Ano 1 - nº 8 
4 a 19 de maio/99 

Lucina e Zélia Duncan - uma parceria que deu certo


por Laura Campanér
borage@uol.com.br

Aconteceu ... um show especial de Lucina e Zélia Duncan, no teatro do Sesc Ipiranga - SP, no dia 11 de abril, um domingo, para um público reduzido. Apenas trezentas das tantas outras pessoas que formaram fila, logo às 8h30 da manhã de um sábado outonal, conseguiram comprar ingressos, que se esgotaram uma hora depois de aberta a bilheteria.

Pouca gente pode ver, mas quem esteve lá conferiu a presença marcante de Lucina e sua parceira Zélia Duncan. Foi um momento de rara beleza, mostrando a intimidade de uma parceria que deu certo. Um público caloroso, do começo ao fim do show, ouviu entre outras as canções "Coração na Boca" e "Minha Fé", já conhecidas pela gravação de Zélia .

Apesar de parecer o contrário, pois do ponto de vista da mídia o destaque da cantora Zélia é bem maior, a cantora e compositora Lucina, que vem de uma carreira de vinte e cinco anos na estrada integrando a dupla Luli & Lucina, é que se revelou para o público, mostrando as músicas de seu primeiro CD solo "Inteira pra Mim".

É que os fãs geralmente não se dão conta de que dar melodia a uma letra é no mínimo 50% do trabalho de compor um sucesso musical, e no caso da parceria de Lucina e Zélia, onde a parte musical fica por conta de Lucina, mas quem interpreta as canções é Zélia, fica parecendo que a música é só de quem gravou primeiro.

De qualquer forma o público, em sua maioria fãs de Zélia, curtiu muito o trabalho de Lucina e pode ouvir outras músicas dessa parceria, além daquelas já conhecidas, como "Familiar" e "Inteira pra mim", a mais aplaudia entre as que Lucina interpretou.

Foi um show quente em todos os sentidos. Da parte do público, que sacou que estava vendo algo especial, dos músicos e das cantoras. Zélia deu seu depoimento de que começou a cantar por causa de sua admiração pela dupla Luli & Lucina e de que foi pensando na voz grave de Lucina que ela sentiu coragem para se aventurar a ser cantora.

Lucina por sua vez brincou de elogios ao cantar, de improviso, a canção "Eu sou mais eu, eu sou mais Zélia", que fez para homenagear a parceira. Teve também um momento de ternura entre as duas cantando a música "Fala" (Luli/J.Ricardo), que marcou época na gravação dos Secos e Molhados e que ainda está na boca e na lembrança de muitas pessoas. Quem não viu ao vivo, que curta as fotos do show.

CAPA BORAGE