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Vida
de ex-traficante é restaurada por Deus
Para João Batista, a verdadeira
liberdade está em Cristo Jesus. Um exemplo disto
é o seu trabalho junto aos presidiários
na Cidade de Fortaleza. Além da evangelização
com jovens e adolescentes daquela cidade.
João
Batista Gomes, 53 anos, casado com Maria Auxiliadora,
também 53 anos, natural de Fortaleza Ceará,
pai de quatro filhos, um dia clamou ao Senhor e Ele o
escutou.
Órfão
de pai, João Batista morou até aos 19 anos
numa favela, sem infância e adolescência,
de menino, passou a ser homem. Aos 16 anos teve os primeiros
contatos com drogas, do tipo cocaína e maconha.
Aos 22 anos começou a trabalhar na Companhia de
Energia Elétrica do Ceará por meio de concurso
público e em 1970 começou a ganhar os primeiros
salários e as coisas começaram a melhorar.
Empolgado
com o dinheiro no bolso, João, ganha o mundo e
dá início a um namoro que acaba em casamento.
Sem qualquer preparo, nos primeiros seis meses de casado
vários problemas apareceram, resultado de bebedeiras,
farras, o dinheiro passou a dominá-lo e as drogas
voltaram a lhe pertubar. Logo veio o primeiro internamento
no Hospital Psiquiátrico, Casa de Saúde
São Gerardo, sessenta dias foram necessários
para o tratamento de desintoxicação. Tudo
isso nos primeiros dois anos de trabalho, nos quais surgiram
inúmeros problemas de ordem familiar, João
só pensava em seu bem-estar.
Meses
depois, veio a segunda recaída, tomava remédio
controlado e ingeria cachaça, ficando fora de si
ao ponto de tirar a roupa no meio da rua e sair correndo
nu.. batia na esposa e quebrava tudo dentro de casa. Passando
a ser chamado pelos amigos de Pirado, um apelido
dado por todas essas loucuras cometidas.
Como se nada disso bastasse, Batista ateou fogo em sua
própria casa sete vezes e tentou o suicídio
jogando-se contra os carros, na última tentativa
João foi parar debaixo de uma carreta Scânia.
Perdi o sentido de viver, pois a minha família
me desprezou, por causa dos sofrimentos que eu causei
a todos, lamenta. Sem condições de
viver em sociedade, os médicos lhe concederam aposentadoria
como Esquisofrênico, o que o levou a
mergulhar no mundo do crime.
Deus
escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as
sábias e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo
para confundir as fortes; e Deus escolheu as coisas vis
deste mundo e as desprezíveis, e as que não
são, para aniquilar as que são; para que
nenhuma carne se glorie perante Ele (I Cor. 1: 27-29),
lembra Batista. Ele crê que o amor de Cristo pode
transformar o homem perdido, assim como transformou a
sua.
Hoje
com 53 anos, João Batista considera-se um homem
transformado pelo amor de Jesus Cristo. Útil à
sociedade e principalmente ao Senhor.
A
Conversão
Convidado
várias vezes por um irmão da Igreja Batista
Central de Fortaleza, aos 40 anos visitou pela primeira
vez um templo evangélico. Era um domingo e João
havia chegado da praia muito doido, pois ele
comercializava drogas na praia. Neste dia o Espírito
Santo de Deus tocou seu coração através
de um hino. O hino chamou a minha atenção
e eu comecei a chorar... Foi quando senti uma leveza em
todo o meu corpo e todo o efeito da droga, que eu havia
usado durante o dia, saiu de repente. Quando abri
os olhos, eu passei a ver as pessoas pela primeira vez,
pois não tinha o direito de olhar nos olhos delas.
Ao término da pregação, João
Batista entregou sua vida ao Senhor. Ao ver o esposo se
decidindo, Maria Auxiliadora, sua esposa, ficou surpresa
com o que estava vendo e murmurou: O que este homem
está fazendo?!.
Para
João era a vontade de Deus e aquela foi a maneira
que Ele havia agido em sua vida. Como servo convertido
ao Senhor, hoje está à frente de um ministério
de visitação a quatro presídios de
Fortaleza, dentre eles o Manicômio Judiciário
e o Hospital Clínico Presídio.
Todo
o trabalho de evangelização é feito
por João e durante as visitas ele entra nas celas
de segurança máxima, sem nenhum problema
e conversa com os presidiários na linguagem deles.
Em seguida entrega a Palavra de Deus na forma de folhetos.
Além de ajudá-los distribuindo material
de higiene pessoal, alimento, roupas e calçados.
O
resultado de todo esse trabalho é a conversão
de um grande número de presidiários. A direção
dos presídios têm dado livre acesso e apoio.
João
também desenvolve um trabalho com adolescentes
no Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de Fortaleza
e cerca de 1.600 adolescentes foram alcançados
pelo evangelho em três anos. Na favela do Dendê,
onde moram cerca de 12.500 pessoas, o missionário
também promove a entrega de sopão, ajuda
educacional, esporte e evangelismo através do apoio
de voluntários do projeto; João também
faz aconselhamento pessoal e dá assistência
na área de saúde.
Sou
grato a Deus, a Igreja Batista Central de Fortaleza, pelo
reconhecimento da obra de Deus em minha vida, ao pastor
Armando Bispo e aos irmãos Aluísio Barbosa
e Iracema Barbosa, pessoas usadas por Deus para estarem
comigo nos momentos mais difíceis de minha vida,
finaliza João Batista.
Contato:
Igreja Batista Central de Fortaleza
Rua Tibúrcio Frota, nº 1530
Bairro Dionízio Torres
Cep.: 60.130.301
Fortaleza - Ceará
Fone: (85) 2723732
 
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