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Artigos |
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| edição 159 - Maio 2009 |
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| Leo Passage - Fundador Pivot Point |
| O educador é um dos pioneiros no treinamento de profissionais de beleza no mundo. Em visita ao país, falou com exclusividade à CABELOS&CIA da carreira vitoriosa e da necessidade de um padrão brasileiro para a certificação de cabeleireiros. |
| por Marina Gaspar |
Vá à escola e faça a diferença. É o que recomenda Leo Passage, 80 anos – mais de 60 deles divididos entre salões e salas de aula. Hoje se dedica exclusivamente ao ensino do ofício, depois de criar uma metodologia única para a área. Atualmente, a Pivot Point tem cerca de 2 mil escolas em 75 países. No Brasil, são 1,5 mil alunos formados em cinco anos de atividades. O expert roda o mundo e defende que só por meio da educação a profissão será respeitada e atingirá níveis de excelência. No Brasil, visitou salões em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Curitiba, onde pôde avaliar o nível de instrução dos hairstylists. “Quem quiser ser mestre, precisa se dedicar e passar por exames. E só depois ostentar o título de cabeleireiro”, sentenciou antes da entrevista que se segue.
Como o senhor identificou a necessidade de educar profissionais? Hoje as coisas estão mudando e são bem mais rápidas. Pode-se ir à escola e lá aprender tudo o que precisa, teoricamente e na prática, e ter bom entendimento da profissão. Depois, há o estágio no salão, que deve durar cerca de seis meses, e então o aluno está apto a trabalhar com seus próprios clientes. Antigamente passavam-se alguns anos até você conseguir tocar no cabelo de um deles. Eu vi em Curitiba, por exemplo, estabelecimentos excelentes, com ótima qualidade, mas os jovens estão lá mais como força de trabalho do que aprendizes. Eles mantêm tudo limpo e deixam o ambiente perfeito para a clientela, porém não sei que tipo de educação recebem, pois não há um sistema de treinamento para cabeleireiros no Brasil. E isso é o que fazemos na Pivot Point: damos cursos em áreas específicas, que ajudam essas pessoas a aprimorar suas técnicas muito mais rapidamente.
Como criou a Pivot Point e sua metodologia de ensino? Depois de várias competições, nas quais fui aprimorando minhas técnicas, as pessoas perguntavam como eu chegava a esse ou aquele resultado. Entendi que precisava saber ensinar tudo isso. Foi nesse momento que me conectei à filosofia Bauhaus, pela qual todos os aspectos do design deveriam ser teoricamente analisados. Assim desenvolvi o método para explicar por que funciona determinado procedimento, as proporções, o que promove equilíbrio ao corte, como se mistura esta com aquela cor, os tons, as texturas, as formas. Após cinco anos trabalhando na Europa e já ensinando, resolvi me mudar para os Estados Unidos. Lá, fui contratado por um salão de beleza, onde fiquei por dois anos. Comecei a participar de competições para conhecer melhor meus concorrentes, além de dar aulas para eles. Decidi abrir meu próprio negócio. Achei que deveria ter uma escola. Com isso, vieram os manuais de ensino e o material visual para os cursos, com tecnologias como laser e códigos de barras, que permitem chegar instantaneamente a áreas específicas do cabelo. Foi assim que criamos uma metodologia que pode ser entendida no mundo inteiro. Hoje testamos novas possibilidades, como a de aprendizado à distância. |
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