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Síndrome
do Reducionismo
Na
Era Moderna o homem se engana em reduzir a criação
de Deus em meras fórmulas químicas.
Ninguém
contesta os avanços científicos que a humanidade
alcançou, principalmente neste século. Todas
as áreas da ciência foram brindadas com descobertas
e invenções magníficas. Muitas, pelo
uso rotineiro, nos impede de termos a noção
exata de sua importância. ... até ao
fim do tempo (...) a ciência se multiplicará.
(Dn 12:4)
Aliado
a esse avanço, sobreveio para grande parte do meio
científico a falsa sensação de conhecimento,
em que tudo tem uma explicação lógica.
Passamos a querer explicar tudo. E nessa "lógica"
humana parece não haver espaço para Deus.
Os
cientistas, na ilusão do domínio total da
ciência, foram se tornando céticos. Segundo
Philip Yancey, criou-se o "reducionismo". Reduz-se
o sentimento - a Alegria a reações químicas
que acontecem em nível cerebral. Reduz-se o Pôr
do Sol à emissão de partículas de
energia. Uma bela Flor a um amontoado de DNA. Reduz-se
a Religião à necessidade interior dos homens
de serem eternos. Tudo se explica, ou melhor, tudo se
reduz. Reduzem Deus à força da natureza,
que naturalmente evoluiu. Mas vamos refletir um pouco
sobre tudo isso.
Imagine-se
perdido num lugar próximo do paraíso logo
após a queda de Adão. Você não
conhece nada, tudo que está ao seu lado é
novo. De repente você se depara com uma árvore
frutífera, precisamente uma macieira. Naquele seu
estado de ignorância, (ficou horas e horas observando),
percebeu que era imóvel, que não era igual
a você, que tinha "cores" diferentes,
tinha partes diferentes, o seu cabelo era
verde (folhas) e mais grosso. Reparando melhor, notou
alguns enfeites no seu cabelo (flores e frutos). Foi perdendo
o medo, e, próximo do "ser", ousou tocá-lo.
Nada aconteceu. Ousou mais e retirou um fio de cabelo
(folha), sentiu na mão, cheirou, colocou na boca,
lançando logo fora pelo gosto ruim. Fez a mesma
coisa com os "enfeites", lançando fora
a flor. Mas, com a fruta, repetiu a mordida por várias
vezes e achou bom, tornando-se logo freguês do restaurante
self-service "Árvore".
Agora,
saia um pouco deste tempo e comece a viajar pelos anos
e séculos após este evento. Alguém
deu um nome geral para aquele ser: árvore. Outro
deu um nome específico para aquela árvore
diferente das outras: macieira . E assim, sucessivamente,
homens sábios de cada era adicionaram novos conhecimentos
sobre a macieira. Conheceram a semente e aprenderam a
plantar. Estudaram por centenas de anos e foram descobrindo
extasiados sua fisiologia, suas estruturas macroscópicas,
e, mais recentemente, microscópicas. Descobriram
que era formada de células, que cada uma delas
continha estruturas microscópicas chamadas organelas.
Concluíram que cada organela tinha uma função:
as mitocôndrias respiram, os lisossomos propiciam
a digestão, os ribossomos produzem proteínas,
e assim por diante. Com o avanço dos equipamentos,
descobriram que cada organela é constituída
de moléculas, que por sua vez são constituídas
de átomos e estes por partículas ainda menores:
os prótons, elétrons e nêutrons. E
hoje, os homens já sabem que existem as partículas
da partícula... Ainda bem, assim nós podemos
explicar tudo, quer dizer, reduzir tudo. Mas, no meu entender,
não reduzem nada, ao contrário, enaltecem
a grandeza de Deus. Não consigo comer uma maçã
sem me deliciar com seu sabor. Me desculpem, mas um Pôr
do Sol é bem mais que energia e a Alegria é
bem maior que reações químicas. Os
homens até agora só fizeram nomear aquilo
que Deus fez e vislumbrar, com o seu pequeno conhecimento,
um pedacinho de Suas maravilhas. Em 1 Coríntios
3-19 afirma: "Porque a sabedoria deste mundo é
loucura diante de Deus; porquanto está escrito:
Ele apanha os sábios na própria astúcia
deles".
Por
mais que eu conheça, mais eu quero Deus e mais
impressionado fico com Suas obras. Creia: você não
é só um amontoado de moléculas. Você
é criatura que pode passar a ser filho de Deus,
quando aceitar Jesus como seu único e suficiente
Salvador.
..."E
o fim de toda nossa exploração será
chegar ao lugar donde partimos. E pela primeira vez conhecer
o local". (T. S. Eliot).
 
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