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Quem Manda Sou Eu


O quê? Quem manda em quem? Em mim? Ele? Não admito, não aceito e não me submeto. Estas são perguntas e respostas que tomam conta do nosso pensamento quando temos que admitir submissão ou obediência a quem quer que esteja em posição de autoridade sobre nós.

O presidente, o governador, o prefeito, o policial, o diretor, o professor, o técnico, o pai e a mãe são as pessoas às quais devemos respeito, submissão e por vezes obediência.

Ainda que no dia a dia estejamos obedecendo leis e ordens dadas pelos que exercem autoridade sobre nós, não é fácil admitir que não temos escolha ou que nos submetemos com uma certa dose de resistência no coração - Eu? Submeter-me a Ele ou a Ela. Jamais!

Temos uma tendência à rebeldia que nos leva a contestar, resmungar e por vezes desobedecer abertamente a qualquer ordem vinda “de cima”. Assim somos nós, este é o ser humano em seus piores momentos.

Na relação pais e filhos o impasse sempre aparece, obedecer ou não obedecer - eis a questão. Quem são eles, ou com que direito eles podem exigir obediência? São questões ou grilos mentais pertinentes e que provocam os desgastes das relações familiares.

Mas, afinal, QUEM MANDA EM QUEM? Vamos primeiro definir o conceito de autoridade. O dicionário eletrônico Michaelis define autoridade como: 1. Direito ou poder de mandar. 2. Socio/ Forma de controle baseado no poder atribuído a determinadas posições ou cargos. Esta definição denota que a autoridade tem o direito de exigir obediência e que o poder exercido é delegado ou atribuído por outrem.

Gosto de pensar que a autoridade, segundo a Bíblia vai um pouco além do direito para a responsabilidade que pesa sobre o que manda: “Autoridade é a capacitação dada por Deus a um indivíduo para suprir as necessidades básicas dos que que estão sob sua autoridade.”

Porém, retornando ao conceito genérico de autoridade, nossos pais têm o direito de exigir obediência porque receberam de Deus a incumbência de cuidar, guiar, orientar, proteger e se responsabilizar por nossas vidas, até que nos tornemos independentes, como acontece por ocasião do casamento, que constitui uma outra cadeia de autoridade. (Efésios 6:1-4)

Ignorar os pais como autoridades constituídas por Deus cf. Rm 13, é ignorar o próprio Deus, de quem emana toda a autoridade. Paulo afirma no versículo 2 que “De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação”. Mesmo quando a autoridade não tem muita moral, ou se mostra injusta no proceder, ainda assim Deus diz que devemos nos submeter ( I Pedro 2:18).

Difícil? Sim, mas não impossível. Ele cuidará dos nossos direitos. Submissão e obediência é sempre o melhor caminho para se obter o favor e a benção de Deus sobre a vida dos filhos. Afinal, acima de toda autoridade humana ou angelical está a autoridade de Deus. É exatamente ele quem diz:

QUEM MANDA SOU EU...
EU SOU O GRANDE EU SOU.

Tá ligado meu jovem?



ARMANDO BISPO é Pastor da Igreja Batista Central de Fortaleza, Ceará, Presidente da Ekklesia e também co-autor do livro "Como descobrir seu ministério no Corpo de Cristo"



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