A história da música e da literatura é cheia de primeiros (e únicos) CDs e livros. Porém, depois de lançar um primeiro trabalho que, digamos, é como um cartão de visita onde se mostra "a cara" e que normalmente vem cheio de expectativas, não importa o que aconteça, é fundamental que o artista se preocupe em lançar um segundo. Finalmente esse é o começo de um caminho. O "segundo" pode vir com mais tranqüilidade, mais maturidade e menos ansiedade.
Alguns artistas não deviam se dar ao luxo de ficar esperando somente o momento propício para criação ou trabalho. Arte não espera. Em tempos difíceis é importante investir, e tentar sair do marasmo, estar com o trabalho pronto para quando o mercado abrir uma brecha.
Toda carreira só começa a tomar um formato depois do segundo ou terceiro trabalho, isso não é uma regra. É um fato. O primeiro muitas pessoas dizem que é a realização de um sonho, mas o segundo, é a confirmação de que o artista vai prosseguir.
Nesse número, colocamos em pauta músicos que estão lançando "segundos" trabalhos solos, como Pedro Luís e a Parede, que depois do CD "Astronauta Tupy" chega com "E Tudo 1 Real", a cantora Mona Gadelha não ficou parada e lança agora, com produção própria, o CD "Cenas e Dramas", e ainda o grupo Café Jam, que dá o "Môio" à música instrumental brasileira.
Então vamos a eles.
Bel Carrilho Martins
Diretora Executiva
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