Tire suas dúvidas
  
edição 165 - Novembro 2009
Tire suas dúvidas
por Danielle Mora
Arquivo Duetto
Gostaria de dicas de cortes curtos e médios que rejuvenesçam.
Ilda, por e-mail
Para modernizar o look, deve-se usar conceitos do visagismo, levar em conta o que a cliente quer expressar e fazer a transformação com harmonia e estética. O cabeleireiro precisa observar formato do rosto, tipo físico, cor da pele, personalidade e estilo de vida. “Além disso, a textura e a forma dos fios influenciam na escolha”, diz Elton Doran Mattos, visagista do Studio Ph, de São Paulo. Pode-se dar ao visual peso ou leveza, dinamismo ou suavidade. “Comprimento abaixo dos ombros confere romantismo e sedução. O fio reto combina com mulheres clássicas e conservadoras. O desfiado dá sutileza e sensualidade”, explica Elton. O inverso também ocorre. Fios acima dos ombros passam uma imagem prática, moderna e jovial. “Pode-se abusar das variações do chanel, em fio reto ou repicado, com ou sem franja, curta ou longa. O que define o comprimento é o formato do rosto e o desejo da cliente”, completa o visagista.


Após o uso de Minoxidil por oito meses, tenho observado pouco resultado. O que está havendo?
Elisama, por e-mail
O adequado é que a cliente retorne ao médico para verificar se a concentração e o modo de uso da substância estão adequados. “Só com um exame específico pode-se identificar o problema e até associar a substância a outra, se preciso”, diz a dra. Graça Silveira, da clínica dermatológica que leva seu nome, no Rio de Janeiro. O Minoxidil costuma ser recomendado como parte do tratamento tópico de algumas formas de perda de cabelo, como as alopecias. O medicamento age no epitélio do folículo, equilibrando a fase de repouso e de crescimento dos fios, além de promover vasodilatação, aumentando o fluxo sanguíneo na região. “Deve ser usado na concentração de 2% e 5%, duas vezes ao dia. Em geral, os resultados são melhores em áreas menores que 10 centímetros”, conta a médica. A interrupção da queda ocorre entre um e três meses após o começo da aplicação e o crescimento, entre quatro e seis meses depois.

Uma cliente fez quimioterapia e perdeu os fios, que agora estão nascendo mais rebeldes. Qual é o melhor tipo de curto a usar? Posso aplicar químicas?
Maria Carmen, por e-mail
A indicação do cabeleireiro Marcelo Rezende, do salão Care Body & Soul, no Rio de Janeiro, é um corte curto que respeite algumas regrinhas e seja bem feminino, mesmo com a pouca quantidade de cabelo. “As costeletas, por exemplo, devem ser mais longas. Já a nuca tem de parecer leve, nada de acabamentos de raspagens ou formatos muito diferentes. No caso de fios curtinhos, uma dica é apostar em franjinhas inspiradas na modelo inglesa Twiggy”, diz. Deve-se deixar de lado o uso de navalhas e texturas, já que a falta e a queda dos fios cria um efeito desfiado. “Utilizar finalizadores para aumentar o volume também costuma dar um bom resultado”, destaca o hairstylist. Segundo o dermatologista Ademir Jr., de São Paulo, após a quimioterapia os fios podem nascer com textura diferente e até mais rebeldes. “Aconselho hidratações e suplementos de aminoácidos específicos para recuperar a fibra com maior rapidez. Fora isso, nada de químicas fortes e, dependendo do caso, pode-se utilizar coloração”, recomenda o médico.
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