Tirar os manuscritos da gaveta é a vontade da maioria das pessoas que tem a
escrita como meio de comunicação. Publicar é lançá-lo à sorte. Escrever e
calmamente esperar as pessoas lerem e mais pacientemente ainda. Aguardar um
retorno, nem se fale!.
A poetisa Izabel Sepulveda, ficou indecisa com essas questões por algum
tempo, mas acabou lançando em 1997seu primeiro trabalho, "Cenas em Preto e
Branco Registradas por Lentes Azuis", através da Borage Editora, onde de uma
forma simples e bem humorada, ela fala do cotidiano. Um dia-a-dia que com
certeza poderia ser vivido por qualquer pessoa e onde, segundo a própria
autora, "nada é tão trágico que não pode receber um toque de bom humor e
ironia". Como nos versos: "Acho que alguma coisa anda errada, quando todos
dão os mesmos conselhos. Será que perguntar é o primeiro remédio?" ou,
"Tudo parece ser um palco, vontade tenho de mil coisas...". Izabel também
mostra seu lado romântico "Às vezes durmo muito, achando que talvez, em
alguma passagem secreta do meu corpo, eu encontre você".
Escrever é se expor, principalmente quando é o primeiro trabalho. Assim a
autora se arrisca quando escreve suas estórias entre os poemas, como: "O
Gênio fosforescente" e "Cuidado, Nada Mata!", onde descreve situações onde
" O Nada" é o grande vilão, onde chega a propor uma campanha publicitária
contra o vazio "Do Nada".
E no final, com tantas "miragens, imagens, fantasmas de amores, situações
complicadas, enredos cobiçados, ..." a poetisa e escritora Izabel Sepulveda
prepara o seu segundo livro de poemas.
"Cenas em Preto e Branco Registradas por Lentes Azuis" - Poesia
De Izabel Sepulveda
Borage Editora
50 páginas
R$ 7,00
Contato - e-mail: borage@uol.com.br