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Foi com tristeza que ouvimos, através da imprensa, a notícia a respeito da prisão de Edinho, ex-goleiro do Santos e filho de Pelé. É sempre triste ouvir notícias de jovens que se envolvem com más companhias e acabam sendo presos sob acusação de tráfico de drogas. Quando se tornam dependentes ou mesmo se envolvendo com o tráfico é motivo de lamentações. Pelé, um exemplo de atleta, que tanto tem lutado em favor do distancia-mento dos jovens das drogas, agora percebe que dentro de sua própria família pode de ter um filho comprometido com esse câncer que se instalou na sociedade. Acompanhando pela mídia a repercussão do caso, pude meditar sobre alguns aspectos e extrair desse triste episódio algumas lições: A primeira delas é externar nossa solidariedade ao pai Edson Arantes do Nascimento. É sempre comovente ver um pai chorando por ter um filho envolvido com drogas. Seja como dependente ou como alguém que promove ou facilita a venda de entorpecentes. Pelé sempre nos emocionou através dos seus belos gols no campo ou fora dele. Sua sinceridade e sensibilidade nos tocaram mais uma vez. Uma outra lição que extraímos desse fato é que ninguém pode afirmar, com sensatez, que jamais verá um filho ou uma filha envolvida com drogas. Mesmo aqueles que lutam para afastar os jovens delas. Podemos contribuir, e muito, para manter nossos filhos longe das drogas, mas daí afirmar que jamais teremos esse problema em nossa casa, há uma larga distância. Pelé também nos deu uma grande lição ao visitar o filho na prisão. Segundo seus relatos, ao vê-lo, deu um forte abraço, chorou e prometeu ajuda. É tudo que seu filho precisa agora. Não é hora para condenação, mas de apoio. Não somente jurídico, é verdade, mas acima de tudo emocional e saber que ele, Edinho, precisa do apoio da família para recuperar-se seja do ponto-de-vista da dependência, como já confessou, ou da ligação do tráfico, que é acusado. Um filho envolvido com drogas precisa ser tratado, mas toda a família precisa se envolver nesse processo. O filho apenas evidencia a doença que está instalada na família. O que levou Edinho a se envolver com drogas? Tentando responder essa pergunta Pelé afirmou: “Talvez eu tenha trabalhado demais e não tenha percebido”. Pode ser uma das causas, mas não podemos afirmar que tenha sido essa a motivação primeira. Com certeza, quando dedicamos tempo à família, nos relacionamos positivamente com os filhos, há uma grande possibilidade de mantê-los afastados, quando adolescentes e jovens, das drogas. Mas Pelé fez certo. Não cabe agora uma reflexão nesse sentido, o importante é recomeçar e estar ao lado do filho para ser curado. Por último, devemos sempre lembrar que nossos filhos continuam sendo filhos, mesmo depois de adultos. Podemos cair no erro em pensar que deixam de ser filhos quando adultos. Eles continuam sendo filhos. Nossa missão, enquanto pais, continua numa outra perspectiva, é claro, mas a tarefa é sempre inacabada. Desejamos ao Pelé força e coragem para virar esse jogo que trava dentro de sua família, como fez com tantos outros em sua carreira dentro dos campos de futebol. Gilson Bifano, Presidente do ministério Oikós para família www.clickfamilia.org.br Quer comentar esse texto? Clique Aqui
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