamentos, o que havia no subconsciente.
Como meu esposo disse, minha única preocupação era não falar nada que magoasse o coração de Deus, pois naquele momento sentia que o amava mais que nunca, amava-o acima de tudo em minha vida.
Não sabia que estava falando com Deus de forma que as pessoas e enfermeiras que estavam ao meu lado ouviam, como já disse, não tinha noção do que acontecia à minha volta, somente depois tomei conhecimento disto.
Os médicos haviam perdido o controle, não explicavam como ainda eu suportava a dor e permanecia com vida. Falavam todos os dias com minha cunhada que ela deveria ter bastante atenção comigo, caso qualquer anormalidade ocorresse; caso eu parasse de respirar, ela deveria chamá-los imediatamente, quanto ao mais, ela não devia preocupar-se.
Minha cunhada perguntava mentalmente a si mesma:
---"Meu Deus, como não preocupar-me?"

Diziam também que eu corria um grande risco de entrar em estado de coma profundo, se isto acontecesse; falavam eles, eu não voltaria mais, seria o fim de tudo.
No décimo dia, isto é, dia 09 de março de 1995, tive minha primeira experiência com Deus durante esta dura prova.
Foi uma visão maravilhosa; onde vi o céu aberto, a Glória de Deus e o Trono de Deus, sabia que Ele estava assentado no Trono, mas não via a sua forma, somente uma luz muito forte irradiava daquele Trono. Foi muito maravilhoso, sentia uma paz que emanava do Senhor. Ele realmente é o Príncipe da Paz. (Isaías 9-6).
Me senti saindo do meu corpo, subindo em direção ao Trono de Deus, porém não conseguia falar nada, estava deslumbrada com a maravilhosa Glória de Deus. Neste momento ouvi um gemido, olhei do meu lado direito e senti que vinha da pessoa bendita do Espírito Santo de Deus. Ele me disse: ---"Filha, você se lembra"?
Eu perguntei:
---"Do que, Senhor"?
Ele respondeu:
---"Veja".
Comecei a ver momentos da minha vida como se fosse um filme. Vi-me ministrando a Palavra, aconselhando as pessoas, orando por elas. As pessoas eram abençoadas através deste ministério, e eu senti o quanto isto era importante para Deus. Senti também muita vergonha naquele momento, pois percebi que muitas vezes eu fiz isso com pressa, preocupada com meus afazeres de dona de casa. Fiquei envergonhada e me arrependi, conclui que Deus merece o melhor de mim, mas eu não havia dado.
O Espírito Santo continuou falando comigo:
---"Eu preciso de você, tenho uma grande obra à realizar através da sua vida, porém se você não quiser ficar para servir aos meus propósitos, você irá para lá". Neste momento ele mostrava-me a Glória de Deus.
Disse-me mais:
---"Você não tem outra utilidade aqui a não ser fazer minha obra".
Neste instante senti um amor muito grande, era o amor de Deus que me envolvia; percebi o quanto o Espírito Santo se importa conosco.
A Palavra de Deus diz em Romanos 8-26 que; "Ele nos ajuda nas nossas fraquezas, intercede por nós com gemidos inexprimíveis".
A Bíblia diz também que ele tem ciúmes de nós. Tiago 4-5 "pois somos templo dele, Ele habita em nós" isto é maravilhoso.
Percebi que somos muito importantes para Deus, somos a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anunciemos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz.. (I Pe. 2-9).
Deus não está alheio ao nosso sofrimento, antes Ele se importa conosco, e nos quer como vasos, como canal para abençoar outros.
Constrangeu-me, naquele instante de decisão, o gemido vindo do Espírito Santo, seu tão grande amor. Eu amei com o amor de Deus, pois se amasse com o meu próprio amor, certamente teria escolhido ir para o céu, para junto de Deus.
O amor humano é egoísta, mas o amor de Deus é aquele que se dá, há uma entrega total, por isso respondi:
---"Eu ficarei Senhor".
Quando falei assim, percebi que estava no hospital, e a partir daquele momento meu cérebro começou a registrar o que se passava a minha volta.

No dia 10 de março, continuava sentindo dor, muita dor. Neste mesmo dia os médicos comunicaram que o exame de Angiografia estava marcado.
Confidenciaram para minha cunhada Clotildes, que eu corria risco de vida durante o exame, por causa da dor que não havia cessado. Iriam correr este risco, porque era necessário tentar fazer alguma coisa, mesmo porque os médicos não acreditavam na minha recuperação. Diziam que meu estado clínico era muito grave e não conseguiam entender como eu ainda resistia.
Até o momento não sabia do risco que corria durante o exame, somente minha cunhada sabia. Minha preocupação principal era a minha remoção até o hospital Beneficência Portuguesa, afinal eu me mantinha inerte na cama, qualquer movimento eu desfalecia de dor. As janelas do quarto ficavam fechadas e as luzes apagadas. Tornou-se insuportável fazer as necessidades fisiológicas, somente o sistema renal funcionava, os intestinos estavam parados mesmo recebendo medicamento.
Minha cunhada afastou-se da minha cama um pouco, fiquei em oração, pedindo ao Senhor forças para passar por aquele exame.
Foi então que novamente senti aproximar-se da minha cama, do meu lado direito, a pessoa bendita do Espírito Santo. Ele disse-me:
--- Filha, você não pode fazer este exame hoje!
Eu disse:
--- Porque Senhor?
Ele respondeu:
--- Porque você não vai resistir, por causa da dor intensa.
Falei novamente:
--- Senhor, não posso fazer nada, se eu disser isto aos médicos vão pensar que fiquei louca. Mas a tua Palavra diz que o Senhor trabalha para aquele que em Ti espera, (Isaías. 64-4); portanto vou esperar no Senhor, por favor faça alguma coisa por mim.
Foi então que Ele caminhou tranqüilamente em direção a porta e saiu.
Minha cunhada ficou admirada quando comecei a relatar o que havia acontecido. Não demorou muito, entrou uma enfermeira no quarto dizendo que não seria possível fazer o exame naquele dia, porque telefonaram do Hospital Beneficência Portuguesa e avisaram que os aparelhos apresentaram defeito. Imediatamente louvamos ao Senhor, nós vimos como Deus estava cuidando da minha vida, cumprindo a palavra de Isaías 64-4.

Mediante isto, marcaram novo exame de Angiografia para segunda-feira, dia 13 de março. Seria uma tentativa da qual o resultado poderia não ser tão satisfatório quanto se esperava. Realizando-se o exame, e com o resultado do exame nas mãos, realizariam então a cirurgia. Através do exame localizariam o vaso sangüíneo, que seria grampeado durante a cirurgia, eliminando a hipótese de nova hemorragia.

Médico dos Médicos

Sábado, dia 11 de março foi outro dia que marcou minha vida em uma experiência inesquecível. A dor continuava intensa, já era noite, por volta das 19 horas; estava no quarto com minha cunhada e um casal; Jeová e Isaura, eles conversavam baixinho ao meu ouvido falando a Palavra de Deus e das suas promessas, procuravam confortar-me um pouco.
Eu permaneci deitada todos aqueles dias numa só posição. Não virava de lado, ficava quase inerte o tempo todo, e não podia tomar mais remédio, já havia tomado morfina, aquela situação estava ficando insuportável.
Eu não suportava mais a horrível dor de cabeça, fechei meus olhos e fiz o que tinha que ser feito, clamei ao Senhor por misericórdia, e que me desse força para suportar tudo aquilo.
No momento em que clamava, novamente senti o Espírito Santo que veio calmo, sereno, tranqüilo, deitando-se no meu lado direito da cama onde havia um espaço. Colocou a boca no meu ouvido direito e disse:
---"Quando passares pelo fogo, não te queimarás, chama nenhuma arderá em ti". (Isaías 43:2).
Esta será a primeira palavra que você ministrará quando levantares daqui!
Neste instante a Glória de Deus encheu aquele quarto, os irmãos sentiram a presença do Senhor Jesus e glorificaram a Deus. Eles não sabiam que eu estava tendo aquela experiência, ouvindo aquela promessa da boca do meu Senhor, eles sentiam apenas a sua presença.
Esqueci-me do soro e do oxigênio que estavam ligados em mim, levantei os braços enquanto louvava o Senhor pela sua promessa na minha vida. Tomei posse dessa palavra, e entendi que não ficaria seqüela no meu corpo, pois a Palavra de Deus é verdade, Ele é fiel para faze-la cumprir-se, Aleluia!
Passei aquela noite e o dia seguinte, domingo, com muita dor, mas crendo no milagre. O exame estava marcado para segunda-feira de manhã, eu precisava de um milagre na noite de domingo, antes de amanhecer segunda-feira.
Depois de todos aqueles dias no hospital sem dormir; mesmo sob efeito de sedativos, naquela noite de domingo foi diferente.
Minha cunhada conta que fiquei quieta, a minha respiração quase não era perceptível; ela ficou preocupada mas depois de verificar que eu estava bem, tranqüilizou-se, e assim, deduziu que finalmente eu havia conseguido dormir e deixou-me descansar.
Naquela noite vi três médicos entrarem no meu quarto, porém era tão real a presença deles a ponto de pensar que a minha cunhada estava participando daquela cena maravilhosa. Eles entraram calados, e assim permaneceram o tempo todo que estiveram ali. Apenas através de um olhar eles se comunicavam, entendiam-se perfeitamente e simplesmente pelo olhar, não havia necessidade de palavras.
Um deles posicionou-se ao meu lado direito, outro à esquerda e outro à minha frente, ao pé da minha cama. Aquele que estava à esquerda possuía nas mãos uma bandeja repleta de instrumentos cirúrgicos.
O médico da direita fazendo uso daqueles instrumentos, começou a me operar, eu estava imobilizada, mesmo que tentasse me mexer, não conseguia, somente podia movimentar os olhos.
Procurava movimentar os olhos e ver os médicos que estavam ao meu lado, mas não conseguia; o que me impossibilitava de vê-los era a bandeja que trazia na mão aquele da esquerda, e as próprias mãos do outro que operava. Olhei para aquele que estava à minha frente, este eu via perfeitamente. Ele era lindo, perfeito, sua pele como de uma criança, seu olhar meigo, possuía no rosto um semblante sereno, tranqüilo. Uma paz muito grande e incomparável, envolvia aquele ambiente, era simplesmente maravilhoso estar ali. Eu pensei:
---"Estes médicos não são daqui da Amico, não são da equipe do Dr. Bonfim, não os conheço, nunca os vi aqui".
Uma coisa interessante é que, enquanto realizavam a cirurgia eu via meu crânio e cérebro nas suas mãos. Ele limpava com muito cuidado aquele coágulo de sangue, trabalhava como quem realmente sabia o que estava fazendo. Pensei naquele momento que eu deveria estar muito engraçada, afinal meu crânio estava na mão do médico. Ficava imaginando como deveria estar meu rosto, e o couro cabeludo sem a sustentação do crânio. Procurava colocar a mão, mas não podia mexer-me, então sorria ao imaginar aquela cena; mas os médicos não sorriam comigo, suas fisionomias permaneciam inalteradas e continuavam trabalhando.
Terminaram de limpar, colocaram tudo de volta no lugar, e eu pensei:
--- "Agora sim, está tudo direito, minha cabeça está normal".
Sem dizer nenhuma palavra, e saíram calmamente um após o outro, calados foram embora.
Neste exato momento sai daquele estado imóvel, falei com voz audível e sem nenhuma dor de cabeça, depois de quatorze dias.
--- Clotildes, você viu que benção! Aqueles médicos operaram minha cabeça. Não sinto mais aquela dor, graças a Deus.

Ela olhou assustada para mim e perguntou:
--- Que médicos, Martinha? Não veio aqui médico algum. Você dormiu a noite toda. Depois de todos esses dias foi a primeira noite que você dormiu sem um gemido, como se estivesse anestesiada. Insisti, reafirmando a presença dos três médicos no quarto. Para mim tudo que aconteceu foi muito real.
Foi então que entendemos; aqueles médicos nada mais eram do que anjos do Senhor, enviados em missão especial de cura, e operaram um milagre na minha vida. Fiz um pedido ao Senhor para mostrar aquela visão à outra pessoa, confirmando assim o milagre.

Nesse tempo que eu passei enferma, muitas pessoas oravam por mim. Para se ter uma idéia, em Governador Valadares - MG, irmãos da Assembléia de Deus intercediam a pedido da minha tia Maria Eulália, que reside nesta cidade; e foi lá nesta igreja que Deus confirmou o que havia acontecido e que eu vira em visão espiritual.

Um irmão que não conheço, que estava a 900 km de distância daqui, teve a mesma visão que eu tive, exatamente como eu vi.

Quando as enfermeiras entraram no meu quarto, e viram que eu estava bem, agradeceram a Deus pelo milagre poderoso que Ele havia operado na minha vida.

Algumas enfermeiras do oitavo andar eram evangélicas, diziam:
---"Marta, você nasceu de novo, mesmo que os médicos não aceitem e procurem explicar por meios científicos, nós cristãos sabemos que isto foi um milagre".
Elas choravam e agradeciam a Deus, o nome do Senhor foi glorificado, pela fé comecei a testificar minha cura, mesmo sem ter feito o exame e conhecer o diagnóstico conclusivo. A Bíblia diz que:
"A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem".
(Hebreus 11:1) e mais:
"Porque andamos por fé, e não por vista" (II Cor.5:7).
Na verdade; no mundo material, eu ainda não via minha cura, os médicos também não viam, e nem podiam comprovar nada por enquanto, o que eu sabia é que depois daquela visão a dor cessou; e assim, coloquei minha fé em ação e passei a crer naquilo que os meus olhos não podiam ver.

A Promessa de Deus e a Palavra do Médico

Segunda-feira, na manhã de 14 de março, foi realizado o exame de angiografia pelo Dr. Ronie Léo Piskie, no Hospital Beneficência Portuguesa, na Rua Maestro Cardin.
Terminado o exame, retornei ao Hospital Amico da Vila Mariana, por volta das 13:00 horas, as enfermeiras que cuidavam de mim estavam apreensivas; imediatamente vieram ao meu quarto para saber como eu estava. O resultado do exame chegou na quarta-feira, dia 16 de março, foi então que começou uma batalha de fé.

A conclusão desse exame, prescrevia o seguinte:
"Estudo Angiográfico Pan-encefálico demonstrou a presença de espasmos nos vasos da base, sobretudo à direita, sem se evidenciar Aneurisma nestas topografias. Sugerimos a realização de novo estudo Angiográfico após passar o período habitual do espasmo, para evidenciar um eventual Aneurisma que não seja visto no presente estudo por causa do espasmo".
Podemos ver que a conclusão do primeiro exame não afastou a hipótese de Aneurisma e nem apresentou um diagnóstico definido a fim de que os médicos pudessem entrar com uma intervenção cirúrgica.
Mediante este resultado o neurologista, Dr. Bonfim que acompanhava o meu caso, afirmava que eu seria operada, pois para eles não havia dúvidas, quanto a presença do Aneurisma.
Segundo os médicos não se evidenciou o Aneurisma no primeiro exame, em virtude da presença do espasmo. O vaso espasmo é a alteração do calibre do vaso sangüíneo em função da cefaléia intensa. O vaso fica com seu diâmetro diminuído.
Imaginemos um vaso sangüíneo com espessura muito pequena, com medida de uma fração de milímetro; este mesmo vaso tem seu diâmetro diminuído, a ponto de dificultar a circulação do sangue ou até interromper. Logo o iodo injetado na corrente sangüínea, não pode penetrar por estes vasos, impossibilitando a radiografia dos mesmos.
Baseados nisto, os médicos continuavam afirmando que eu tinha Aneurisma e que havia possibilidades deste vaso voltar a sangrar. Um novo sangramento poderia provocar danos irreversíveis ao meu cérebro, por conseqüência até a morte.
Entrei numa verdadeira batalha de fé, era a minha palavra contra a palavra dos médicos. Minha fé estava firmada nas promessas de Deus, naquela visão que eu havia recebido e na promessa do Espírito Santo.

O Salmo 112, Versículos 6 e 7 dizem:
"Na verdade que nunca será abalado; o justo ficará em memória eterna. Não temerá mal rumores; o seu coração está firme, confiando no Senhor".
Dezoito dias haviam se passado, então, recebi alta do Dr. Bonfim. Ainda não tinha comando sobre minhas pernas, podia vê-las mas não podia movimentá-las. Era como que, as informações de manuseio das minhas pernas contidas nalguma parte do meu cérebro, haviam apagado-se. Como um programa de computador quando é apagado ou deletado, deixa a máquina impossibilitada de realizar algumas tarefas, em alguns casos deixa-a inoperante.
Foi travada uma batalha de oração, de fé e persistência para eu voltar a andar novamente. No princípio eu andava somente com ajuda das pessoas, depois me apoiando nas paredes; foi assim até recuperar totalmente o movimento das minhas pernas; pela graça e misericórdia de Deus.
A promessa de Deus para mim era:
"Chama nenhuma arderá em ti". Por isso não eu poderia aceitar nenhuma lesão no meu corpo. Fiquei uma semana na casa da minha irmã, depois voltei para o hospital; ainda estava muito fraca.
Recebia muitas visitas, meus irmãos e minhas irmãs em Cristo, envolveram-me com muito amor e carinho, sempre orando por mim. O Pastor Daniel juntamente com a Igreja levantavam clamores em meu favor.
Permaneci mais alguns dias no hospital para fortalecer-me mais um pouco. Algumas irmãs se uniram para ajudar-me, ficando comigo no hospital, revezando-se entre elas, e vivendo a Palavra de Deus que diz:
"Alegrai-vos com os que se alegram, e chorai com os que choram". (Romanos 12:15)
Voltei a ter alta hospitalar, novamente pelo Dr. Bonfim que prescreveu em receita, um comprimido chamado Hidantal. Segundo ele, a ministração daquele medicamento, seria uma preparação para a cirurgia que não havia como evitar.
Quando ele me disse que eu passaria por uma cirurgia, falei para ele:
---"Dr. Bonfim, não será necessário o senhor me operar porque Deus já me operou".
Ele não comentou nada sobre isto e voltou o assunto para o campo da medicina:
---"Marta, em qualquer país de primeiro mundo, o procedimento neste caso é o mesmo".
Dizia isto, talvez porque pensava que eu não tinha consciência da gravidade do problema e continuou:
---"O seu caso é grave, a cirurgia é inevitável, não tem como fugir disto".
Então voltei a falar-lhe:
---"Dr. Bonfim, eu tenho consciência da gravidade do meu problema, mas creio em um Deus poderoso que já fez a cirurgia no meu cérebro".
Ele respondeu com um ar de incredulidade:
---"Se Ele fez, melhor ainda!"
Então voltou para os outros pacientes.

Voltei para casa, desta vez para o apartamento em que moramos. Um grupo de irmãs continuava cuidando de mim; da minha casa; das roupas; da limpeza em geral, Deus mostrava-se fiel como sempre fora.
Em Isaías cap. 49 e versículo 15 está escrito:
"Pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que se não compadeça dele, do filho de seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu todavia, não me esquecerei de ti".
Eu pude viver a verdade desta palavra, pois o Senhor não me deixou faltar nada, o carinho dos irmãos e da igreja, foi muito importante para a recuperação da minha saúde.
Nos dias que se passaram, entre o resultado do primeiro exame e do segundo exame, passamos por uma prova de fogo. Deus provou nossa fé. De um lado eu testificava que Jesus já havia me curado, do outro lado, os médicos afirmavam que eu tinha Aneurisma e após o segundo exame eu seria operada.

A batalha era renhida. Quando me sentia enfraquecida e a angustia quase me dominando, fechava minha boca para não falar nenhuma palavra negativa que pudesse entristecer o Espírito Santo.
Nestes momentos procurava ajuda por telefone junto a uma irmã, ao Pastor Daniel, Pastor Marcolino ou Pastor Márcio, que me atendiam e oravam por mim com muito amor.
Muitas vezes, deixavam o conforto de seus lares e vinham em meu socorro, mesmo no horário da noite. Recordo-me que um certo dia, o Pastor Márcio trabalhou até as 22:00 horas, chegou cansado em casa, mesmo assim ele veio com sua esposa Creuza orar por mim.
Sempre louvo ao Senhor por estes homens e mulheres de Deus que estão ao meu lado.

A Afronta

Alguns dias antes do segundo exame, voltei ao consultório da Dra. Maria Cecília, meu esposo e minha irmã estavam comigo e conversavam com a médica. Minha irmã perguntou:
---"Doutora, o risco de vida já passou, não é?"
Ela respondeu:
---"Olha, eu não quero iludir ninguém; ela tem Aneurisma. Este vaso pode voltar a sangrar a qualquer momento, a Marta corre risco de vida de dia e de noite, por isso não a deixem sozinha nem por um instante".
Eu confesso, é muito difícil ouvir isto, se não estivermos firmes na rocha que é Jesus; olha, entramos em desespero. Mas eu anulava cada palavra da médica e profetizava a vitória, e o Espírito Santo me trazia paz e confiança. Eu tinha certeza que estava curada, mas os médicos não aceitavam.
Neste dia quando voltávamos para casa, após ouvir aquilo da médica, ficamos um tanto abatidos;
dentro do carro ninguém arriscava dizer alguma coisa, aprendemos que nas nossas palavras há poder, se não estamos em condições de proferir palavras de vitória, é melhor que nos calemos.
Dentro de nós travava-se uma batalha de fé.
Paramos o carro em um determinado lugar, minha irmã desceu para ir a uma loja naquele local. Eu estava bem reclinada sobre o banco da frente, quando olhei na calçada entre as pessoas que circulavam, vi satanás que olhava para mim e dava risada e dizia:
--- Você ouviu o que a médica disse, você vai morrer.
---"E agora, o que você vai dizer?"
O diabo me fez um desafio e eu reagi imediatamente e disse:
---"O apóstolo Paulo disse: Para mim, o viver é Cristo e morrer é lucro" - (Fil.1:21).
Eu presumo que Paulo passava por situação semelhante a minha, não de enfermidade, mas de batalha com o próprio inimigo, portanto, fiz das palavras de Paulo, minhas palavras, e continuei:
---"Satanás, se eu morrer vou com Cristo, se viver, viverei para Ele. Você não tem parte na minha vida, te repreendo em nome de Jesus, e ele desapareceu".
A palavra de Deus em Tiago 4:7 diz:
"Sujeitai-vos pois a Deus, resisti ao diabo e ele fugirá de vós".

Vou compartilhar com você algo que o Espírito Santo nos revela dentro desta palavra.
Em primeiro lugar aprendemos que a única maneira de vencermos a satanás é usando a palavra de Deus. Vejamos que em Efésios 6:17 está escrito que: "Ela é a espada do Espírito", portanto a espada, é uma peça importante da armadura de Deus da qual devemos estar revestidos todos os dias.

Por isso é importante que o cristão não somente leia a palavra de Deus todos os dias, mas "coma" esta palavra meditando nela dia e noite, assim como diz o Salmo 1.
Aquilo que comemos, entra para o sistema digestivo, penetra na corrente sangüínea e espalha-se por todo o corpo, levando proteínas e vitaminas para todo o organismo. De maneira figurativa é isto que acontece conosco quando meditamos na palavra de Deus. Ela fortalece nosso corpo espiritual; fortalece nossa fé, ela terá um efeito tão significativo em nossas vidas que até nosso vocabulário será mudado.
O próprio Jesus nos ensina que da abundância do nosso coração fala a nossa boca, (Lc.6:45).
Esta arma; a palavra, é poderosa em Deus para destruição das fortalezas, destrói os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus levando cativo todo entendimento a obediência de Cristo". (II Cor.10-4 e 5).
Mas, por falta de conhecimento desta arma poderosa, ou por não a praticarem, tem-se invertido a mensagem contida no versículo da bíblia escrito em Tiago 4:7, ou seja, algumas pessoas estão sujeitando-se a vontade do diabo, resistindo a vontade de Deus, e por conseqüência disto o Espírito Santo tem sido obrigado a fugir de tais pessoas.
Terminantemente, com toda certeza, Deus não quer isto para nós, foi por isto que Jesus nos ensinou dando seu exemplo quando no deserto enfrentou a satanás usando como arma a palavra de Deus. (Jesus disse: "está escrito") referindo-se as escrituras sagradas, que testificam Dele mesmo. (Mt.4.1 a 11).

Veja no texto de Mateus que satanás conhece a palavra porque ele também a citou, e é por isso que devemos dedicar-se ao estudo profundo e sistemático da bíblia, temos que "ingeri-la", pois quando ela está em nós podemos pedir tudo que quisermos e nos será feito, o próprio Jesus disse estas palavras em Jo.15:7.

A palavra de Deus é poder, ela é viva e eficaz, (Heb.4:12) se você aprender a usar esta arma, satanás não terá domínio sobre sua vida.

Foi o que fiz naquele momento que fui afrontada pelo diabo, mencionei as escrituras sagradas e com a palavra o resisti. Depois que ele fugiu a glória do Senhor encheu as nossas vidas.
Sentimos a presença inconfundível do Espírito Santo nos envolvendo com o seu doce amor ali mesmo, dentro do nosso veículo em plena Rua Domingos de Morais.
Começamos então, eu e meu esposo, a glorificar o nome do Senhor, e ao mesmo tempo anulávamos as palavras de derrota que a médica pronunciara no consultório momentos antes. Profetizamos a vitória e vivemos mais uma vez os ensinos da palavra de Deus escrita em Salmos 112:7. "Não temeremos maus rumores, o nosso coração está firme confiando no Senhor".
Um dia pela madrugada, já perto de fazer o outro exame; que deveria ser a segunda angiografia, orava ao Senhor por uma intervenção poderosa. Pedi que o exame apresentasse um diagnóstico claro e definido, a fim de não ter que repetir mais vezes o mesmo exame.
Neste dia Deus abriu os meus olhos espirituais e vi um grande exército que marchava em fileira, muito bem organizado, em direção ao hospital Beneficência Portuguesa.
À frente deste exército, marchava um soldado com uma grande bandeira, ele a mantinha bem ereta; aquela bandeira tremulava com o vento. A medida que o exército marchava e se aproximava do hospital, demônios batiam em retirada, corriam para todos os lados. Quando o exército chegou ao hospital, o Senhor me disse:
---"Não temas, este é o dia da tua vitória".

O meu coração se encheu de alegria. Com esta visão tomei posse da benção, afinal o grande general estava à frente e me garantia a vitória. Aleluia!
Passou-se um mês e três dias após o primeiro exame de Angiografia e chegara o dia 17 de abril, data marcada para a realização do segundo exame. Fomos para o hospital, eu, meu esposo e a irmã Cristina, que numa demonstração de amor nos acompanhou neste momento difícil; a companhia dela me fazia sentir melhor.
Lembro-me que o Valmir e a Cristina acompanharam a maca até onde lhes foi permitido.
A enfermeira lhes disse:
---"Daqui para frente vocês não poderão entrar".
Eles pararam e acenaram e eu entrei; meu coração gelou!

Uma voz falava no meu íntimo:
---"Eles encontrarão hoje o vaso rompido, você será envergonhada. Você está falando que Jesus te curou, que vergonha, até mesmo para os médicos você tem falado isto".
Satanás tentava de todo jeito me desanimar. Nestes momentos é que entendemos o que Paulo fala em II Cor.6:10 e II Cor.4:16 a 18.
A angústia que sentia era indescritível, buscava dentro de mim forças, suplicava pela misericórdia de Deus, em pensamentos falava:
---"Senhor eu cri, por isso falei, honre a minha fé, não me deixe envergonhada".
Antes de entrar na sala de exame, a enfermeira me deixou sozinha por alguns minutos. Mesmo angustiada, comecei a louvar a Deus e foi quando o Espírito Santo falou comigo:
---"Não temas pois estou aqui, não te deixarei nem te desampararei".
Senti um grande gozo e disse:
---"Eu te amo de todo meu coração Senhor, pois tu és um amigo leal. Onde meu esposo não pode entrar, o Senhor entrou, tu és tremendo!"
Naquele momento toda angustia desapareceu e senti uma alegria indiscritível. Só Jesus pode nos proporcionar paz; Ele é socorro bem presente na angústia, e quando ele chega até a tristeza salta de prazer na presença poderosa do mestre. (Jó.41:22)

Agora já estava tranqüila, desfrutando da paz irradiante do Espírito Santo. A enfermeira voltou e levou-me para aquela sala fria e sombria; ao entrar, a primeira pessoa que vi foi o Dr. Ronie, ele olhou para mim e disse:
---"Olá Marta, você voltou? Está tão calma, que bom!"
Eu disse para ele:
---"Deus é a minha força, Dr. Ronie"
Ele sorriu e começaram a me preparar para o exame.
Em uma hora terminou o exame, tudo correu bem; após seis horas em observação voltamos para casa na expectativa do resultado.
Enquanto aguardava o resultado, um certo dia orava ao Senhor e dizia:
---"Senhor, a tua Palavra lá em Isaías 55-9 fala que os teus caminhos não são os nossos, e os teus pensamentos são mais altos que os nossos pensamentos, Senhor ajude-me a entende-los".
O Espírito Santo me respondeu:
---"Meus caminhos não foram feitos para serem entendidos, mas para caminhar neles pela fé.
Jamais trilhará os caminhos que tracei para você procurando entendê-los. Meus caminhos são retos, meus pensamentos justiça, eu sou fiel, não temas".

Com isto, o Espírito Santo ensinou-me uma lição maravilhosa. Lembrei-me de Gideão naquela situação diante do exército inimigo; (Juizes 7-7). Gideão não poderia olhar com os olhos da razão, precisava olhar com os olhos da fé.
Gideão preocupou-se tão somente em saber se Deus estava, realmente, com ele naquela batalha; fazendo a prova do novelo de lã. Deus provou estar com ele, mas deixou-o apenas com trezentos homens, para que pudesse pelejar.
Gideão poderia levantar uma questão a Deus; Senhor, como pode trezentos homens fazer frente a um exército inimigo tão numeroso? Caso ele tomasse essa posição diante de Deus, não teria alcançado vitória, porque Deus quer sempre nos ensinar a confiar nele. Deus, através deste episódio, está nos dizendo que não é pela nossa força, pela razão ou intelecto, mas pela fé no Deus todo poderoso e soberano, é que alcançamos vitória.
Deus disse a Gideão:
"Você pelejará contra os Medianitas com os trezentos homens que eu selecionar, para que Israel não diga que pela suas próprias mãos alcançaram vitória".
E aconteceu como o Senhor falou, com os trezentos homens, Deus deu a eles a vitória. Os inimigos do povo de Israel destruíram-se uns aos outros.
Alguns dias depois de realizado o segundo exame, ficou pronto o resultado.
A conclusão desse exame foi o seguinte:
Estudo angiográfico cerebral demonstrando melhora do vaso espasmo, visto em estudo angiográfico prévio; não foi observado entretanto sinais de aneurisma ou de má formação arteriovenosa intracraniano dural ou pial.
Meu esposo pegou o exame e imediatamente informou-me o resultado pelo telefone. Estava comprovada a fidelidade de Deus, o diagnóstico foi claro, não havia Aneurisma. Glorificamos a Deus, a Jesus, este nome que é sobre todos os nomes, o Senhor dos Exércitos, Ele é soberano e fiel. Para nós aquilo foi o suficiente, estávamos convictos da cura, porém os médicos, ainda não se deram por vencidos, mesmo assim queriam realizar após dois meses, um terceiro exame.
Um dia no consultório da Dra. Liliane; outra médica da equipe, com o ultimo exame em mãos, ela me dizia que não conseguia compreender. Portanto ali mesmo, fez uma série de testes comigo, na intenção de encontrar algum sintoma característico de quem tem qualquer lesão cerebral, e para surpresa da médica, foi tudo em vão, realmente não havia o que contestar.
Mediante tanta insistência dos médicos, procurei o Dr. Paulo, um amigo nosso, um servo de Deus e médico, também. Procurava apenas a sua opinião sincera. Após ouvir meu relato e olhar os meus exames ele concluiu que Deus realmente havia feito um milagre, contudo; na opinião dele, eu deveria acatar a decisão dos médicos do Amico.
Voltei a orar e pedir ao Espírito Santo que falasse comigo, e Ele me ensinou algo sobre o qual eu não havia refletido, e disse:
---"Filha amada, você pensa que meus servos no passado eram diferentes de você? Eram tão humanos quanto você, porém não se deixavam vencer pelo medo. Daniel diante da cova dos leões não se deixou vencer pelo medo. Ficou firme, crendo que Deus podia livrá-lo dos leões, naquele momento honrei a sua fé . Não foi diferente com Hananias, Misael e Azarias diante da fornalha. Assim como fui com eles sou contigo também, não desista, não temas pois a vitória é tua".
Muitas vezes pedia a Deus para falar comigo através de um profeta. Ele me disse:
---"Não tenho falado diretamente contigo? Porque tanta ansiedade? Creia e descanse, tenho cumprido minhas promessas, porque a angústia?"
Eu me quebrava na presença do Senhor, reconhecendo como somos fracos e frágeis, mesmo assim, temos a compreensão Dele.
No dia 30 de maio, Deus orientou-me a fazer um jejum, pois no jejum estava a vitória completa. No outro dia comecei a jejuar e deixei de tomar o medicamento pela manhã.
O Hidantal é um comprimido que tem a função de ajudar na oxigenação das células cerebrais, a médica já havia orientado-me que uma súbita interrupção do medicamento poderia ocasionar desmaios ao paciente, mas graças a Deus isto não aconteceu.
Prossegui jejuando por mais de um mês. Neste período muitas pessoas que me visitavam, eram abençoadas, a medida que relatava minhas experiências. Passei a conhecer outras pessoas, irmãos e irmãs na fé. Não faltaram também aqueles que colocavam em dúvida o milagre de Deus, alguns pensavam e até diziam:
---"Se Deus realmente te curou, o que você faz em cima desta cama?"
As coisas espirituais discernem-se pelo Espírito, por isso o homem que faz tudo pela razão ou pela lógica, não compreende as coisas espirituais. Leia I Cor. 2-14.
No período que jejuava, o Espírito Santo deu-me uma orientação, solicitei aos médicos, que acompanhavam o meu caso, para que fizessem o requerimento de um relatório escrito pelo médico radiologista Dr. Ronie. Neste relatório deveria constar uma avaliação do radiologista e sua opinião quanto a realizar outro exame.
Eu não aceitava fazer mais exames de Angiografia; afinal Deus não é Deus que levanta e abaixa sua bandeira; uma vez erguida a bandeira, estará determinada a vitória. Os médicos já haviam se manifestado com a intenção de realizar um terceiro exame.

A Medicina se Rende

O dia 3 de julho ficou marcado para outra consulta com o Dr. Bonfim, a fim de fazer nova avaliação do meu caso. Ele tentou, com argumentos técnicos nos dar alguma explicação para o que estava acontecendo, mas não foi muito convincente. Podíamos perceber que ele estava um tanto quanto inseguro nas suas afirmações. Meu esposo lhe fez muitas perguntas, e em muitas delas o Dr. Bonfim nos deixou sem uma resposta satisfatória.
Deus escolheu as coisas fracas e pequenas deste mundo para confundir as coisas grandes e fortes. Leia I Cor. 1-27
Neste momento comecei a falar com o Dr. Bonfim, lembrando-o de algumas coisas que ele havia conversado com a minha família, sobre a gravidade do meu problema, da possibilidade de uma cirurgia, ele reafirmou tudo, porém disse que não entendia o que aconteceu, pois agora não precisava fazer mais nada porque eu estava perfeita.
Então perguntei a ele: "Dr. Bonfim, posso relatar o que houve comigo na noite de domingo para segunda-feira?" ele disse "É claro".
--- "O Senhor como médico irá entender o que aconteceu".
Comecei a relatar toda aquela visão que tive sobre a cirurgia efetuada por três médicos que vieram ao meu quarto naquela noite de domingo para segunda. Ao terminar percebi que o Dr. Bonfim estava nitidamente emocionado

Ele começou a explicar-me que o cérebro possui um recurso natural para limpar as impurezas nele contidas; no meu caso, o coágulo de sangue, isto não aconteceu e que a cirurgia que eles realizariam seria para limpar o coágulo e grampear o vaso rompido. Continuou dizendo: "é assim mesmo Marta, a dor termina quando o sangue é absorvido pelo organismo ou quando é eliminado por processo cirúrgico".

Foi exatamente quando o médico dos médicos fez isto, que a dor passou para sempre, graças a Deus.

Eu disse ao Dr. Bonfim: Aprendi que no vocabulário de Deus não existe a palavra coincidência, e sim providência, eu sei que Deus proveu o melhor para mim. Ele ouviu e olhou para os meus exames, percebeu algo que não havia visto antes.
No momento que conversávamos uma coisa chamou-lhe a atenção, enquanto examinava meus exames. Disse-me:
"Marta, observo aqui algo incomum, o próprio Dr. Ronie fez seu exame, o mais curioso é que ele realizou ambos os exames".
O Dr. Ronie é considerado o melhor radiologista em diagnósticos nesta área. Mediante isto, realmente não posso contestar, estaria colocando em dúvida o trabalho de um médico radiologista muito conceituado no Brasil.
Segundo orientação do Espírito Santo já havia pedido ao Dr. Bonfim uma avaliação pessoal do médico radiologista, e este; foi um fator que o levou a observar atentamente o meu exame e descobrir que o nome do radiologista era Dr. Ronie Piskie.
---- "Marta. sabe de uma coisa, vou te dar alta, não há mais sinal de aneurisma, você é tão normal quanto eu, não há lesão alguma, não vou procurar descobrir o que não existe, mas se você precisar de ajuda psicológica de um médico, vou te encaminhar, afinal as pessoas que passam por um problema como este precisam de ajuda profissional, assim como, a família".
Eu falei a ele: "Dr. Bonfim, o Deus que faz um milagre como este, faz completo, não ficou trauma nenhum em mim, no meu esposo ou no meu filho".
---"Isto é muito bom, Marta, ver você assim, falando desta maneira, procura esquecer tudo isto que aconteceu e levar nova vida daqui para frente".

--- "Dr. Bonfim! Jamais vou esquecer o que Deus fez na minha vida, vou lembrar-me sempre para glorificar o nome Dele". Emocionado ele apertou a minha mão e disse-me: "Adeus Marta". Voltei para casa exaltando e glorificando a Deus, meu salvador.
Após um mês voltei a falar com a Dr. Maria Cecília, a mesma que afirmava que eu poderia morrer a qualquer momento. Estava no consultório dela às 15:40 horas do dia primeiro de agosto, ela olhava para mim e dizia: "Marta, você não teve nenhum desmaio mesmo? Eu disse sorrindo: "Não"! Ela sorriu incrédula e apertou a minha mão e a do Valmir e disse: "Tchau! Fez você muito bem de anular os meus diagnósticos, não precisa voltar mais, você está linda, continue assim". Todas as vezes que a encontro ela diz a mesma coisa: "Como você está linda Marta"! Acredito que a Dra. Maria Cecília via em mim a beleza de Cristo. Glória à Deus.

O milagre que Deus operou na minha vida, foi realmente completo. Anteriormente eu tomava muitos analgésicos, porque sentia dor de cabeça com bastante freqüência. Agora não sinto mais dores, não fiquei dependente de nenhum medicamento; digo isto porque, segundo os médicos, em casos de hemorragia cerebral, pacientes são obrigados a tomar medicamentos durante o resto de suas vidas para evitar desmaios.

Fica aqui uma palavra ao leitor, o segredo da tua vitória está na insistência, ou perseverança e fé. Cada vez que eu ouvia palavra de morte, profetizava vida em abundância para mim. Eu dizia, em Nome de Jesus anulo toda palavra contrária à vontade de Deus, para Deus tudo é possível, o Senhor é fiel e me dará a vitória; Senhor aceito apenas o que falares comigo, tua palavra tem valor para mim, o restante está anulado, em nome de Jesus".
Aprendi que Deus trabalha em cima daquilo que falamos, se você profetiza vitória, pode esperar que ela vem. Em Jeremias 29:11 diz que Deus nos dá o fim que esperamos. A bíblia diz ainda, que com nossa boca proferimos benção ou maldição; (Tg.3:10), se você diz que para seu problema não há solução, você mesmo decretou o teu fim, ainda culpa a Deus pôr não alcançar a vitória, cobra de Deus todos os dias. Como Deus trabalhará deste jeito? Simplesmente perdemos o direito de reivindicar.

Precisamos deixar de sermos apenas leitores da Palavra de Deus, e passarmos a ser também praticantes da Palavra (Tg.1:22). Praticar é viver a Palavra no nosso dia a dia. Deus não tem compromisso com alguém que não vive conforme seus preceitos (Rm.2:13). Ele quer mudar o rumo da sua vida, em muitos casos isto depende de você, viva o que está escrito na Bíblia e verá cumprir as promessas de Deus na sua vida e passarás a conhecer Deus de perto e não apenas de ouvir falar Dele. AMÉM!

A Você Leitor:
Jesus te ama e eu também. Se você ainda não o aceitou como salvador, faça isso hoje. Peça a Jesus que venha morar no seu coração, você vai ver como é maravilhoso servi-lo, e ter a certeza da salvação.
Em Romanos 10:9,10 está escrito: "Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça e com a boca se faz confissão para salvação".

Deus te abençoe. AMÉM!

Marta Meireles Ferreira
Av. Prof. Syllas Mattos, 688 - Apto. 22
Jd. Santa Cruz - CEP. 04182-010
São Paulo - SP.

Igreja Evangélica Cristã Presbiteriana.
Pastor Daniel Cândido de Oliveira.
Rua Marquês de Lages, 1811 V. das Mercês.
São Paulo - SP. Fone: 6947-4335

Eu, pastor Daniel, sou testemunha da veracidade de tudo quanto a Martinha e o esposo Valmir relataram neste depoimento. Aqui vemos, mais uma vez cumprir-se a profecia de Isaías 53:4: "Verdadeiramente ele tomou sobre si nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si".

Pr. Alexandre Farias é Consultor Teológico do Instituto Cristão de Pesquisa é Pastor, Palestrante e Conferencista, ministra estudos sobre seitas e heresias, autor da Apostila Bruxaria para crianças - Realidade ou fantasia?
Contato: restauravida@uol.com.br




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