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Cinco
Verdades Sobre o Amor
Mas,
o que é ágape? Como esta espécie de amor se expressa?
Paulo nos dá uma excelente descrição:
O amor é muito paciente e bondoso, nunca é invejoso ou ciumento,
nunca é presunçoso nem orgulhoso, nunca é arrogante,
nem egoísta, nem tampouco rude. O amor não exige que se
faça o que ele quer. Não é irritadiço, nem
melindroso. Não guarda rancor e dificilmente notará o mal
que outros lhe fazem.
Nunca está satisfeito com a injustiça, mas se alegra quando
a verdade triunfa. Se você amar alguém, será leal
para com ele, custe o que custar. Sempre acreditará nele, sempre
esperará o melhor dele, e sempre se manterá em sua defesa.
Todos os dons e poderes especiais que vêm de Deus terminarão
um dia, porém o amor continuará para sempre.
Algum dia a profecia, o falar em línguas desconhecidas e a sabedoria
especial - os dons desaparecerão.
Há três coisas que perduram - a fé, a esperança
e o amor - e a maior destas é o amor (1 Coríntios 13:4-8,13, Bíblia
Viva).
No
capítulo seguinte, o apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito
Santo, adverte: "Que o amor seja o maior alvo de vocês"
(1 Coríntios 14:1, Bíblia Viva).
Quero ensinar agora cinco verdades essenciais sobre o amor que irão
ajudá-lo a compreender a base para amar pela fé.

1.
Deus Ama Você Incondicionalmente
Deus ama com o amor ágape, aquele tipo
de amor descrito em 1 Coríntios 13. Ele ama tanto você que
enviou Seu Filho para morrer na cruz em seu lugar, para que você
pudesse ter a vida eterna. Seu amor não exige desempenho. Cristo
o ama tanto que, enquanto você era ainda pecador, Ele morreu por
você.
O amor de Deus por você é incondicional e imerecido. Ele
o ama apesar da sua desobediência, fraqueza, pecado e egoísmo.
Ele o ama suficientemente para oferecer o caminho para a vida abundante
e eterna. Cristo gritou da cruz, "Pai, perdoa-lhes, porque não
sabem o que fazem". Se Deus amou tanto aqueles que eram tão
pecadores, pode imaginar quanto Ele o ama - a você que é
Seu filho pela fé em Cristo e que busca agradá-lo?
A parábola do filho pródigo, como registrada em Lucas 15,
ilustra o amor incondicional de Deus por Seus filhos. O filho mais jovem
pediu ao seu pai que lhe desse a sua parte da herança; arrumou
suas coisas e viajou para uma terra distante onde gastou todo o seu dinheiro
em festas e prostitutas. Quando seu dinheiro estava acabando, uma grande
fome varreu aquele lugar e ele começou a sofrer com ela. Finalmente
caiu em si e compreendeu que até mesmo os empregados de seu pai
tinham, pelo menos, alimento para comer. Decidiu então: "Voltarei
ao meu pai e direi -"Pai, pequei contra o céu e contra o senhor,
e não mereço ser chamado seu filho. Por favor, me aceite
como seu empregado" (Lucas 15:18, Bíblia Viva).
Enquanto estava ainda longe, o pai o viu chegando e ficou cheio de amor
e pena. Ele correu para o filho, abraçou-o e beijou-o. Penso que
a razão dele ter visto o filho chegando, enquanto ainda estava
bem distante, foi porque estava orando pela volta do filho e passava muito
tempo cada dia, vigiando a estrada deserta pela qual ele viria.
Enquanto o filho ainda fazia a sua confissão, o pai o interrompeu
para dar ordens aos empregados para que matassem o melhor bezerro e preparassem
uma festa. Seu filho perdido se arrependera; ele mudara de idéia
e tinha voltado a fazer parte da família novamente.
Deus demonstrou seu amor para conosco antes mesmo de sermos cristãos,
mas esta história evidencia que Deus continua amando o filho que
se desviou dEle. Ele espera ansiosamente a sua volta à família
e comunhão cristãs.
Mesmo quando você é desobediente, Ele continua a amá-lo,
esperando que responda ao Seu amor e perdão. Paulo escreve:
E já que por seu sangue Ele fez tudo isso por nós como pecadores,
quanto mais Ele não fará por nós agora que nos declarou
sem culpa? Agora Ele nos salvará de toda a ira divina que está
para vir. E se quando ainda éramos inimigos dEle, fomos levados
de volta a Deus pela morte do seu Filho, quantas bênçãos
Ele deve ter para nós agora que somos seus amigos, e Ele está
vivendo dentro de nós (Romanos 5:9,10, Bíblia Viva)!

O
amor que Deus tem por você está muito além da compreensão
humana. Jesus orou, "Minha oração por todos eles (os
discípulos e crentes de todas as eras) é que sejam de um
só coração e pensamento, como Eu e o Senhor somos,
ó Pai...para que o mundo saiba que o Senhor Me enviou, e compreenda
que o Senhor ama meus discípulos tanto quanto Me ama (João 17:21,23,
Bíblia Viva).
Pense nisso! Deus ama você tanto quanto ama Seu Filho unigênito,
o Senhor Jesus. Que verdade espantosa e admirável para se compreender!
Você não precisa ter medo de alguém que o ama perfeitamente.
Você nunca precisa ter receio de entregar a Deus toda a sua vida,
pois Ele o ama realmente. O mais incrível disso é que Ele
o ama mesmo quando você é desobediente.
Até a nível humano, os pais amorosos demonstram esse tipo
de amor. Eu amava meus filhos quando eram desobedientes, tanto quanto
os amava quando eram bons. Para o bem deles, porque os amo, algumas vezes
achava necessário corrigi-los. Isso também acontece em nosso
relacionamento com Deus. Quando você desobedece, Ele o disciplina
ou corrige porque o ama.
Hebreus 12 ensina sobre o amor que motiva a disciplina de Deus:
E já esqueceram completamente as palavras animadoras que Deus falou
a vocês, que são filhos dEle? Ele disse: "Meu filho,
não fique irado quando o Senhor castigar você. Não
fique desanimado quando Ele tem que lhe mostrar em que você está
errado. Quando Ele castiga você, isso prova que Ele o ama. Quando
Ele o açoita isso prova que você é verdadeiramente
filho dEle. Permitam que Deus eduque vocês, pois Ele está
fazendo o que qualquer pai amoroso faz com seus filhos. Pois quem já
ouviu falar de um filho que nunca foi corrigido?
Visto que nós respeitamos os nossos pais aqui na terra, embora
eles nos castigassem, não devemos com muito maior satisfação
nos submeter à educação de Deus, a fim de que possamos
realmente começar a viver?
Nossos pais terrenos nos educaram por uns poucos e curtos anos, fazendo
por nós o melhor que eles sabiam fazer, porém a correção
de Deus é sempre boa e para o nosso maior bem, a fim de podermos
participar da santidade dEle. Não é nada agradável
ser castigado, na hora em que está acontecendo, dói mesmo!
Mas depois podemos ver o resultado: um crescimento tranqüilo, em
virtude e caráter (Hebreus 12:5-7,9,10,11, Bíblia Viva).
A
morte de Cristo na cruz satisfez de uma vez por todas a ira e a justiça
de Deus por causa do pecado do crente. Deus castiga e disciplina você
para ajudá-lo a crescer e amadurecer espiritualmente.
Os primeiros cristãos enfrentaram perseguições, dificuldades
e incrível sofrimento. Paulo, todavia, escreveu a eles:
Quem então pode jamais ocultar de nós o amor de Cristo?
Quando estamos em aflição ou em desventura, quando somos
perseguidos de morte ou destruídos, será que isso acontece
por que Ele não mais nos ama? E se tivermos fome, ou ficarmos sem
dinheiro, ou passarmos por perigos, ou formos ameaçados de morte,
será pois que Deus nos desamparou? Não, pois as Escrituras
nos dizem que por sua causa precisamos estar prontos a enfrentar a morte
a qualquer momento do dia - somos como ovelhas, prontas a ser abatidas
no matadouro. Mas apesar de tudo isso, temos uma vitória esmagadora
por meio de Cristo, que nos amou a ponto de morrer por nós.
Estou convencido de que nada poderá jamais nos separar do seu Amor.
A morte não o pode, nem tampouco a vida. Os anjos não o
poderão, e todas as forças do inferno não poderão
afastar de nós o amor de Deus. Nossos temores pelo dia de hoje,
nossas preocupações sobre o dia de amanhã, ou o lugar
onde estivermos - bem alto no céu, ou nas profundezas do mar -
nada, jamais, será capaz de separar-nos do amor de Deus demonstrado
pelo nosso Senhor Jesus Cristo, quando morreu por nós (Romanos
8:35-39, Bíblia Viva).
Tal amor está além da nossa capacidade de compreensão,
mas não além da nossa habilidade de experimentá-lo
com os nossos corações.
2.
Você Tem Uma Ordem para Amar
Um advogado perguntou a Jesus, "Senhor,
qual é o mandamento mais importante nas leis de Moisés?"
Jesus respondeu, "Ame ao Senhor seu Deus de todo o seu coração,
sua mente e sua alma. Este é o primeiro e o maior mandamento. O
segundo em importância é parecido: 'Ame ao seu semelhante
tanto como ama a você mesmo'. Todos os outros mandamentos e todas
as exigências dos profetas nascem destas duas leis, e se cumprem
se você obedecê-las. Guarde apenas estas e descobrirá
que está obedecendo a tudo o mais" (Mateus 23:36-40, Bíblia
Viva).
Em certa ocasião de minha vida fiquei perturbado com o mandamento
de Deus para amar tão completamente. Como eu poderia alcançar
um padrão assim tão elevado? Duas considerações
importantes me ajudaram a desejar amá-lO e satisfazê-lO completamente.
Primeiro, o Espírito Santo encheu meu coração com
o amor de Deus, como prometido em Romanos:
Conheceremos quanto Deus nos ama; sentiremos também este seu amor
afetuoso em todo o nosso ser, pois Deus nos deu o Espírito Santo
para encher nossos corações com o seu amor (Romanos 5:5,
Bíblia Viva).
Segundo, ao meditar nos atributos de Deus e nas coisas maravilhosas que
Ele fez e está fazendo por mim, vejo crescer o meu amor por Ele.
Eu o amo porque Ele me amou primeiro.
Como Deus poderia me amar tanto, a ponto de estar disposto a morrer por
mim? Por que Deus me escolheu para ser Seu filho? Qual o meu merecimento
para ser Seu embaixador, a fim de contar as boas novas do Seu amor e perdão
ao mundo? Baseado em que mereço o privilégio da Sua presença
constante, do Seu Espírito que habita em meu interior e da Sua
promessa de suprir todas as minhas necessidades conforme as Suas riquezas
em glória? Por que devo ter o privilégio, negado para a
maioria das pessoas do mundo que não conhecem o nosso Salvador,
de acordar cada manhã com um cântico em meu coração
e louvor em meus lábios pelo amor, alegria e paz que Deus tão
generosamente concede a todos os que colocam sua confiança em Seu
amado Filho, o Senhor Jesus?
Eu era um cristão novo quando pedi Vonette, que hoje é minha
esposa, em casamento. Ela era um membro ativo da igreja, embora (descobri
mais tarde) não fosse cristã na época. Imagine a
aflição dela quando eu, em meu zelo por Cristo, expliquei-lhe
que amava mais a Deus do que a ela e que Ele teria sempre o primeiro lugar
em minha vida. Deixei porém de explicar (nem sequer pensei nisso
na ocasião)que exatamente por causa do meu amor a Deus é
que eu podia amá-la tanto. Tempos depois, antes de nos casarmos,
ela também experimentou o amor e o perdão de Deus e tornou-se
Sua filha.
Com o passar dos anos, Ele também passou a ter o primeiro lugar
na vida dela e pelo fato de ser agora o primeiro em cada uma de nossas
vidas, gozamos de um relacionamento de amor muito mais profundo do que
poderíamos ter conhecido de outra forma. Apesar das minhas responsabilidades
a serviço dEle me levarem a muitas partes do mundo e estar freqüentemente
longe dela e da nossa casa, ambos encontramos alegria e realização
nEle. Os períodos em que temos o privilégio de estar juntos
são mais ricos por causa do nosso amor mútuo por Ele e do
Seu amor por nós.
Quem ainda não aprendeu a amar a Deus e buscá-lO acima de
tudo e de todos é digno de pena, pois está perdendo as bênçãos
que esperam a todos os que amam a Deus de todo o coração,
alma e mente.
Torna-se natural cumprir o mandamento de amar seu próximo como
a si mesmo, quando você ama verdadeiramente a Deus de todo o coração,
alma e mente. Se estiver adequadamente relacionado com Deus no plano vertical,
estará adequadamente relacionado com os outros no plano horizontal.
Por exemplo, as bolas de bilhar ao rolarem livremente pela mesa, naturalmente
se afastam umas das outras por causa da natureza da sua construção.
Mas, se colocarmos cordões em várias bolas e as levantarmos
perpendicularmente à mesa, elas se agrupam.
Quando os cristãos estão ligados vitalmente a Cristo e relacionados
com Deus, andando no Espírito e amando o Senhor de todo coração,
alma e mente, eles irão cumprir o mandamento de Deus de amar aos
outros como a si mesmos:
O apóstolo Paulo explica:
Se você amar o seu semelhante o quanto ama a si próprio,
não desejará maltratá-lo ou enganá-lo, matá-lo
ou roubar-lhe algo. E você não pecará com a esposa
dele nem desejará aquilo que lhe pertence, nem tampouco fará
qualquer coisa que os Dez Mandamentos dizem que está errada. Todos
os dez estão encerrados neste: amar o seu semelhante como você
ama a si mesmo. O amor não faz mal a ninguém. Essa é
a razão pela qual ele satisfaz plenamente todas as exigências
de Deus. Ele é a única lei que vocês precisam ter
(Romanos 13:9,10, Bíblia Viva).
O amor por Deus e por outros resulta em justiça, em fruto, e em
glória para Cristo.
Você também tem uma ordem para amar os outros porque tal
amor testifica seu relacionamento com o Pai. Você demonstra que
pertence a Cristo pelo seu amor aos outros. O apóstolo João
praticamente equipara a sua salvação à maneira como
ama os outros, quando diz que se não amá-los, não
conhece a Deus, porque Ele é amor.
João diz:
Mas se alguém que se considerar cristão possui dinheiro
suficiente para viver bem, e vendo um irmão em necessidade e não
o ajudar, como é que o amor de Deus pode estar nele? Filhinhos,
deixemos de dizer apenas que amamos as pessoas; vamos amá-las realmente
e mostrar isto pelas nossas ações (1 João 3:17,18, Bíblia
Viva).
Jesus diz:
Eu lhes ordeno que se amem uns aos outros como Eu amo vocês (João
15:12, Bíblia Viva).
Como cristão, você deve amar seu próximo porque ele
é uma criatura de Deus, feita à imagem dEle; porque Deus
ama seu próximo e porque Cristo morreu por ele. Seguindo o exemplo
do Senhor, você deve amar a todos, como Cristo amou. Deve dedicar
a sua vida para ajudar outros a experimentarem o Seu amor e perdão.
Jesus também disse:
Há um ditado assim: 'Ame os seus amigos e odeie seus inimigos'.
Porém Eu digo: Amem os seus inimigos! Orem por aqueles que perseguem
vocês! Dessa forma vocês estarão agindo como verdadeiros
filhos do seu Pai do Céu. Porque Ele envia sua luz tanto sobre
os maus como sobre os bons, e manda a chuva para os justos e para os injustos
também.
Se vocês só forem amigos apenas dos seus amigos, em que são
diferentes de qualquer outro? Até mesmo os pagãos fazem
isso (Mateus 5:43-45,47, Bíblia Viva).
Quando os cristãos começarem a agir como cristãos
e amarem a Deus, a seu próximo, a seus inimigos e especialmente
a seus irmãos cristãos, sem se importar com a cor, raça
ou classe social, veremos em nossos dias, como no primeiro século,
uma grande transformação em toda a sociedade. As pessoas
ficarão admiradas ao observarem nosso amor, da mesma forma que
se admiraram aquelas que observaram aqueles crentes do primeiro século
dizendo: "Como eles se amam!"
Aconselho muitos estudantes e adultos mais velhos que não conseguem
aceitar a si mesmos. Alguns sentem o peso da culpa por causa de pecados
não confessados; outros não se conformam com seus defeitos
físicos. Outros ainda se sentem inferiores mental ou socialmente.
Meu conselho para todos é este: "Deus ama você e o aceita
como é. Você deve fazer o mesmo. Tire os olhos de si mesmo.
Focalize o seu amor e atenção em Cristo e nos outros. Comece
a dedicar-se ao serviço dEle e de seu semelhante".
O tipo de amor de Deus é uma força unificadora entre os
cristãos! Paulo nos advertiu "Acima de tudo isto, porém,
esteja o amor, que é o vínculo da perfeição"
(Colossenses 3:14), para que "os seus corações sejam
confortados, vinculados juntamente em amor" (Colossenses 2:2). Só
o amor universal de Deus pode derrubar as perturbadoras barreiras criadas
pelas diferenças humanas. Só uma devoção comum
a Cristo, que é a fonte do amor, pode aliviar a tensão,
a desconfiança, encorajar a franqueza, trazer à tona o que
há de melhor nas pessoas, habilitando-as a servir a Cristo juntas
de maneira mais eficaz.
Certa mãe contou que a descoberta desses princípios fez
com que se tornasse mais paciente e bondosa com o marido e os filhos.
"Meus filhos estavam me enlouquecendo com suas exigências infantis",
confessou ela. "Ficava irritada com eles e por me sentir tão
infeliz, acabei me tornando uma esposa crítica e impertinente.
Não é de admirar que meu marido encontrasse desculpas para
trabalhar até tarde no escritório. Agora, tudo está
diferente; o amor de Deus permeia nossa casa desde que aprendi como amar
pela fé."
Um marido disse, "Eu e minha mulher nos apaixonamos novamente, e
agora estou gostando de trabalhar no escritório com pessoas que
eu não suportava antes de aprender como amar pela fé".
3.
Você Não Pode Amar com Suas Próprias Forças
Do mesmo modo que "os que estão na
carne (a pessoa mundana, carnal) não podem agradar a Deus",
você, por suas próprias forças, não pode amar
como deveria.
Você não pode demonstrar ágape, o amor incondicional
de Deus pelos outros, através de seus próprios esforços.
Quantas vezes você resolveu amar a alguém? Quantas vezes
tentou fabricar algum tipo de emoção amorosa, positiva,
por outra pessoa em relação à qual não sentia
nada? É impossível, não é? Em suas próprias
forças não é possível amar com o tipo de amor
de Deus.
As pessoas não são bondosas e pacientes por natureza. Somos
ciumentos, invejosos e vaidosos. Somos orgulhosos, arrogantes, egoístas
e rudes, exigindo as coisas ao nosso modo. Jamais poderíamos amar
os outros da mesma maneira como Deus nos ama!
4.
Você Pode Amar com o Amor de Deus
Foi o amor de Deus que o levou a Cristo. É
essa espécie de amor que pode sustentá-lo e encorajá-lo
todos os dias. Através do amor de Deus por você é
que poderá levar outros a Cristo e ministrar aos seus companheiros
cristãos como Deus ordenou.
O amor de Deus foi supremamente expresso na vida de Jesus Cristo. Você
tem uma descrição perfeita e completa do amor de Deus no
nascimento, caráter, ensinos, vida, morte e ressurreição
do Seu Filho.
Como este amor entra na sua vida? Ele se torna seu no momento em que recebe
a Jesus Cristo e o Espírito passa a habitar em sua vida. A Bíblia
diz, "Sentiremos também este seu amor afetuoso em todo o nosso
ser, pois Deus nos deu o Espírito Santo para encher nossos corações
com o seu amor" (Romanos 5:5, Bíblia Viva). Deus é Espirito
e "o fruto do Espírito é amor..." (Gálatas 5:22).
Quando você é controlado pelo Espírito, pode amar
com o amor de Deus.
Quando Cristo entra em sua vida e você se torna cristão,
Deus lhe dá os recursos para ser um tipo diferente de pessoa. Com
a motivação, Ele também lhe dá habilidade.
Ele supre você com uma nova espécie de amor.
Mas como você torna o amor uma realidade prática em sua vida?
Como você ama? Por meio de resoluções? Por disciplina
auto-imposta? Não. O único meio de amar é explicado
em meu último ponto.
5.
Você Ama pela Fé
Tudo na vida cristã se baseia na fé.
Você ama pela fé, da mesma forma que recebeu a Cristo pela
fé, que foi cheio com o Espírito Santo pela fé, e
que anda pela fé.

Se
o fruto do Espírito é amor, você pode perguntar com
razão: "Não basta ser cheio do Espírito?"
Isto pode ser verdade do ponto de vista de Deus, mas nem sempre será
verdade na sua experiência real.
Muitos cristãos têm amado com o amor de Deus e têm
demonstrado o fruto do Espírito em suas vidas sem, conscientemente
ou especificamente, reivindicarem o Seu amor pela fé. Todavia,
mesmo sem perceberem o fato, eles estavam, na verdade, amando pela fé;
portanto, não acharam necessário reivindicar o amor de Deus
pela fé como um ato específico.
Hebreus 11:6 diz: "sem fé é impossível agradar
a Deus". Evidentemente, não haverá demonstração
do amor de Deus quando não existe fé.
Se você tem dificuldade em amar aos outros, lembre-se de que Jesus
ordenou, "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei". A vontade
de Deus é que você ame. Ele não ordenaria que fizesse
isso sem habilitá-lo para isso. Em 1 João 5:14,15, Deus
promete que se pedir alguma coisa de acordo com a Sua vontade, Ele ouve
e responde. Se relacionar esta promessa ao mandamento de Deus, você
pode reivindicar pela fé o privilégio de amar com o Seu
amor.
Deus tem um suprimento inesgotável do seu amor ágape divino
e sobrenatural para você. Esse amor está à sua disposição
para ser reivindicado, crescer nele e passá-lo a outros, alcançando
assim centenas de milhares com o amor que conta, o amor que os levará
a Jesus Cristo.
A fim de experimentar e compartilhar este amor, você deve pedi-lo
pela fé; isto é, confie na promessa de que Ele lhe concederá
tudo o que precisar para fazer a Sua vontade, baseado no Seu mandamento
e promessa.
Essa verdade não é nova. Ela foi registrada na Palavra de
Deus há dois mil anos. Mas foi uma nova descoberta para mim naquela
manhã há alguns anos e, desde então, para muitos
milhares de outros cristãos com quem a compartilhei. Quando comecei
a praticar o amor pela fé, descobri que os problemas de tensão
com outras pessoas pareciam desaparecer, muitas vezes milagrosamente.
Em uma ocasião, eu estava tendo problema em amar um companheiro
de equipe. Isso me perturbou. Eu queria amá-lo. Sabia que tinha
ordem para amá-lo; todavia, por causa de alguns pontos de inconsistência
e diferenças de personalidade, foi difícil amá-lo.
Mas o Senhor me fez lembrar de 1 Pedro 5:7: "Deixem com Ele todas
as suas preocupações e cuidados, pois Ele está sempre
pensando em vocês e vigiando tudo o que se relaciona com vocês"
(Bíblia Viva). Decidi, então, deixar esse problema com Ele e amar
esse indivíduo pela fé. Quando reinvindiquei o amor de Deus
por esse homem pela fé, minha preocupação foi embora.
Eu sabia que a questão estava nas mãos de Deus.
Uma hora mais tarde encontrei sob a minha porta, justamente uma carta
desse homem, que não tinha meios de saber o que eu tinha acabado
de experimentar. De fato, a sua carta tinha sido escrita na véspera.
O Senhor tinha previsto a mudança em mim. Este amigo e eu nos encontramos
naquela tarde e tivemos o melhor momento de oração e comunhão
que já havíamos passado juntos. Amar com o amor de Deus
pela fé havia transformado o nosso relacionamento.
Dois advogados talentosos eram profissionalmente inimigos, e eles chegavam
se odiar. Apesar de serem membros distintos da mesma firma, estavam constantemente
criticando e criando problemas um para o outro.
Um desses homens recebeu a Cristo através de nosso ministério
e alguns meses depois veio aconselhar-se. "Tenho odiado e criticado
meu sócio durante anos," disse ele, "e ele tem feito
o mesmo comigo. Mas, agora que sou cristão, não acho justo
continuar essa guerra. O que devo fazer?"
"Por que não pedir a seu sócio que o perdoe e dizer-lhe
que o ama?" sugeri.
"Nunca poderia fazer isso!" exclamou. "Seria hipócrita.
Eu não gosto dele. Como posso dizer isso quando não é
verdade?"
Expliquei que Deus ordena Seus filhos a amarem até os seus inimigos
e que Seu amor ágape, sobrenatural, incondicional, é uma
expressão da nossa vontade que exercemos pela fé.
Por exemplo, o tipo de amor de 1 Coríntios 13 é:
...muito paciente e bondoso, nunca é invejoso ou ciumento, nunca
é presunçoso nem orgulhoso, nunca é arrogante, nem
egoísta, nem tampouco rude. O amor não exige que se faça
o que ele quer. Não é irritadiço, nem melindroso.
Não guarda rancor e dificilmente notará o mal que outros
lhe fazem. Nunca está satisfeito com a injustiça, mas se
alegra quando a verdade triunfa. Se você amar alguém, será
leal para com ele, custe o que custar. Sempre acreditará nele,
sempre esperará o melhor dele, e sempre se manterá em sua
defesa (1 Coríntios 13:4-7, Bíblia Viva).
"Você notará", expliquei, "que cada uma dessas
descrições do amor não é uma expressão
das emoções, mas da vontade."
Nos ajoelhamos juntos para orar e meu amigo pediu o perdão de Deus
pela sua atitude crítica em relação ao seu sócio,
suplicando o amor de Deus por ele, pela fé.
Logo cedo na manhã seguinte, meu amigo entrou no escritório
do sócio e anunciou, "Algo maravilhoso aconteceu comigo, eu
me tornei um cristão, e vim pedir-lhe que me perdoe por tudo que
fiz para magoá-lo no passado, e para dizer-lhe que gosto de você".
O sócio ficou tão surpreso e convencido do seu próprio
pecado que respondeu a esta espantosa confissão pedindo ao meu
amigo que o perdoasse. Então, para surpresa de meu amigo, o sócio
disse: "Eu também gostaria de tornar-me cristão. Você
quer me mostrar como fazer isso?"
Depois que meu amigo mostrou-lhe como se tornar cristão, através
das Quatro Leis Espirituais, eles se ajoelharam para orar. A seguir, os
dois vieram contar-me sobre este maravilhoso milagre do amor de Deus.
Um assistente especial de um ex-governador da Califórnia visitou
certa vez nossa sede em Arrowheads Springs, e durante a sua visita, recebeu
Jesus Cristo como Salvador e Senhor. Esse homem começou a descobrir
como amar pela fé. Seu filho havia recentemente saído de
casa, depois de uma briga entre eles. Ao refletir sobre o problema, este
novo cristão compreendeu que jamais dissera ao filho que o amava.
Na sua volta para casa, depois de deixar Arrowhead Springs, ele pediu
ao Senhor que fizesse o filho voltar, a fim de poder "endireitar
as coisas". Queria expressar seu amor por ele. Quando foi chegando
em casa, seu coração bateu apressado. A luz de cima estava
acesa, indicando que o filho havia voltado! Logo depois, pai e filho se
abraçaram, se reconciliaram e estabeleceram um novo relacionamento
apoiado no amor perdoador de Deus.
Um jovem jogador de futebol da faculdade, que tinha crescido numa comunidade
racista, sempre tinha achado impossível amar os negros. Certa noite,
ele me ouviu falar a um grupo de alunos de várias raças
sobre amar pela fé, especialmente sobre amar pessoas de outras
raças.
"Enquanto você orava," disse-me ele mais tarde, "eu
reivindiquei o amor de Deus pelo homem negro. Depois, quando deixei o
anfiteatro, a primeira pessoa que encontrei foi um homem negro que falava
com uma moça branca. Essa é uma situação das
mais explosivas que se pode imaginar para alguém que odeia negros.
Mas, de repente, senti compaixão por aquele homem! Em outra ocasião
eu o teria odiado e provavelmente teria sido rude com ele. Deus, porém,
ouviu a minha oração".
Naquela mesma noite, um jovem casal de negros aproximou-se de mim na entrada
do hotel de Arrowsprings. Eles estavam radiantes.
"Algo me aconteceu esta noite", disse a jovem. "Fui libertada
do meu ódio pelo homem branco. Odiava os brancos desde menina.
Sabia que, como cristã, devia amar as pessoas de pele branca, mas
não conseguia! Odiava os brancos e queria vingança. Esta
noite comecei a amar os brancos pela fé, e realmente funciona."
O jovem acrescentou, "Funcionou para mim também. Meu ódio
pelos brancos desapareceu. Obrigado por nos ensinar como amar pela fé".
Os brancos que odiavam os negros e os negros que odiavam os brancos descobriram
o amor sobrenatural de Deus uns pelos outros. Maridos e mulheres cristãs
que estavam vivendo em conflito reivindicaram o amor de Deus pela fé
e milagres aconteceram. Brigas entre pais e filhos foram resolvidas e
o abismo entre as gerações foi ultrapassado mediante o amor
pela fé. Disputas no trabalho foram solucionadas. Os inimigos deixam
de ser inimigos quando você os ama pela fé. O amor de Deus
tem um meio de dissolver o preconceito e derrubar as barreiras.
O amor é o maior poder conhecido pelo homem. Ele mudou o curso
do mundo do primeiro século e Deus está fazendo uso dele
para promover uma grande revolução no século vinte.
Nada pode vencer o amor de Deus.
No primeiro século houve uma união entre amor e fé,
resultando numa grande revolução espiritual em todo o mundo
conhecido. Depois disso, os dois se perderam durante a Idade Média.
A compreensão de Martinho Lutero e seus companheiros de que "o
justo viverá pela fé" introduziu a Reforma e outro
poderoso movimento do Espírito de Deus. Mas o amor que havia era
pouco. De fato, muitas vezes houve grande conflito.

Deus
está trazendo hoje à nossa lembrança a união
bíblica de ambos - fé e amor. Mediante a fé, esse
amor sobrenatural e divino de Deus irá estender-se até onde
nada mais pode chegar, a fim de conquistar homens e mulheres para Cristo.
O amor que resulta dessa fé cativará as pessoas em toda
parte de modo que, quando vivermos e amarmos pela fé, iremos espalhar
o amor de Deus pelo mundo inteiro. Este amor é contagioso, atraente
e agressivo. Ele cria a fome de Deus. É ativo - constantemente
procura coisas amorosas para fazer, pessoas para edificar e vidas para
transformar.
Leonardo é um exemplo. Na noite em que recebeu a Cristo como seu
Salvador pessoal, seu coração se encheu de amor e uma grande
mudança ocorreu nele. Até então Leonardo odiara a
todos e a tudo.
Muitas vezes, quando chegava bêbado em casa, à noite, ele
chutava o cachorro para que saísse do terraço. O cachorro
então latia e tentava mordê-lo. Meio tonto e vacilante, Leonardo
o perseguia em volta da mesa do lado de fora.
Logo depois, a esposa entrava em cena. Eles se xingavam e brigavam entre
si. Ele acabava finalmente dando um pontapé no cachorro e espalhando
cadeiras e vasos por todo lado.
"Mas na noite em que recebi a Cristo", conta ele, "fiquei
tão cheio de amor que acho que até o cão percebeu
que eu estava diferente. Ele veio se arrastando até a mim e depois
se deitou sobre os mesmos pés que o haviam chutado todas as outras
noites".
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