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São Paulo, 18
de Outubro de 2001
O JOGO DO
DINHEIRO

Autor:
KIYOSAKI, Robert T. & LECHTER, Sharon L.
Pai
rico, pai pobre: o
que os ricos ensinam a seus
filhos sobre dinheiro.
Trad. Maria José C. Monteiro
14a
ed. Rio de Janeiro: Campus, 2000.
Ganhar dinheiro sempre foi a ambição de milhões
de pessoas em todo o mundo. Por que será que alguns conseguem tanto
e outros vivem tentando e nunca chegam lá? Isso sem considerar
os miseráveis, ou seja, aqueles que nunca deixarão a condição
de necessitados.
Para responder a estas perguntas um imenso volume de livros foi produzido
em todos os tempos dentro das mais diversas vertentes: o rico que rouba
do pobre; o capitalismo imperialista que oprime os países pobres
para que os países do Primeiro Mundo sejam ricos; a luta de classes,
tese marxista, que define os rumos da história a partir do fator
econômico; oportunidades diferentes e outras considerações
que têm lógica e razão.
Pai rico, pai pobre é um livro que conhece tudo isso e, portanto,
abandona todas as justificativas para ensinar o segredo dos ricos. Os
autores, pessoas de sucesso que têm em suas contas alguns milhões
de dólares, não estão preocupados com nenhuma doutrina
sobre o capital; eles se dispõem a contar o que fizeram e como
entendem o funcionamento do mundo, lugar de atuação de ricos
e pobres, mostrando como os ricos inventam o dinheiro.
Os ricos têm as regras do jogo do dinheiro? Sim. Mas as regras não
foram dadas, ofertadas, foram produzidas por comportamentos que atravessam
histórias, filosofias de vida de famílias, mentalidade de
culturas, currículos de escolas, sem excluir os que já têm
e os que querem ter. É bom lembrar que nem todos os ricos nasceram
ricos e nem ganharam suas fortunas de presente. Muitos vieram de profunda
e difícil pobreza.
Partindo de uma experiência de vida, um dos autores teve um pai
intelectual, professor universitário, que nunca conseguiu organizar
a vida financeira e nem guardar dinheiro e a ajuda de um homem sem estudos,
que não gostava de escola, mas era dono de uma grande fortuna,
exercia influência na sociedade e sabia os caminhos do dinheiro,
a história do texto ganha ares muito simples e atraentes.
Os ricos compram ativos, ou seja, aquilo que vai gerar dinheiro, renda,
livrando a pessoa da escravidão do trabalho; os pobres compram
dívidas; a classe média compra passivos pensando que está
comprando ativos. Tudo depende de uma inteligência financeira, verdadeira
alfabetização para aprender a ler os números. Os
ricos aprendem isso e inventam o dinheiro.
Leitura sedutora, advertência deve ser feita `aqueles que gostam
de "teorias": o livro não é técnico; é
relato de uma filosofia de vida capaz de livrar os alfabetizados financeiramente
a sair da corrida dos ratos. Como é isso? A resposta está
no livro. Leia-o.
Resenha por Washington
Rodrigues Souza
Doutorando do Programa de Pós-Graduação
em Teologia no Seminário Teológico Batista
do Sul do Brasil
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