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O relógio de Deus
A injustiça de Deus
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Até que a morte os separe
O padrão de Deus é outro, é perfeito. Nesse padrão não há abandono, há reconciliação; não há derrota, há vitória; não há divórcio, há casamento até que a morte os separe.

Ao estabelecer Deus o casamento cuidou de diferenciá-lo de um simples acasalamento, deixando bem claro que macho e fêmea tornar-se-iam uma só carne a partir da união, e que Ele próprio, o Deus Altíssimo, seria testemunha dessa aliança de vida concebida para durar até a morte.

O Senhor deu tanta importância para essa aliança que comparou-a à união eterna de Jesus com a Igreja.

O marido é o cabeça da mulher, como Cristo é o cabeça da Igreja. Deve a mulher submeter-se ao marido assim como a Igreja ao Senhor. Do mesmo modo, devem amar-se e respeitar-se e unidos permanecer até a morte.

Do lado de Jesus, da fenda de seu tronco, foi vertido o sangue que tornou sua a Igreja.Do lado do homem, da fenda de seu tronco, foi retirada a costela que formou a sua mulher.Quando o Senhor falou a Abraão que dele faria uma grande nação, incluiu Sara, sua mulher, nesse projeto. Não entendendo o propósito do seu Deus pensaram eles que a semente era apenas do varão e que qualquer mulher poderia ser a receptora. Estavam enganados. A semente a que o Senhor fez referência era o fruto do casamento, parte do homem, parte da mulher, abençoada, constituída dentro da aliança.

Por isso, mesmo depois de nascido Ismael, filho da escrava Agar, Deus perguntou a Abraão por Sara, sua mulher, a mulher da aliança, afirmando que dela viria a prometida geração.
Agar não serviu. Estava fora da aliança.

Ao ser “experimentado” pelos fariseus hipócritas o Senhor Jesus deixou muito claro o seguinte:
a) que o Criador, desde o princípio estabeleceu que a separação era inaceitável;
b) que pela falta de perdão (dureza do coração), Moisés permitiu o repúdio;
c) que ele próprio, declarava pecado de adultério um novo casamento.

Para não ficar dúvidas, o Apóstolo Paulo, escrevendo aos coríntios, afirmou que o Senhor ordenou aos separados que não tornem a casar-se, mas que reconciliem-se e reconstruam suas vidas.

Deus, a testemunha dessa aliança inquebrável, pela boca do profeta Malaquias, falou ao seu povo que não aceita ofertas daqueles que são desleais com a companheira, com a mulher da aliança que Ele mesmo testemunhou, afirmando ainda que odeia o divórcio.

Não há cabimento para o divórcio na família que teme ao Senhor. É impossível conhecer o poder restaurador do Espírito Santo e aceitar o fracasso de um relacionamento. É inconcebível acolher em nosso meio o que Deus odeia .

Como Jesus e a Igreja estão ligados num relacionamento que supera todos os ataques do inferno, homem e mulher juntos, terão vitórias nas lutas que juntos enfrentarem.

Admitir menos que isso é dar guarida à destruição infernal que vemos em nossa sociedade. Filhos abandonados, infelizes, buscando nas drogas e na sexualidade a proteção perdida. Mulheres feridas pelo adultério e homens insatisfeitos buscando incessantemente a benção que não vem.

O protótipo do mundo não serve para o cristão. O padrão de Deus é outro e é perfeito. Nesse padrão não há abandono, há reconciliação; não há derrota, há vitória, não há filhos abandonados e infelizes, há família ajustada; não há divórcio, há casamento até que a morte os separe.

Tânia Tereza
Pastora do Ministério Rhema e Juíza Federal
 

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