Ano 3 - nº 27 
20 a 31 de Março/01 

"Mulheres de março" no Crowne Plaza

por Eliane Verbena
elianev@criacria.com.br

Aproveitando as comemorações do Dia Internacional da Mulher, 8 de março, o Teatro Crowne Plaza faz sua homenagem ao sexo frágil com o projeto Mulheres de Março. Oito shows diferentes, com cantoras e grupos musicais femininos, acontecem de terça a sexta-feira durante todo o mês.

Entre as atrações estão Vânia Abreu, Klebi, Mona Gadelha, Choronas, Grupo Shakti, Laura Campanér, Maricene Costa e Ceumar. São mulheres que vem trilhando carreira musical há alguns anos e que se destacam pela originalidade e qualidade de seus trabalhos. Seguem os shows:

Vania Abreu

Dias 22 e 29 de março - quintas-feiras - às 21 horas
Ingressos: R$ 20,00 - Duração: 1h15 - Censura: livre
Músicos: Vania Abreu (voz), Paulo Dáfilin (violões) e João Cristal (teclados e acordeon)

A cantora baiana Vania Abreu, que gravou sucessos como As Quatro Estações e Bem ou Mal, continua se firmando como uma das maiores intérpretes da nova Música Popular Brasileira. A artista apresenta no Teatro Crowne Plaza uma remontagem do show Seio da Bahia (nome de seu mais recente CD) com formação acústica. "Um dia eu senti um desejo profundo de me aventurar nesse mundo...". Com esse verso, de Paulo César Pinheiro e Vicente Barreto (da canção Na Volta que o Mundo Dá), Vania deixa bem clara essa concepção artística do show logo no início do espetáculo. Pautado por uma estética sonora denominada hoje por MPB Pop e por arranjos precisos e bem cuidados, criados por Paulo Dáfilin (produtor musical do disco) o roteiro do show, assinado pela própria cantora, vai mostrando canções dos três discos lançados (As 4 Estações, Mais de Mim, Bem ou Mal, Na Volta Que o Mundo Dá e Seio da Bahia). Especialmente para esta temporada, irá mesclar canções inéditas, pré-selecionadas para o novo álbum. No dia 8 de março (Dia Internacional da Mulher) haverá sorteio de cinco CDs (só para mulheres).

 

Klebi
http://www.klebinori.hpg.com.br

23 e 30 de março - sextas-feiras - às 21 horas
Ingressos: R$ 15,00 - Duração: 1h15 - Censura: livre

A cantora e compositora Klébi apresenta seu espetáculo no projeto Mulheres de Março, do Teatro Crowne Plaza, acompanhada por dois instrumentistas (a serem definidos). Para o espetáculo preparou novas versões de grandes sucessos da MPB, que sempre desejou incluir em seu repertório. Completam o roteiro do show composições próprias que marcaram sua carreira, entre elas Calendário Lunar, A Cidade de Outro e Ligeiro. Klebi promete ainda cantar músicas que farão parte de seu quarto CD, que está em fase de pré-produção. Apaixonada por poesia e afinada com o rock, começou a compor aos 15 anos, estreou nos palcos aos 24 e lançou o primeiro álbum aos 32. Tem três discos gravados: Klebi, o primeiro com três sucessos na programação da extinta Rádio Musical FM, Ilusão das Pedras, que ganhou um acento funk na produção e arranjos de João Marcello Bôscoli e Max de Castro e Escolhas (o mais recente), que reúne várias canções com potencial de hit.

 

Mona Gadelha

Dias 21 e 28 de março - quartas-feiras - às 21 horas
Ingressos: R$ 10,00 - Duração: 1h15 - Censura: livre
Músicos: Mona Gadelha (voz), André Magalhães (bateria e direção musical), Ricardo Cunha (guitarra), Marcelo Felix (baixo e vocal) e Marcelo Watanabe (violão e vocal). Participação especial: Eliana Printes

A cantora e compositora cearense Mona Gadelha apresenta show com participação especial da amazonense, radicada no Rio de Janeiro, Eliana Printes, que gravou uma composição de Mona (Crepúsculo de Uma Deusa) em seu mais recente CD, Lua de Tocar (Indie Records). O repertório do espetáculo, que tem direção musical de André Magalhães, traz músicas próprias de seus dois CDs, Cenas & Dramas (gravadora Eldorado/2000) e Mona Gadelha (Movieplay). Entre outras composições, a artista interpreta Mais Um Romance, O Amante, Johnny Vai Pra Guerra?, Crepúsculo de Uma Deusa, Cinema Noir e Fugitivo. Mona Gadelha trata de forma não ortodoxa a MPB, o pop rock e o blues, definindo um sutil estilo pessoal. O mais recente disco, Cenas & Dramas, traz intervenções eletrônicas, trip hop, guitarras distorcidas e melódicas com tons de baladas, blues e vaudeville. Suas canções possuem letras existencialistas, líricas, irônicas e bem-humoradas.

 

Maricenne Costa

Dias 20 de março - terça-feira - às 21 horas
Ingressos: R$ 15,00 - Duração: 1h15 - Censura: livre
Músicos: Quarteto Nosso Choro - formado por Milton de Mori (guitarrinha), José Barbeiro (violão de 7 cordas), Stanley (clarinete) e Marcelo Gallani (percussão)

A cantora paulista Maricenne Costa apresenta show com músicas de seu mais recente CD, Como Tem Passado!!!, acompanhada pelos músicos Milton de Mori (guitarrinha: sons de cavaquinho, teclado, trombone, cello e sanfona), José Barbeiro (violão de 7 cordas), Stanley (clarinete) e Marcelo Gallani (percussão), que integram o Quarteto Nosso Choro. Para compor o repertório deste novo álbum, a artista, que surgiu no cenário musical na época da Bossa Nova, foi pesquisar na história da música brasileira as primeiras composições gravadas, dentro de cada estilo musical. Cada faixa do disco é um ritmo diferente e representa a primeira gravação do gênero no Brasil. No show interpreta, entre outras, Isto é bom (Lundu), de Xisto Bahia, As Laranjas da Sabina (tango brasileiro), de Arthur e Aluízio Azevedo, O Forrobodó (maxixe), de Chiquinha Gonzaga, Meiga Flor (samba-canção), de Henrique Vogeler e Freire Jr, e Pelo Telefone (samba), de Donga e Mauro de Almeida.

 

Laura Campanér

Dia 27 de março - terça-feira - às 21 horas
Ingressos: R$ 10,00 - Duração: 1h15 - Censura: livre
Músicos: Laura Campanér (voz e violão), Leandro Paccagnella (bateria), César Bottinha (guitarra). Convidados: Lúcia Leão e Zé Terra.

A cantora e compositora Laura Campanér lança seu segundo CD, Meu Vôo (selo Borage Diskos e distribuição pela Ouver Entertainment), no Teatro Crowne Plaza. O disco - que mescla vários estilos da música popular brasileira como o rock-balada, o funk e alguns ritmos regionais - é marcado pela presença das cordas, em arranjos com base no violão de aço, bandolim, cavaquinho e a viola caipira, dando ares novos ao estilo pop. Laura assina a produção musical, ao lado do baterista Leandro Paccagnella, e toca diversos instrumentos, em quase todas as faixas. Em 1998, a cantora produziu e participou do CD Vozes Paulistanas (Borage Diskos), com a composição própria Os Gatos. Tem formação erudita e popular e toca o violão folk numa linguagem pop e o violão de nylon num estilo híbrido, entre o erudito e o popular. Dedilha também com maestria a viola caipira, o bandolim e o cavaquinho. Em trabalhos instrumentais, atuou nos duos Flauta & Violão, Canta Viola, Viola & Violeta e Sonoros Violões. Em 2000, participou do Festival de Novos Talentos do SESI - SP, com a composição própria Brasil de Todos os Santos (parceria com Luisa Gimenez).

 

Já se apresentaram:

 

Ceumar

Músicos - Ceumar (voz e violões), Webster Santos (Violões e bandolim), Pedro Macedo (baixo acústico e elétrico) e Nina Blauth (percussão)

Com dez anos de carreira, a mineira, de Itanhandu, Ceumar apresenta o show com repertório de seu primeiro CD Dindinha no Teatro Crowne Plaza. De Luiz Gonzaga e Sinhô, Zé Ramalho e Josias Sobrinho, a inéditas de Itamar Assumpção, Chico César e Zeca Baleiro, a artista revela neste primeiro disco suas faces de cantora, violonista e arranjadora. O disco, lançado pela Atração Fonográfica em 2000, foi produzido por Zeca Baleiro, com colaboração de Tata Fernandes. "Com a intenção de ser fiel às minhas experiências musicais, Zeca Baleiro fez questão de preservar a dinâmica simples que eu já imprimia aos shows. Então descobrimos como caminhar com as canções de Zé Ramalho, Luiz Gonzaga e Josias Sobrinho ao lado de Itamar Assumpção e Chico César - todos eles com vivências interioranas, até mesmo sertanejas...", comenta. No show interpreta Boi de Haxixe, Dindinha e Cantiga (Zeca Baleiro), Banzo (Itamar Assumpção), Maldito Costume (Sinhô), Flora (Ednardo), Geofrey (Chico César), Olha pro Céu (Luiz Gonzaga) e Procissão dos Homens (Gero Camilo e Ceumar), entre outras. Em dezembro do ano passado, participou 1º Festival Brasileiro de Arte (teatro, artesanato e música), em Hong Kong, China. Em 1996, interpretou a canção Dindinha, de Zeca Baleiro, no Festival de Avaré. Não foi premiada, mas a música (incluída no CD das finalistas) esteve por dois anos entre as mais pedidas da extinta Rádio Musical FM.

 

Grupo Shakti

Instrumentistas/flautistas: Lourdes Carvalho, Cássia Carrascoza, Camila Bomfim (baixo acústico), Gabriela Machado e Cristina Poles

O Grupo Shakti é formado pelas flautistas Lourdes Carvalho, Cássia Carrascoza, Gabriela Machado e Cristina Poles e pela contrabaixista Camila Bonfim, que executam peças originais e transcritas para flauta transversal em do, flauta piccolo, flauta em sol e flauta baixo, em diversas formações. O quinteto procura criar uma atmosfera mágica, explorando as diferentes possibilidades de timbres e sons em todas as tessituras do instrumento. O trabalho tem a proposta de divulgar o repertório, tanto erudito quanto popular, para conjunto de flautas transversais. No programa, constam obras de compositores franceses desde o período barroco ao moderno, como alguns dos Concertos para 5 Flautas, de Joseph Bodin de Boismortier. De Marc Berthomieu, o grupo executa, ao estilo moderno francês de cunho humorístico, a peça Chats e, passando por um mestre do impressionismo, Claude Debussy, tocam Syrinx. No roteiro estão ainda peças do álbum Inside, de Paul Horn, Carinhoso (Pixinguinha), Luiza (Tom Jobim) e Ária das Bachianas Brasileiras nº 5 (Villa Lobos), entre outras. As instrumentistas do Grupo Shakti (que significa princípio criativo feminino, segundo a cosmologia indiana) atuam no cenário musical como solistas, em conjuntos de câmara, em apresentações de radio e TV, em shows com nomes da música nacional e internacional e fazem parte das principais orquestras de São Paulo.

 

Choronas

Instrumentistas: Gabriela de Melo Machado (flauta transversal), Ana Cláudia César (cavaquinho), Paola Picherzky (violão) e Roseli Câmara (percussão)

Atuante desde 1994, o grupo Choronas, formado por Gabriela de Melo Machado (flauta transversal), Ana Cláudia César (cavaquinho), Paola Picherzky (violão) e Roseli Câmara (percussão), toca, além de choro, ritmos brasileiros como baião, maxixe, marcha e samba. Durante as apresentações narram histórias sobre as músicas e seus compositores, ilustrando e criando uma nova referência para que o ouvinte descubra, dentro da obra, o texto subliminar. Em 1999, lançaram o CD Atraente pela gravadora Paulus, que proporcionou ao grupo apresentações em Fortaleza, Rio de Janeiro e Minas Gerais. No roteiro do show, Jacob do Bandolim (Noites Cariocas e Receita de Samba), Pixinguinha e Benedito Lacerda (Segura Ele, Carinhoso e Um a Zero), Chiquinha Gonzaga (Atraente e Corta-Jaca), Zequinha de Abreu (Tico Tico no Fubá), Hermeto Pascoal (Bebe, Chorinho pra Ele e Salve Copinha), Chico Buarque e Francis Hime (Meu Caro Amigo), Paulinho da Viola (Sarau para Radamés) e Waldir Azevedo (Brasileirinho), entre outras.

CAPA BORAGE