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AUXILIANDO O ADOLESCENTE O ministério de um líder de adolescentes é muito amplo! Algumas vezes, cumpre-se a função de "professor"; outras vezes (mesmo sem ser o ideal) têm-se o papel de "pai"; ou então de "amigo confidente". Uma área que certamente a ajuda do líder será solicitada, é quanto a escolha vocacional: "tio, como vou descobrir minha profissão?". Caso ainda não tenha ouvido esta frase, prepare-se para ouvi-la logo, logo! Assim, preparamos este estudo, para que você possa orientar os primeiros passos, em direção a esta que é uma das grandes escolhas, na vida de um adolescente:
1. "CHEGA DE ESCOLHEREM POR MIM!" Desde que nascemos algumas coisas de nossa vida, são escolhas feitas por outras pessoas. Por exemplo:
Na infância, grande parte de suas decisões foram tomadas por outras pessoas ou então, influenciadas por elas. Qualquer decisão que precisasse ser tomada, não tinha-se grandes dúvidas, sempre o "papai" e a "mamãe" estavam por perto para ajudá-lo. Até mesmo, muitas vezes decidiam por você. Agora, você não é mais criança! É um adolescente! Tudo mudou. Seus pais não estão 24 horas por dia ao seu lado, para ajudá-lo em suas decisões. É você mesmo, que em muitas situações, tem que decidir sozinho o que fazer.
A adolescência é o período de muitas escolhas: amigos, namorado(a), religião, valores morais, éticos. Mas a maior das escolhas, você há de concordar: é a sua vocação profissional. O que você escolher hoje, terá influências positivas ou negativas em sua vida adulta. Ufa! É muita responsabilidade para um adolescente! 2. O QUE EU VOU SER QUANDO CRESCER? As preocupações quanto a futura profissão, causam tanta insegurança e ansiedade que atrapalham na hora de decidir. Uma "pequena" angústia até é útil, para ajudá-lo a pensar sobre o assunto. Você deve obter o máximo de informação possível, a respeito das áreas que estejam lhe interessando. Isso o ajudará a amenizar as turbulências e ir à luta para vencer mais este desafio. Pela falta de experiência na adolescência, e também pelos sonhos e fantasias que caracterizam esta faixa etária, muitos chegam a fazer suas escolhas sem pensar. Abraçando a primeira profissão que encontram sem muitos critérios. Alguns fazem suas escolhas, empolgados com a euforia de uma profissão do momento, que "aparentemente" garante o futuro e acabam se frustrando. A nossa realidade atual, também é bem desencorajadora. O jovem entra na faculdade achando que ao receber o diploma, estará apto a exercer uma profissão. Por causa disso, ele acredita que será muito fácil arranjar seu primeiro emprego.
Formatura não é garantia de encontrar um bom emprego na área que se quer. Com a crise de desemprego atual, é preciso ficar de olho nos novos mercados de trabalho que estão se abrindo, nas diversas profissões. 3. POR ONDE COMEÇAR? Devido ao grande número de opções, para as profissões que existem, muitos ficam bem indecisos quanto à sua escolha. Para que esta tomada de decisão seja feita de forma consciente é preciso levar em conta algumas etapas:
a) INTERESSES - São o conjunto de preferências gostos e desejos, que existem em cada um individualmente. Quando temos interesse em determinada coisa ou atividade, nos envolvemos tanto, que nem vemos o tempo passar.
Primeiro, faça uma lista de atividades que combinam com o seu jeito de ser, para depois buscar informações. Pesquise sobre os cursos, quais faculdades oferecem esses cursos, qual o valor da mensalidade, qual a duração do curso. Sobre a atividade profissional, procure saber o que faz o profissional da área, como está o mercado de trabalho, quais são as novas frentes de área de atuação que estão surgindo, qual a média salarial atual e as perspectivas futuras par a profissão, etc. 4. O ORIENTADOR PROFISSIONAL Há pessoas que conseguem passar por esse processo de escolha sozinhos, mas há outras que preferem ter o auxílio de um profissional. Estes profissionais são psicólogos ou pedagogos especializados em orientação vocacional. São encontrados em escolas ou em consultórios particulares. O trabalho desses profissionais é feito de forma diferenciada. Existem os que se utilizam de testes vocacionais, e os que se baseiam praticamente em entrevistas; alguns atendem individualmente, outros em grupos. O que realmente importa, não é a maneira que se realiza orientação, mas sim, a seriedade do trabalho feito por esse profissional. 5. OS DOIS LADOS DA MOEDA Até aqui demos algumas dicas, de apenas um lado da moeda: a face dos "recursos humanos" do problema. A outra face diz respeito aos "recursos espirituais", que estão detalhados no Workshop para a Juventude, onde sugerimos que você faça uma consulta. É muito importante que você considere a cada uma das partes. Os recursos humanos e os espirituais, devem caminhar lado a lado. Este exame vai resultar em convicção para suas futuras escolhas e sabedoria para as GRANDES DECISÕES desta fase da vida.
(Este estudo foi feito com a colaboração da Psicóloga Lisandra Paschoal Santana/S.Paulo-SP) |