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No século XXI morto é burro ou tarado!

Ao folhear uma revista me deparei com uma propaganda inacreditável: um caixão com uma mulher muito bonita seminua ao lado. Na reportagem da propaganda, que tinha como título "Boa morte!", declarava que a funerária italiana "Cisa" cansou de ver suas vendas caírem e seus lucros serem enterrados, e por isso decidiu investir na publicidade, combinando morte e modelos em poses sensuais.

É sabido que as propagandas que exibem mulheres sensuais vendem mais seus produtos. Deve ser por isso que vemos tantos produtos fazendo claramente uma propaganda enganosa usando a mente fértil de consumidores masculinos. A ética no campo comercial praticamente não existe, pois eles só conhecem uma regra: vender mais e mais, sempre.

Seria pedir demais e até engraçado se ao invés das propagandas de cervejas terem rapazes bonitos e fortes (não se vê mais o baixinho da Kaiser) conquistando garotas maravilhosas seminuas, víssemos homens barrigudos e de meia idade bebendo cerveja depois de um longo dia de trabalho. Pois é, essa é a cara de uma grande parte de consumidores de cerveja, mas a verdade não importa a ninguém o que vale é a ilusão. Ou então, ao invés de ver um cowboy forte, cavalgando em um campo maravilhoso indo para a sua casa de madeira, fumando o seu prazeroso cigarro, víssemos alguém com dentes e dedos amarelos tremendo porque não tem nenhum cigarro por perto para comprar.

As propagandas estão nos chamando de burros ou de tarados, pois as mulheres seminuas saíram das propagandas de sabonetes e bronzeadores e agora estão na maioria dos comerciais. Tais propagandas estão tão longe da realidade que o produto vai oferecer, que parece comédia o aviso de poucos segundos do ministério da saúde dizendo que fumar é prejudicial a saúde.

É por isso que acredito que "no século XXI morto é burro ou tarado!", pois o comercial de caixão é o estereotipo da falta de ética comercial ou da burrice dos consumidores. Não sei quem é o culpado, os vendedores com suas propagandas enganosas (não usando a fala, mas sim a imagem para enganar) ou os consumidores que não param para pensar que o que estão vendo não tem nada haver com a realidade.

O pior é que essa moda já alcançou o meio evangélico, em muitos produtos. Já podemos ver CDs de adoração com mulheres sensuais nas suas capas, e como desculpas afirma-se que os evangélicos tem que buscar o profissionalismo acima de tudo, esquecendo que a ética comercial não é a ética do Reino de Deus.

Acredito firmemente que temos que repensar toda ética comercial, principalmente nos casos de produtos de drogar lícitas. Nós cristãos comprometido com o Reino temos que reivindicar a decência, a clareza e a verdade também no marketing brasileiro e principalmente no marketing evangélico. No comercio evangélico vender não pode estar acima de todas as coisas, mas sim o Reino.

Marcos Lima Botelho






Jasiel e Marcos Botelho


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