30 de Abril de 2004


Índice Redação



E a Bienal cresceu...
Por Silvio Fernando

Encerrou-se no domingo (26), a 18º Bienal Internacional do Livro. Localizada no Centro de Exposições Imigrantes, esta foi, até agora, a maior edição já realizada em São Paulo. Computou-se a entrada de 560.000 visitantes este ano, dos quais 75% saíram com pelo menos, um livro nas mãos.

A quantidade de livros vendidos em pouco mais de uma semana é um forte indicativo da democratização do livro em tempos de crise econômica, bem como do aumento do número de leitores, que ultrapassou as expectativas dos organizadores do evento.

Essa popularização da cultura trouxe, claro, bons dividendos para os novecentos expositores presentes na Bienal. "A Edição deste ano foi a que nos gerou melhores resultados", atestou Sérgio Pavarini, gerente de comunicação e marketing da Editora Vida. Segundo ele só nos cinco primeiros dias o faturamento da editora foi de"R$80.000 devendo chegar aos 100 até o final do evento".

Outra casa que obteve ótimos resultados foi a Geração Editorial; acumulando R$200.000 entre público, livrarias e distribuidores. "Um resultado excepcional, tendo em vista a perda de renda da população", afirmou Paula Anselmo, diretora comercial.

De olho nos profissionais atuantes do setor editorial, a Escola do Livro reuniu mais de 100 interessados, promovendo um ciclo de palestras. Entre elas "Como abrir sua própria livraria" e "Encontre uma editora para seu livro" esta última destinada para aspirantes a escritor.

EVANGÉLICOS: MAIS LIVRES, MAIS LIVROS

Uma das alterações percebidas pelos visitantes mais antigos da Bienal foi o tamanho dos corredores, agora mais largos. Por eles passaram numa feliz jogada de marketing; Luís Ignácio Lula da Silva, Moacir Scliar, Frei Betto, Tom Zé, Lígia Fagundes Telles, Maurício de Souza, entre outros.

Outra das mudanças deste ano diz respeito aos evangélicos. "O número de livros com temática protestante ou teológica aumentou muito do ano passado pra cá", afirmou Jorge Pinheiro, teólogo e editor do Bíblia World Net. "Além disso, agora eles estão espalhados por aí, em tudo quanto é prateleira, diferente das outras vezes quando estavam fechados num 'gueto' religioso", brincou.

No sábado, dia 24, Jorge Pinheiro esteve, em companhia do Sheik Jihad Hassan Hammadeh, vice-presidente da Assembléia Mundial para a Juventude Islâmica, num diálogo religioso promovido conjuntamente pela Bienal e o Instituto Cristão de Pesquisas, ICP. Visando conhecer pontos de vista e estreitar relações, o diálogo representa uma oportuna tendência presente também no mundo editorial de hoje, veja-se o aumento de lançamentos religiosos enfocando as relações de fé entre povos.

A próxima exposição da Bienal segue para o Rio de Janeiro. Mais informações no site www.bienaldolivro.com.br