Não dá pra negar que o mercado fonográfico anda mal, as quedas nas vendas já chegam a 50% e isso significa muito dinheiro perdido. Outro dia numa entrevista na Folha de SP alguns executivos de grandes gravadoras choravam e colocavam toda a culpa do prejuízo na pirataria de CDs que de fato atingiu um nível absurdo, mas não dá pra considerar esse como único motivo do problemão que eles enfrentam.
Vamos lá: a indústria do disco sempre elege um segmento popular qualquer e suga tudo o que pode. Lembram do axé? Ninguém agüentava mais ver as mesmas caras nos mesmos programas de tv cantando (?) a mesma coisa sempre. Venderam milhões durante algum tempo mas o negócio ficou desgastado e tiveram que inventar outra coisa.
Pronto, veio o pagode e se deu a mesma estratégia (?) de marketing, que nada mais é do que sugar até a última gota de vitalidade do estilo e depois descartá-lo rapidamente quando dá sinais de cansaço. Aí tome pagodeiro virando cantor romântico...
O mesmo acontece com o sertanejo e vai rolar também com o forró. Claro que os melhores ficam e continuam vendendo bem, mas o público não é bobo (embora muita gente ache que é) e as vendas acabam caindo naturalmente.
Outra coisa muito importante: O preço do CD é alto demais. Será que não daria pra vender um CD por 15 reais? Imagino que o lucro já seria muito bom, mas parece não ser suficiente, temos que pagar de 25 pra cima. Mas e a pirataria? É péssima para a indústria, para o artista, para o mercado de trabalho e também pra quem compra, afinal a qualidade do CD pirata é lamentável, mas num país pobre como o nosso, claro que muita gente vai preferir pagar 5 reais num CD ao invés de 25.
Fica aqui uma pergunta: será que se as gravadoras lançassem produtos com mais qualidade, o grande público consumiria? Não entendo essa tese de que o popular tem que ser de qualidade duvidosa. Se forem oferecidas e devidamente divulgadas na grande mídia opções de bom gosto, aposto como a maioria aos poucos acaba mudando e aí não teremos que engolir tanta porcaria. Aliás, acho que esse pensamento vale também para a programação da tv aberta.
Que tal? Aguardo manifestações.
FIM DO BARÃO?
Andei lendo que o Barão Vermelho pode não se reunir mais por causa da carreira solo do Frejat e fiquei preocupado. Minha opinião é que a banda parou num bom momento, já dava sinais de cansaço e uma parada estratégica veio mesmo a calhar. Acho que eles devem esperar mais tempo pra voltar, sei lá, mais um ano ou dois e aí todo mundo estaria com bastante vontade de ouvir um disco novo dos caras. Mas se o Barão acabar (toc, toc, toc) o rock brasileiro vai estar perdendo uma de suas melhores e mais honestas bandas. Pessoalmente não acho que vá acontecer....
QUASE FAMOSOS
Estou ansioso pra poder comprar o DVD do filme Quase Famosos (Almost Famous). Não sei quando vai sair, mas é imperdível pra quem curte rock and roll. Uma boa fase da história do rock com um romantismo que não volta mais, infelizmente. Recomendo o filme e também a trilha sonora que (acho) ainda não saiu por aqui. Comprei na Virgin de Paris durante minhas férias agora em junho e não paro de ouvir. Se você anda ouvindo muito Backstreet Boys e que tais, pode ser um bom remédio.....Ouça bem alto...
SHOPTIME
Estou no ar todos os dias ao vivo no Shoptime (canal 31 Globosat - NET). Podem assistir e também comprar bastante, afinal minha mulher está grávida e fralda custa caro pra caramba!
Abraços
CIRO BOTTINI