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| edição 159 - Maio 2009 |
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| Escova francesa, marroquina e formol |
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Preciso de informações sobre a escova francesa e a marroquina: como utilizar e que ativos contêm? O formol entra nas composições? Geferson Valente, por e-mail Os nomes comerciais das escovas geram confusão. “A francesa, por exemplo, pode conter tioglicolato de monoetanolamina, um composto derivado do tioglicolato de amônio, mas de características mais suaves. Apesar de não ter alto poder de alisamento, age como transformação permanente. A fórmula usada também pode ser uma mistura do tioglicolato de amônio com creme de hidratação, para tornála mais suave”, explica Alessandra Correa, técnica da Cadiveu Profissional. Já a marroquina não alisa e tem efeito mais emoliente. “Na formulação entram aminoácidos, queratina e silicones”, detalha Lilian Venâncio, consultora de produtos Maxiline. Quanto ao formol, vale lembrar que seu uso é proibido pela Anvisa na função de alisante. A substância só pode ser empregada como conservante, na quantidade de 0,2%.
Quais os prós e contras da guanidina e da amônia? Simone, por e-mail As diferenças entre esses alisantes se referem a compatibilidades. As vantagens e desvantagens dependem da cliente. Por exemplo, se ela precisa tingir ou fazer mechas, deve-se optar pelo tioglicolato de amônio, que combina com colorações e descolorantes. “A guanidina é um hidróxido compatível com qualquer outro tipo de hidróxido, como o de cálcio e o de lítio. Mas, em contrapartida, não pode ser usada em fios trabalhados com descolorantes e tinturas de volumagem superior a 20”, ensina Sheila Duarte, gerente de formação L’Oréal Professionnel.
Os fios caíram após progressiva. Foi o formol? Poliana de Oliveira, por e-mail Formol não alisa e não reduz o frizz. A Anvisa proíbe sua adoção para esses fins e só o libera na quantidade de 0,2% e como conservante. “É o de menor custo e com qualidade inferior, usado em detergentes de cozinha”, explica Camila Cerdeira, engenheira química da K.Pro Profissional. Segundo ela, não há substâncias, que alisam provisoriamente, liberadas pela Anvisa. “O alisante deve ter amônia, etanolamina, guanidina ou hidróxidos”, diz. Formaldeído, glutaraldeído e ácido fórmico são proibidos. Com o calor do secador, geram fumaça tóxica que penetra no couro cabeludo. Para se defender, a pele produz oleosidade, que pode provocar queda. “O problema é que o formol é vendido pelos salões como tratamento, já que o cabelo danificado parece liso e sadio após ser processado com ele. Mas o aspecto é externo. Por dentro, a fibra continua detonada”, conclui Camila. |
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