Jovem

Ministérios Jovens

Tio Jajá Sérgio e Magali Leoto


 Jovem

Profissão

Abrindo a Visão


Filhos e Pais
Jasiel Botelho
Jaime Kemp
David Merkh
Ponto Jovem
Acampamentos

Diversão e Arte

Envie sugestões
biblia@uol.com.br

Vestibíblico
Bate-Papo

Sinto falta do meu pai!



Norman Wright, uma das maiores autoridades norte-americanas na área familiar, relata em um de seus livros o seguinte fato verídico, o qual ele mesmo presenciou:

"A noiva entrou pela nave da igreja e foi levada até o altar não somente por seu pai, mas também pelo padrasto, atual marido de sua mãe. Ambos a beijaram antes de entregá-la ao noivo e foram posicionar-se ao lado da ex e atual esposa, reciprocamente. Pensei comigo - diz Norman - O que será que essa moça está sentindo, caminhando para o altar de braços dados com esses dois homens? Seu pai natural as abandonara quando ela ainda era bem pequena e, desde então, reencontraram-se poucas vezes. Na verdade, seu padrasto a havia educado e ela cresceu projetando nele a figura de seu pai."

A história dessa noiva é o retrato da experiência de milhares e milhares de jovens de nosso país, cujos pais largaram suas famílias. Tenho presenciado, com grande angústia pessoal, o sofrimento que essa perda causa na vida das pessoas.

O que acontece quando um homem desiste de sua família? Qual o efeito que essa atitude provoca na formação de seus filhos, em especial, de suas filhas?
  • Uma filha abandonada pelo pai, às vezes acha que ela foi a causa do divórcio, o que a faz sentir muita culpa. Podem surgir dúvidas sobre seu autovalor e também um sentimento de fracasso no que diz respeito à sua colaboração à estabilidade familiar.

  • A garota sente completa falta de proteção, carinho e compreensão paterna. Ela deseja que a mãe supra o vazio deixado pelo pai, mas esta também passa por um momento sofrido e está tão estressada que mal consegue sustentar-se.

  • A jovem que cresce carregando raiva contida e não resolvida contra o pai poderá ter seus futuros relacionamentos com outros homens prejudicado por essa situação. Ela pode até querer desenvolver um relacionamento com algum rapaz, mas torna-se muito difícil confiar nele. E, se alguém realmente falhar com ela traindo sua confiança, isso confirmará e enraizará ainda mais suas suspeitas e receios. Ela quer amar e ser amada, mas a raiva, o medo e a desconfiança a impedem de um relacionamento normal.

  • A jovem que teve sua família quebrada pelo divórcio provavelmente terá seu relacionamento com a mãe alterado. Na grande maioria das vezes essa mãe, se não trabalhava para fora, passa a trabalhar e tem menos tempo para dedicar à garota, que se ressente da falta de seu carinho e companheirismo. A raiva que ela alimentou pelo pai por tê-las abandonado, agora se transfere também para a mãe, a quem culpa pela ausência paterna. A mãe tende a dividir responsabilidades com a filha, especialmente se ela for a mais velha dos irmãos. A garota sente-se pressionada a assumir posturas adultas para ocupar a lacuna que o pai deixou. Sente-se confusa sobre a identidade que deve ter em seu lar: substituta do pai em suas incumbências e companheira de sua mãe ou, simplesmente, a filha que realmente é.
    Em razão dessa pressão a jovem torna-se adulta e independente prematuramente, perdendo as características emocionais de sua idade o que quase sempre provoca enorme insatisfação interior por não ter podido viver apropriadamente essa fase da infância ou adolescência.

  • A menina que é privada da companhia do pai, muitas vezes apresenta, na adolescência, dificuldade para interagir com os meninos de sua idade. Tenho observado que, quando perto deles, fica tensa, desconfortável, ansiosa, exageradamente agressiva ou então, tímida, calada, arredia. Há casos de garotas que se tornam sexualmente promíscuas, como forma de atacar aquele que a desamparou.

  • A jovem filha vítima do divórcio, por vezes casa-se com expectativas e otimismo irreais, quando não precipitadamente. É muito comum fantasiar um relacionamento utópico com o marido, o qual nem ao menos imagina o que ela sente intimamente. Projeta nele o que esperava do pai que a decepcionou. É bem provável que esse desapontamento se repita, pois seu esposo dificilmente corresponderá a todos seus anseios emocionais.

    Graças a Deus, que é misericordioso e providencia cura para essas moças abaladas pelo divórcio de seus pais. Há esperanças de recuperação da estabilidade emocional. Uma mãe, sensível e madura, pode adotar atitudes positivas e até suprir a falta do homem no lar, tornando-se um modelo positivo para sua filha. Um tio ou avô podem também se transformar em indiscutíveis referenciais masculinos. Tenho notado, e isso não é raro, que um padrasto responsável, de caráter firme, amável, compreensivo também pode vir a ser uma bênção na vida dessas meninas carentes da figura paterna. Por outro lado, e infelizmente, tenho acompanhado jovens que têm lutado anos a fio tentando recuperar-se depois do divórcio de seus pais. Não é exagero afirmar que os efeitos emocionais na vida de uma menina ou adolescente são preocupantes. Que Deus nos ajude a compreendê-las, acolhê-las e amá-las quando Ele as trouxer à nossa igreja ou próximas a nós.



    JAIME KEMP é atualmente diretor da Sociedade Religiosa Lar Cristão. Foi missionário da Sepal por 31 anos e fundador da Missão Vencedores Por Cristo. É conferencista e autor de 33 livros. Aceita convites para seminários e palestras.



  • Anuncie no BWN · Cadastre-se · Audiência · E-mail · Receber Boletins · Conselho Editorial