Ano 3 - nº 31 
07 a 30 de agosto/01 

 

Todo músico quer tocar. Todo artista quer aparecer. Todo público quer ver seus ídolos, por menos conhecidos que eles sejam. E onde estão casas de espetáculos? Por onde andam os famosos redutos da vanguarda, como foi o "Lira Paulistana" na década de 80?

São poucos os espaços culturais que programam novos artistas. Nas grandes casas noturnas o aluguel é muito alto para quem está começando sem o marketing da grande industria fonográfica. Seria por isso que a agenda cultural gira em torno da mesmice?

Muitos locais que poderiam estar produzindo cultura, como salas de cinemas e pequenos teatros transformam-se da noite para o dia em igrejas ou estacionamentos. Outros resistem mas falta o apoio em equipamentos de som e luz.

Ressalvas a parte, estamos aqui para criticar uma situação que já está pra lá de saturada. Talvez os músicos devam se unir e resgatar esses espaços. E os empresários se sensibilizar para a importância em apoiar a cultura. Por menor que seja sua participação em um espetáculo ou show, o retorno em marketing institucional é sempre vantajoso.

Bel Carrilho Martins
Diretora Executiva
borage@uol.com.br.


Revista interativa Borage
Jornalista Responsável: Bel Carrilho Martins - MTB 18.272
Diretora Artística: Laura Campanér
Colaboradores deste número: Beto Gomez, Christoph Kovacsics, Ciro Bottini, Fernanda Teixeira e Christian Verry.
Criação do site e webmastering: Agência Infosim - Rosangela

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CAPA BORAGE