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Artigos |
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| edição 158 - Abril 2009 |
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| Acessibilidade no salão de beleza |
| Rampas de acesso, vagas especiais, espaços amplos de circulação. Adaptações assim atraem a clientela com mobilidade reduzida. Para esse público, conforto é uma necessidade e não apenas um diferencial |
| por Nicole Ramalho |
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DIVULGAÇÃO |
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| No Cleber Lopes Beauty & Life Institute, há elevador e rampas para facilitar o acesso. |
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Cuidar da beleza fora de casa pode ser complicado para idosos, gestantes e, principalmente, deficientes físicos. Isso porque a maioria dos salões não oferece meios de acesso adequados a eles. Mara Gabrilli, vereadora por São Paulo e presidente do Instituto que leva seu nome, sabe bem o que é isso. Em 1994, sofreu um grave acidente de carro e ficou tetraplégica. A partir daí, passou a lutar pelos direitos de portadores de deficiência. Como toda mulher, ela é vaidosa. Após o acidente, seu cabeleireiro a atendia em casa. “Era bem mais prático e confortável para mim”, diz. Mas o profissional queria que a cliente voltasse a frequentar o estabelecimento. Então, ao reformar o lugar, construiu uma rampa para que Mara pudesse entrar com sua cadeira de rodas. Infelizmente, muitos lugares ainda são intransponíveis para pessoas com dificuldades de mobilidade. “Conheço salões em prédios chiques que não contam com nenhum tipo de acesso”, lamenta Gabrilli.
Todos os clientes são bem-vindos
Há três anos, quando decidiu montar seu espaço em São Paulo, o coiffeur Cleber Lopes desejava atender aos portadores de necessidades especiais com o máximo de conforto. Do projeto à conclusão da obra, a arquiteta Rose Chaves se preocupou com todos os detalhes. “Ela optou por portas largas, banheiros com barras de apoio e pias mais baixas. As torneiras e as luzes têm funcionamento automático”, diz Cleber. Além disso, o local conta com elevador e lavatórios de assentos removíveis – as cadeiras de rodas podem ser encaixadas ali.
No Istituto di Bellezza Prima Qualitá, a história foi um pouco diferente. O cuidado com a acessibilidade surgiu quando a segunda unidade foi inaugurada em Copacabana, no Rio de Janeiro. Raquel Giordano, sócia da rede de oito salões, explica o motivo: “Naquele bairro vive um grande número de idosos. Por isso, colocamos escada rolante, arredondamos as quinas das paredes e móveis e optamos por lavatórios retiráveis”. Essa preocupação não acaba por aí, e a empresária pretende inaugurar uma unidade voltada aos deficientes físicos.
Observando o público que entrava e saía de seu salão, o DeRo, em São Paulo, Rogéria Aguiar decidiu rebaixar a calçada, criar uma vaga para deficientes e construir a rampa na entrada. O espaço interno é amplo e permite que cadeirantes, idosos e gestantes se movimentem com facilidade. |
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