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O relógio de Deus
A injustiça de Deus
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Unidos em paz até o fim
“A base é ter Jesus como centro da vida pessoal e da família, depois aprender a resolver as questões sem ferir as pessoas”

Quando um homem e uma mulher se unem na aliança indissolúvel do casamento, segundo a Palavra de Deus, num clima de romance e descobertas, um tanto de fantasia e muitas expectativas, geralmente não se dão muita atenção a fatores importantes que vão contribuir para trazer paz e harmonia ou muita confusão nas suas vidas. Podemos destacar alguns elementos que devem ser levados em consideração na formação do relacionamento do casal: o eu real e o eu ideal de cada um, a história de vida pessoal, a condição intelectual, cultural, social e financeira, a educação e o meio em que viveram, as implicações da família em que foram criados, as boas e más influências, também as marcas doloridas que geraram traumas e comportamentos disfuncionais. Geralmente as feridas da alma não são completamente curadas e acabam contribuindo para os desentendimentos do casal, junto a tudo isto as carências que cada um espera ter suprida através do outro. Portanto, existe uma grande necessidade de ajustamento interpessoal desde a “lua de mel” até “que a morte os separe”, pois como pessoas, somos sempre sujeitos a transformações e desafiados a mudanças .

Dentro do processo de ajustamento é imprescindível que todos os frutos do Espírito Santo sejam manifestos através das palavras e atitudes; o que é possível apenas através de uma vida consagrada a Deus, pois quando amamos a Deus e nos dispomos a obedecê-lo, temos mais facilidade em nos relacionar com as diferenças do outro. É preciso também um constante exercício de tolerância e a disposição acima de tudo, de fazer o outro feliz.
A princípio parece difícil e é, especialmente se o casal é imaturo e continua ligado geograficamente ou tem dependência financeira dos pais. Se não bastassem todos estes fatores, vivemos numa sociedade amoral, que não teme a Deus, onde a verdade é distorcida para favorecer a disseminação do pecado trazendo completa desestruturação familiar. Então, os casais se unem não mais para toda vida, mas para que “seja eterno enquanto dure”, isto é, não dá mais certo, então se apropriam do divórcio e “parece” estar tudo resolvido, no entanto sabemos que uma separação sempre traz conseqüências danosas para as pessoas envolvidas, o casal e filhos, se eles existirem. Seria possível evitar o divórcio? Com certeza na maioria dos casos, sim! Temos aconselhado casais em crise há 12 anos e temos a felicidade como pastores até de recasar alguns, mesmo após o divórcio ter sido efetuado.

Em Col.3:1-25 temos uma boa base para caminhar de maneira saudável no casamento, o amor é o ingrediente principal, é o árbitro nos corações, uma comunicação eficiente é imprescindível além da capacidade de reconhecer as suas próprias limitações e falhas e, principalmente pedir perdão e perdoar sempre que for necessário. Situações de tensão que gerarem conflitos precisam ser bem resolvidas, sentimentos de mágoa e frustração resultam em amargura que contamina a relação, por isto precisam ser tratadas imediatamente. Uma outra área, que sabemos trazer muita dificuldade ao relacionamento, é os desajustes sexuais do casal, por ignorância do assunto, por desinteresse em satisfazer o outro, pelos problemas emocionais que acarretam em disfunções sexuais, como a frigidez nas mulheres, ou impotência nos homens, problemas que são resolvidos com ajuda de médicos e terapêutas.

Compreensão é a palavra chave, saber ouvir, falar na hora certa e somente o que pode trazer solução ao problema é a forma correta de proceder. Perguntar o que não foi compreendido também ajuda a evitar as mágoas. Acusações, guerra de silêncio ou crise de choro jamais vão resolver as situações difíceis que surgirem ao longo de uma vida a dois. A admiração pelo outro, o respeito e carinho fazem a solda para solidificar a relação.

A base é ter Jesus como centro da vida pessoal de cada um e da família, depois aprender a resolver as questões sem ferir as pessoas. E, finalmente se sozinhos não conseguirem, o melhor a fazer é buscar ajuda, seja o aconselhamento Pastoral, participar de eventos como Encontro de Casais com Cristo, ou buscar ajuda terapêutica especializada. Acima de tudo isto podemos contar com a busca de Deus em oração para melhorar a personalidade pessoal e buscar a graça necessária para o casal viver juntos, unidos e em paz, se amando mais a cada dia, até que a morte os separe.

Reva. Silvia Rodrigues
Diretora do ITDC - Escola de Aconselhamento
 

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