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A
vida de um missionário
Enfrentando
o desafio da vida na selva no estado do Pará em
treinamento para uma obra missionária na África.
Membros
da Igreja de Filadélfia, em Natal/RN, a família
Bachmann estará enfrentando mais um desafio, além
de inúmeros outros desafios por eles enfrentados
em território brasileiro. Desta vez, a família
Bachmann estará conhecendo de perto o povo, a cultura
e a organização política do País
Guiné Bissau.
Já
no terceiro ano de seminário, Timóteo Bachmann
conheceu sua esposa, Avanilde, dirigiu uma Igreja em Manaus
e lecionou no Instituto Bíblico de Natal. Em Anápolis,
numa Conferência Missionária sentiu o chamado
para a obra missionária e com forte inclinação
para a Guiné Bissau. Timóteo e Avanilde
decidem fazer o Curso de Missiologia e Lingüística
da Missão ALÉM em Brasília, quando
ficam sabendo do apelo do Pr. Guineense Joaquim Correia,
o qual solicitou a ajuda do casal, para treinar lingüístas,
nativos que traduziriam a Bíblia para suas línguas.
Foi para mim como uma visão do varão
macedônico que Deus usou para confirmar o
campo da Guiné Bissau e o ministério de
tradução da Bíblia e Treinamento
de Tradutores nativos, destaca o casal Bachmann.
Timóteo
com apenas quarenta dias de vida, nos braços de
seus pais foi parar nas margens do barrento Rio Madeira,
estado do Amazonas. Era o espírito missionário
que já existia em seus pais e que aos poucos foi
inspirando a vida dos Bachmanns. Nossos pais eram
missionários no socorro as famílias ribeirinhas,
nos casos de doenças, acidentes, partos complicados
e tratamentos dentários, lembra Timóteo.
Essa
era a forma da família Bachmann mostrar o amor
de Deus na prática, de modo pessoal, também
evangelizando, ensinando a palavra e treinando líderes
em duas Igrejas que ajudaram a formar no estado amazonense.
Alguns anos mais tarde, depois de muitas malárias,
vários sobressaltos, aventuras e até ameaças
de morte, o Senhor conduziu a família Bachmann
para Manaus, onde seus pais deram continuidade e expandiram
um novo ministério de literatura, projeção
de filmes em igrejas, hospitais, quartéis e escolas,
tudo isso até o ano de 1984. Foi neste período,
com nove anos de idade, que Timóteo entregou sua
vida para o Senhor.
No
ano de 1984 Deus novamente redirecionou o ministério
de seus pais, desta vez no meio radiofônico e no
treinamento de comunicadores cristãos, no qual
trabalham até hoje supervisionando projetos na
área de Pregação do Evangelho. No
ano seguinte, em 1985, determinado a servir a Deus como
pastor de Igreja, Timóteo decidiu ir para o Seminário
Bíblico Palavra da Vida e se preparar para o ministério.
Uma vez no Seminário, cursou Bacharel em Teologia,
com especialização em ministério
pastoral, além de estudar todas as matérias
possíveis sobre missões. Adquirindo logo
em seguida, experiência através de vários
estágios diferentes, dois deles com a Missão
MEAP ( de Evangelismo e Assistência aos Pastores)
ministrado no litoral do estado de São Paulo e
do Paraná. Passando por mais outros dois em Manicoré,
às margens do Rio Madeira.
Os
Bachmanns na AMIDE
Em abril de 2001, a família Bachmann foi recebida
como obreiros da Missão AMIDE Associação
Missionária Para Difusão do Evangelho, Avanilde
conclui seu Curso de Lingüística e Missiologia
pela Missão ALÉM, depois de cinco meses
de estudos intensos e lutas espirituais.
Um
período de muita preparação antecedeu
a ida dos Bachmanns ao Guiné Bissau. À frente
agora está o desafio do estágio de sobrevivência
na Selva, no qual colocaram em prática os conhecimentos
adquiridos durante o curso de Missiologia da Missão
ALÉM. Estágio esse, realizado na mata do
estado do Pará, de agosto a setembro de 2001, colocou
à prova o espírito de aventura missionária
da família Bachmann. Durante os dois meses de estágio,
Timóteo, Avanilde, Agnes, Melissa e Arthur viveram
próximo à uma aldeia dos índios Parakanã
passando por inúmeras privações.
Um
ano de orações e de intercessões
por parte de vários irmãos e Igrejas de
vários lugares do País, em especial das
cidade de São Paulo e do Rio de Janeiro, cidades
estas visitadas com o único objetivo de alcançar
o apoio dos irmãos destes estados. Muitas
de nossas necessidades foram supridas, dentre elas, mil
e quatrocentos reais para o nosso estágio de dois
meses na selva e o mais importante, a retirada de nossos
passaportes e visto de permanência para toda a família,
agradece Timóteo.
A esperança e a confiança em Deus
é que nos dá condições e o
sustento necessário para realizarmos a Sua obra
de fazer dos Felupes discípulos de Cristo, para
que sirvam e O adorem de acordo com a Sua Palavra na língua
deles.
Para
Timóteo a ida da família Bachmann ao Pará
foi uma experiência muito proveitosa, de muito aprendizado
em várias áreas, especialmente no lapidar
que Deus precisava fazer em seu caráter através
das várias situações de dificuldades,
como por exemplo: aprender a cozinhar, remar, usar fogão
a lenha, fazer uso de latrina, cultivar hortas, construir
casas, aprender a língua nativa e coletar informações
para melhor compreensão da cultura. Além
de capinação e subida de ladeira para buscar
água no rio. Aprendemos também a pescar,
a limpar peixe, tratar jacaré, pacas e comer carne
de veado e anta. Comemos melhor que na cidade e de graça,
agradece Timóteo às providências de
Deus.
Hoje, na Guiné Bissau, a família Bachmann
ministra o povo Felupe, pertencente à grande família
Djola. Um povo dividido em vários grupos, sendo
um desses grupos, os Felupes que vivem no noroeste daquele
País, perto do litoral e da fronteira com o Senegal.
Distante, em um outro continente, numa outra nação,
a família Bachmann tem a oportunidade de mais uma
vez ajudar um povo que apesar de idólatra, os Felupes
são um povo muito hospitaleiro e simpático,
carente de assistência médica, educacional
e agrícola.
Centro Missionário Para Difusão do Evangelho
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