Ano 1 - nº 13 
04 a 20 de outubro/99 
Você gosta de mim? Então prove.


Cafezinho brasileiro em Jam Session

por Laura Campanér
borage@uol.com.br

Paulo Pascali Jr. (flauta e sax),
Yoshiya Kusamura (baixo) ,
Marcelo "Beba" Zanettini (piano),
Marcel Cangiani (bateria) e
Benoit Decharneux (guitarra).

Para quem não conhece o Café Jam, é preciso dizer que o grupo surgiu de uma ampliação do "UNESP Jazz Trio", que atuou em shows na capital paulista desde 91, culminando na participação do CD "Som da Demo", gravado pelo SESC Consolação -SP, em 95. A partir daí foi convidado pela UNESP, para a gravação de cinco faixas no CD "Tributo a Tom Jobim", assinando também a produção musical do trabalho.

Em 97, lançou o CD "Café Jam", primeiro registro do grupo, trazendo composições inéditas e releituras de canções de Djavan e Tom Jobim. Em 98 veio o contrato com a gravadora americana "Malandro Records". Participou do CD coletânea "Sampler Vol.1", lançando pela mesma gravadora em 99, o CD "Rhythmic Spice"(Môio), viajando em shows pelos Estados Unidos, Canadá, Europa e Ásia.

Definir o som do Café Jam não é tarefa das mais fáceis. Talvez uma das definições possíveis para esse "time" musical, seja a que deu Nelson Ayres: "uma geléia de café destinada a agradar aos mais finos paladares"'; mas é preciso dizer mais.

É que fazer música instrumental brasileira, no Brasil ou fora dele, é ter que redimensionar a famosa frase "a saída para o músico brasileiro é a do aeroporto", e trabalhar duro no desenvolvimento de idéias musicais e sonoridades, só possíveis para quem consegue renovar o conceitos "fusion" ou "shake" no cenário da música atual.

A música brasileira, graças a Deus diga-se de passagem, já não é mais a mesma e, ao que parece, o Brasil não vai parar de produzir músicos obstinados em ser verdadeiras "feras" na execução de seus instrumentos.

Por isso o ouvinte que aprecia a música instrumental pode tomar tranqüilo o seu café, acompanhado por Paulo Pascali Jr. na flauta e sax, Marcel Cangiani na bateria, Marcelo "Beba" Zanettini ao piano e arranjos, Yoshiya Kusamura no baixo e Benoit Decharneux na guitarra.

Dá pra acreditar? A miscigenação que transparece no estilo musical do grupo está definida já na base de seus integrantes, descendentes de italiano, japonês e belga. Tudo certo. Isso é uma característica típica do Brasil e na música não poderia ser diferente.

Mas o diferencial do grupo é que seus integrantes não são apenas instrumentistas. Apesar de que só esse quesito já seria suficiente para fazer muito som por aí a fora, os músicos do Café Jam são também compositores. E é aí que o caldo engrossa. É por aí que o Café Jam faz o seu "Môio" particular.

Paulo Pascali é quem assina o tema "Môio" que, apesar de não levar o nome do "Café Jam", um híbrido de funk com frase melódica de jazz, tema de Kusamura, define muito mais a proposta de som do grupo.

A música "Horário de Verão" Marcelo "Beba", flerta com a salsa e o tema "Rio" de Decharneux, viaja mais no clima da balada, mas nem tanto. De qualquer forma, uma tendência fortemente ligada ao funk, permeia todo o trabalho. É ouvir pra conhecer.

Serviço:

Café Jam
http://www.bandasinfonica.com.br/cafejam
cafejam@bandasinfonica.com.br
Malandro Records:
http://www.worldbop.com
Contato: (0 XX 11) 8207031 e 38720617

O CD do Café Jam está a venda no site
http://www.artbrasil.art.br/doisll

CAPA BORAGE