"Flores No Deserto", primeiro disco da banda Vega, é uma estréia bem vinda no cenário da música pop.
Com um repertório composto (basicamente) de rock-baladas, a banda Vega mostra um som elaborado e muito bem tocado, com letras intimistas que trazem à tona a marca de seus mentores: o baixista Mingau (também integrante da banda Ultraje a Rigor), o guitarrista Marcos Kleine e a cantora Cláudia Gomes, que juntos assinam quase todas as faixas do disco.
Casamento perfeito do trio de compositores com o baterista Caio Mancini, o quarteto Vega conta com a participação do guitarrista Luís Carlini, na bela faixa de abertura "Flores No Deserto".
Com uma produção musical bem cuidada, Vega tem como trunfo a voz levíssima de Cláudia Gomes, que empresta seu timbre para batizar o estilo da banda, combinando suavidade e algo melancólico em sua interpretação.
Para além das canções "Setembro" e "Inverno" assinadas por Alvin L., estão as músicas "Vozes de Uma Dor" (Mingau/Kleine/Mara) e "Mundo de Ilusões" (Cláudia Gomes/Kleine/Mingau/Marco Trindade), que junto com "Flores No Deserto" (Cláudia Gomes/Kleine/Mingau), sem desmerecer o restante do trabalho, estão no rol das "melhores do disco".
CD consistente e digno de ser ouvido com atenção, a banda Vega merece um espaço maior na mídia para consolidar seu trabalho.
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Flores No Deserto
Vega
FNM / Universal Music
Moisés Santana: um CD brasileiro e moderno
por Bel Carrilho Martins
borage@uol.com.br
Com suingue legitimamente brasileiro e incorporando elementos musicais modernos, Moisés Santana (www.moisessantana.com.br), lança seu primeiro disco solo, que apresenta uma mistura de ritmos temperada em música eletrônica, rock e funk, o que acaba resultando num trabalho ousado, detalhado e muito interessante.
O disco que leva o mesmo nome do artista, além de apresentar o lado cantor, também ressalta a veia de compositor, uma vez que onze das 15 faixas são de sua autoria.
O trabalho ultrapassa as expectativas do primeiro CD. São letras bonitas, quase poemas musicados, revelando o lado poeta do baiano Moisés Santana, também jornalista, radicalizado em São Paulo há 11 anos.
Como na faixa de abertura "Origem espécies": "manual de sobrevivência na selva eletrônica / do pai, do filho, do espírito santo/ do microchip também/ primeira parte, capítulo um/ pode usar a técnica mas também tenha ética".
Na música "Samba de Rotina", com a ajuda do cavaquinho do Carlinhos do Cavaco, Moisés Santana traz um samba com sabor tradicional. A impressão que temos no primeiro verso de "Samba de Rotina", é que vamos ouvir um samba de Noel Rosa: "eu hoje vou mudar essa rotina/ começar do lado, que se termina/ e vou me livrar do seu agrado/ botar fora o mal, que me contamina".
Na seqüência do disco podemos ir ao outro extremo musical da MPB, a música "Dizer Sim", dedicada aos Mutantes. O trabalho é bem construído. Tem um fio condutor que nós leva a um passeio sonoro por suas influências musicais. Com pequenas paradas em pontos estratégicos como: Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil.
Além das músicas autorais, o disco traz a releitura das músicas "Bala com Bala" de João Bosco e Aldir Blanc, "Triste Bahia" de Caetano Veloso e Gregório de Mattos, "Marginália II de Gilberto Gil e Torquato Neto e "Alegria" de Assis Valente e Durval Maia.
Porém, o CD poderia ser somente autoral, sobressaindo a vida do homem moderno, seus pensamentos e compromissos, cantando em samba ou batidas de música eletrônica.
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CD "Moisés Santana"
Moisés Santana
Lua Discos / MCD Word Music
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