Ano 3 - nº 28 
03 a 20 de Maio/01 
  
"Unio Celestia" de Corciolli

por Laura Campanér
lauracampaner@borage.com.br

O mais recente trabalho de Corciolli, "Unio Celestia" é um belo exemplo das possibilidades de se fazer uma música moderna, com sintetizadores e samples e ao mesmo tempo com claras referências a um passado distante.

Todo cantado em latim com beleza e competência por Tânia Maya e Baulé, o disco surpreende tanto pela mensagem das letras (traduzidas no encarte para o português), quanto pela sensibilidade musical do autor. Sabendo da profundidade das letras e da dificuldade de canta-las em português, fica mais fácil compreender a opção de gravar em latim.

Tecladista e arranjador, Corciolli faz de sua música um recipiente de idéias e climas, transportando o ouvinte para fora de seu cotidiano. Ao que parece, o CD é pensado numa seqüência definida de músicas, condicionando a audição completa do disco à uma compreensão maior de todo o trabalho.

Intercalando temas instrumentais e cantados, como "In Principio" e "Alarum", numa letra que diz: "assim como era no princípio / seja agora e sempre / Ó homens, até quando tereis o coração pesado / amando a vaidade e buscando a ilusão?", passando pelas músicas "Oratio": "Não te fiz celeste nem terrestre, mortal ou imortal / a fim de que tu mesmo descubras tua própria forma" e "Gloriosa": " Ó anjos gloriosos da luz viva / contemplais os olhos divinos / na obscuridade mística de toda criação", Corciolli vai desenvolvendo "Unio Celestia" gradativamente até atingir a calma e contemplação em "Ilusia", tema que fecha disco.

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"Unio Celestia"
Corcilolli
Azul Music
R$ 18 em média

CAPA BORAGE