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Temos rock Gospel, samba Gospel, evento Gospel e até (e por que não?) revista Gospel... Nós a saudamos como boa nova, a despeito de eventuais críticas a uma ou outra postura. O fato é que, música cristã contemporânea e brasileira (ou Gospel se preferirmos) é hoje uma realidade. E o que esperar desta onda, deste movimento, desta tendência? Primeiro, que venha pra ficar. A música cristã contemporânea neste país merece o seu lugar. Afinal, aqui parece haver lugar pra tudo! Quanto mais para aquilo que tem conteúdo e faz diferença na vida de quem ouve e aprecia. Nossos maiores nomes da música popular cantam com toda liberdade suas opções religiosas e convicções espirituais. Por que não deixar que os valores do cristianismo tenham igual destaque? Ainda mais quando observamos no que tem sido produzido até aqui (sem obviamente generalizar) qualidade estética, bom gosto musical e coerência. |
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Segundo, que seja generosa. Como toda avalanche, a exemplo de toda explosão, a tendência de movimentos é de que atropelem tudo que encontrem à sua frente. Com isso quero dizer que música cristã tem uma história de luta e plantio que não deve ser ignorada. Para os que não sabem, música Gospel no Brasil existe há mais de 30 anos, não é algo tão novo assim. E nada mais injusto e até mesmo perigoso pra quem faz história que não ter memória... Terceiro, que seja diferenciada. Vivemos na era da informação, onde ciências como estatística e atividades humanas como o marketing nunca foram tão valorizadas. No entanto, a essência da mensagem do 'Gospel' não tem preço, não podendo portanto ser negociada. Podemos e devemos utilizar todos os meios disponíveis para propagá-la, mas a ética e a paixão pelo que ela comunica devem estar acima de quaisquer outros interesses, todos extremamente secundários. |