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Refletindo: Números 27.12-17 A segunda razão é
que Moisés não era o homem para o novo tempo que se avizinhava. A conquista,
uma verdadeira operação de guerra, precisava de um líder que, de fato,
comandasse o povo (verso 17), com vigor e dinamismo, entrando e saindo,
descendo e subindo, guerreando e pacificando. Moisés, o homem mais manso
da terra (Números 12.3), não tinha este perfil. Sua liderança seria trágica.
Há uma terceira razão, sem uma indicação bíblica específica, mas baseada
no caráter de Deus. A conquista se deu num clima bastante dramático. Além
disso, o povo "pintou e bordou", com muitos deslizes, mesmo contra toda
a advertência. Ver aquilo (como ter visto o bezerro de ouro) seria pesado
demais para Moisés. Gosto de pensar, então, que Deus poupou o Seu servo
de contemplar aquelas abominações todas. Sugiro, portanto, que Deus preservou
Moisés do sofrimento de ver seu povo seguindo por caminhos opostos ao
que lhe propôs.
Israel Belo de Azevedo, (israelbelo@infolink.com.br), doutor em teologia, é pastor da Igreja Batista Itacurucá, na Tijuca, Rio de Janeiro. |
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