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Dicas da boa convivência


Não é fácil conviver em família, não é fácil compreender o outro, não é fácil ser compreendido, principalmente quando se sabe que às vezes nem compreendemos a nós mesmos. A relação filhos & pais nasceu na tensão da desobediência ao Criador quando a família passou a viver o "Eu" x "Ele" ao invés da harmoniosa convivência do "Nós".

Onde havia harmonia, entendimento, respeito e genuíno amor entre seres humanos e o próprio Deus, brotou o ódio, a indiferença, o desrespeito e o endeusamento da filosofia do "eu sou mais eu".

Desde então, Adão e Caim, Noé e Cão, Isaque e Jacó, Eli e Finéias, Davi e Absalão, nós e nossos pais temos experimentado as dificuldades da boa convivência num cenário marcado pelo conflito de gerações. O abismo parece ainda maior quando reconhecemos o frenético ritmo de mudanças da sociedade pós-moderna.

Para muitos, só resta o desespero que conduz à fantasia das drogas, do sexo desvairado e da competitividade que faz do lar um esconderijo ou um ringue de idéias e posturas defendidas pelos representantes das respectivas gerações.

De repente, aparece na história da humanidade uma relação Filho e Pai que desfaz o nó dos conflitos e mistura outra vez o humano e o divino no cenário palestino. O que parecia não ter solução encontra em Jesus uma saída.

Não se trata de uma fórmula mágica, nem de solução esotérica que não se aplica ao dia a dia do relacionamento filhos & pais, até porque cada família tem o seu "jeitão de ser", e, isto não dá espaço para soluções fabricadas.

Jesus viveu neste planeta e teve que lidar com conflitos de gerações e de interesse. Pais terrenos, Pai eterno...mais do que um, um na terra e outro nos céus, além da mãe para satisfazer.

Antes de pensarmos no "OQJF" - O QUE JESUS FARIA se estivesse na minha pele, vamos considerar "CEJE" - COMO ERA JESUS ESPIRITUALMENTE. Sua postura indicava que seus valores e práticas estavam firmados na sua relação com o Pai Eterno.

A graça, o favor, o cuidado e o referencial vinham de Deus (Lc 2:40c), sua força vinha dAquele que o ungiu para ser o que era e fazer o que fez, sua sabedoria vinha do constante contato com as palavras do Pai Eterno. Logo aos doze anos de idade foi capaz de causar espanto nos mestres pelo seu inteligente manuseio da palavra do Pai Eterno.

Sentia-se amado, cuidado, ungido, protegido, suprido pelo Pai Eterno, ainda que seus pais terrenos não o compreendessem de todo. Não havia no jovem Jesus uma expectativa sobre a capacidade de seus pais terrenos suprirem suas necessidades básicas. O Eterno estava no controle e satisfazendo-o sempre.

Esta é a grande dica da boa convivência - buscar satisfação e realização no Pai Eterno. Assim não esperaremos muito dos que também precisam e dependem tanto de Deus.

Supridos pelo Eterno, seremos capazes de conviver com os pais terrenos na plenitude do amor que procura dar mais do que receber.



ARMANDO BISPO é Pastor da Igreja Batista Central de Fortaleza, Ceará, Presidente da Ekklesia e também co-autor do livro "Como descobrir seu ministério no Corpo de Cristo"



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