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Depois de expor o teorema acima, que explica a frustração de milhares de órfãos, que ainda sentem o fel amargo da traição, fica a pergunta: e a Vidamix? Às vezes me perguntam se a saída não é “nivelar por baixo”, para ampliar o alcance. Mil vezes não. Para Hegel, o ofício do jornalista era uma missão. Um colega lembra que, no alemão, temos o trocadilho de fahrt (viagem) e efahrung (descoberta), palavra que traz o fahrt (viagem) no radical. Qualquer atividade de um jornalista é uma viagem de descoberta, uma missão. O mesmo colega lembra que para Michel Focault, o repórter é o “filósofo da atualidade”. Ele achava que o jornalismo foi o que sobrou da filosofia. Assim, a responsa de editar uma revista literária evangélica é grande demais para oferecer apenas entretenimento ao povo santo. Conversar com mais de trezentas mil pessoas é tarefa que só podemos levar à cabo sob a inspiração do Senhor. Ocupar lugar de destaque na mente e coração de tantos leitores é privilégio que não pode prescindir da unção de Deus. É esse mover constante que nos impulsiona a apresentar a vocês, leitores, um trabalho de crescente qualidade, que estimule a reflexão e contribua para o crescimento do povo de Deus. Como escreveu Jacques Maritain, “o cristianismo autêntico tem horror ao pessimismo da inércia”. E, só pra não me cobrarem a ausência de uma referência bem próxima do cotidiano, lembro que a Vidamix procura sempre a excelência porque, conforme disse a personagem de Meg Ryan num filme recente, “você é o que você lê”.
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