Política

Células-tronco


Eis aí um tema que tem gerado muitas divergências no meio da comunidade acadêmica e religiosa: as pesquisas com as células-tronco. Recentemente, foi aprovada em Brasília a lei de Biosegurança que autorizou a pesquisa de células-tronco embrionárias e de células adultas.

Trata-se do avanço mais importante na história da medicina, pois essas células possuem o potencial de serem transformadas em células de substituição para o cérebro, coração, músculos, rins, fígado e outras partes do corpo. Células-tronco de pessoas adultas têm sido usadas, com bastante sucesso, para tratar deficiências de cartilagem em crianças; restaurar a visão de pessoas; aliviar esclerose múltipla, artrite reumática e servem como auxílio em muitos tratamentos de câncer, inclusive com baixo índice de rejeição de células; entretanto, não aceitamos a pesquisa realizada com as células embrionárias, pois se trata da manipulação de um embrião formado, sendo necessário que se destrua o feto. E é aí que está a questão.

Matar um embrião é matar uma vida. Entendemos que a vida começa nas trompas quando o espermato-zóide encontra com o óvulo feminino: ali forma-se a vida. Por isso que essa célula é tão valiosa, porque ela é uma célula rica. Mas, quando se quer discutir células-tronco, o que está se discutindo são os 30 mil embriões que estão congelados nos laboratórios do Brasil. E a Resolução Normativa nº 1358, do Conselho Federal de Medicina, proíbe qualquer tipo de descarte desses embriões. Verifica-se então que eles vêm gastando fortunas no armazenamento dos embriões e não sabiam o que fazer. Este foi o motivo de tanto lobby junto ao Congresso Nacional para que aprovassem as pesquisas com células-tronco de embriões.

O Rei Davi na inspiração Divina, num de seus Salmos, diz: “Tu me conhecias ainda quando eu estava informe dentro de minha mãe”. Justamente Davi, numa inspiração Divina, estava dizendo que Deus o conhecia quando ele ainda estava num estado informe. É justamente, o estado de um embrião, quando começa toda a vida.

Por não concordar com a lei de Biosegurança, que autorizou a manipulação de células-tronco embrionárias, apresentei ao Deputado Fe-deral Takayama uma minuta de projeto que altera a referida lei e torna crime inafiançável a manipulação das células embrionárias, por entender que se deve preservar a vida, pois a única diferença entre uma célula embrionária humana e um homem formado é o tempo de existência de ambos, não se justificando tirar a vida de centenas para salvar apenas um.

edinofonseca@alerj.rj.gov.br
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