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Compreendendo
o divórcio
Igrejas com um posicionamento absolutista têm tratado
seus divorciados como se tivessem praticado um pecado
imperdoável.
No
meio evangélico, nenhum assunto tem sido tão
polêmico e tão mal compreendido quanto o
divórcio. As opiniões são divergentes,
contraditórias e carregadas de ranços emocionais,
principalmente, quando há envolvimento pessoal
ou familiar em casos de separação conjugal.
O
divórcio, antes considerado uma exceção
à regra, tornou-se regra e princípio para
os que ignoram o ensino bíblico e se aventuram
numa relação matrimonial. O trato entre
cônjuges resume-se na declaração -
se não der certo separa. A desvalorização
do casamento e a conseqüente proliferação
dos casos de separação na sociedade pós-moderna
definem os perfis de conduta dos que se aproximam do evangelho
e da igreja, forçando-nos a lidar com situações
inusitadas e pouco definidas na prática eclesiástica.
O
que Deus diz em sua Palavra precisa ser compreendido,
antes que nos atrevamos a emitir qualquer opinião
sobre o divórcio. A declaração mais
contundente fica por conta do profeta Malaquias que diz:
Deus odeia o divórcio (cf. Malaquias 2:16); e,
ainda, como afirma o próprio Senhor Jesus: O que
Deus ajuntou não separe o homem (cf. Mateus 19:6).
Se Deus odeia o divórcio, eu devo odiá-lo
também, e, se Deus diz que o homem não deve
separar o que Ele mesmo ajuntou, eu jamais deveria me
posicionar por prática ou por princípio
à favor de uma separação. Este posicionamento
seria coerente com as palavras de Jesus - Seja feita a
tua vontade (de Deus). Por isso, para os que vivem em
Cristo o divórcio jamais deveria ser cogitado como
uma opção, antes da busca do perdão
e da reconciliação em Cristo.
Por
outro lado, a Palavra de Deus registra exceções
que precisam ser compreendidas sob o prisma da exceção
e da regra, enquanto evitamos os absolutismos que causam
confusão e prejuízo aos que buscam por em
ordem o caos provocado pela separação, pela
infidelidade, pelo repúdio provocados em alguns
casos por questões de fé. O absoluto de
Deus não é incoerente com as exceções,
principalmente quando Ele mesmo as regulamenta na sua
Palavra. Como por exemplo, o fato de Deus desejar que
todos sejam salvos (cf. I Timóteo 2:4), não
exclui a triste realidade de que muitos serão condenados
eternamente pelos seus próprios pecados (cf. Apocalipse
21:8). Neste caso, o desejo ideal de Deus não o
obriga a salvar toda a raça humana, nem o coloca
sob suspeita quanto a Sua Soberania ou Poder para salvar.
O posicionamento absolutista quanto a indissolubilidade
do casamento tem resultado num tratamento injusto aos
que são vítimas do abandono, da separação,
do adultério e do divórcio.
Muitos membros de igrejas têm deixado ou sido impedidos
de participar da ceia do Senhor, do louvor e do ensino
das Escrituras por carregarem consigo o estigma de separado
como se fora um pecado imperdoável.
O
posicionamento liberal acaba ignorando o desejo ideal
de Deus, as advertências e as condições
por Ele estabelecidas no caso de separação,
incorrendo num erro ainda maior, o de tornar mandamento
divino a exceção.
Malaquias
2:16 - O Senhor odeia o repúdio. Jeremias
3:8 - Quando por causa de tudo isto, por ter cometido
adultério, eu despedi a pérfida Israel e
lhe dei carta de divórcio. Deus tinha a esperança
de que a iníqua nação de Israel voltasse
para Ele, o que se mostrou vão. Israel, ainda que
divorciada, experimentou o cativeiro Assírio e
não buscou lugar de arrependimento. Judá,
por sua vez, tratou a questão moral com tal leviandade
que acabou manchando toda a terra. Judá professou
lealdade a Deus durante a reforma de Josias, mas não
o suficiente para evitar a depravação e
a apostasia. R. K. Harrison escreve: Isso caracteriza
a sua infidelidade, que como conseqüência indica
uma infidelidade ao Deus Vivo. (Tiago 1:16) Judá
ainda não tinha aprendido a lição
de que todos os que negam o Criador serão por Ele
negados (cf. Mateus 10:33)
De
fato, Deus abomina o divórcio pela sua causa e
pela sua conseqüência. Deus sempre condenará
o adultério, a infidelidade e a separação,
o que deve ser a postura dos que amam a Deus. Porém,
isto não implica na absoluta impossibilidade de
separação, principalmente quando as razões
justificadas pelo adultério ou por questões
de fé. Nestes casos, para os que amam a Deus ainda
restam a espera, o perdão, a reconciliação
e muitas outras tentativas antes que se cogite uma definitiva
separação.
O que Deus ajuntou não separe o homem
(Mt. 19:6).No meio evangélico, nenhum assunto tem
sido tão polêmico e tão mal compreendido
quanto o divórcio. As opiniões são
divergentes, contraditórias e carregadas de ranços
emocionais, principalmente, quando há envolvimento
pessoal ou familiar em casos de separação
conjugal.
O
divórcio, antes considerado uma exceção
à regra, tornou-se regra e princípio para
os que ignoram o ensino bíblico e se aventuram
numa relação matrimonial. O trato entre
cônjuges resume-se na declaração -
se não der certo separa. A desvalorização
do casamento e a conseqüente proliferação
dos casos de separação na sociedade pós-moderna
definem os perfis de conduta dos que se aproximam do evangelho
e da igreja, forçando-nos a lidar com situações
inusitadas e pouco definidas na prática eclesiástica.
O
que Deus diz em sua Palavra precisa ser compreendido,
antes que nos atrevamos a emitir qualquer opinião
sobre o divórcio. A declaração mais
contundente fica por conta do profeta Malaquias que diz:
Deus odeia o divórcio (cf. Malaquias 2:16); e,
ainda, como afirma o próprio Senhor Jesus: O que
Deus ajuntou não separe o homem (cf. Mateus 19:6).
Se Deus odeia o divórcio, eu devo odiá-lo
também, e, se Deus diz que o homem não deve
separar o que Ele mesmo ajuntou, eu jamais deveria me
posicionar por prática ou por princípio
à favor de uma separação. Este posicionamento
seria coerente com as palavras de Jesus - Seja feita a
tua vontade (de Deus). Por isso, para os que vivem em
Cristo o divórcio jamais deveria ser cogitado como
uma opção, antes da busca do perdão
e da reconciliação em Cristo.
Por
outro lado, a Palavra de Deus registra exceções
que precisam ser compreendidas sob o prisma da exceção
e da regra, enquanto evitamos os absolutismos que causam
confusão e prejuízo aos que buscam por em
ordem o caos provocado pela separação, pela
infidelidade, pelo repúdio provocados em alguns
casos por questões de fé. O absoluto de
Deus não é incoerente com as exceções,
principalmente quando Ele mesmo as regulamenta na sua
Palavra. Como por exemplo, o fato de Deus desejar que
todos sejam salvos (cf. I Timóteo 2:4), não
exclui a triste realidade de que muitos serão condenados
eternamente pelos seus próprios pecados (cf. Apocalipse
21:8). Neste caso, o desejo ideal de Deus não o
obriga a salvar toda a raça humana, nem o coloca
sob suspeita quanto a Sua Soberania ou Poder para salvar.
O posicionamento absolutista quanto a indissolubilidade
do casamento tem resultado num tratamento injusto aos
que são vítimas do abandono, da separação,
do adultério e do divórcio.
Muitos membros de igrejas têm deixado ou sido impedidos
de participar da ceia do Senhor, do louvor e do ensino
das Escrituras por carregarem consigo o estigma de separado
como se fora um pecado imperdoável.
O
posicionamento liberal acaba ignorando o desejo ideal
de Deus, as advertências e as condições
por Ele estabelecidas no caso de separação,
incorrendo num erro ainda maior, o de tornar mandamento
divino a exceção.
Malaquias
2:16 - O Senhor odeia o repúdio. Jeremias
3:8 - Quando por causa de tudo isto, por ter cometido
adultério, eu despedi a pérfida Israel e
lhe dei carta de divórcio. Deus tinha a esperança
de que a iníqua nação de Israel voltasse
para Ele, o que se mostrou vão. Israel, ainda que
divorciada, experimentou o cativeiro Assírio e
não buscou lugar de arrependimento. Judá,
por sua vez, tratou a questão moral com tal leviandade
que acabou manchando toda a terra. Judá professou
lealdade a Deus durante a reforma de Josias, mas não
o suficiente para evitar a depravação e
a apostasia. R. K. Harrison escreve: Isso caracteriza
a sua infidelidade, que como conseqüência indica
uma infidelidade ao Deus Vivo. (Tiago 1:16) Judá
ainda não tinha aprendido a lição
de que todos os que negam o Criador serão por Ele
negados (cf. Mateus 10:33)
De
fato, Deus abomina o divórcio pela sua causa e
pela sua conseqüência. Deus sempre condenará
o adultério, a infidelidade e a separação,
o que deve ser a postura dos que amam a Deus. Porém,
isto não implica na absoluta impossibilidade de
separação, principalmente quando as razões
justificadas pelo adultério ou por questões
de fé. Nestes casos, para os que amam a Deus ainda
restam a espera, o perdão, a reconciliação
e muitas outras tentativas antes que se cogite uma definitiva
separação.
O
que Deus ajuntou não separe o homem (Mt.
19:6).
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Armando
Bispo
Pastor titular da Igreja Batista Central de Fortaleza |
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