A arte, o boi e o way
of life do cerrado
Humberto nasceu em 1943 em Campo Grande, MS, filho mais velho de uma família de artistas. Irmão dos músicos Sérgio,
Geraldo, Tetê, Celito, Alzira e Jerry Espíndola, Humberto começou a pintar aos 21 anos de idade e um ano depois, em 1965, formou-se jornalista em Curitiba. Suas influências artísticas começaram nos bancos da Faculdade de Filosofia,
Ciências e Letras da Universidade Católica do Paraná. O professor de história da arte, Carlo Barontini, ainda transporta Humberto aos tempos de academia. “Ele era um entusiasta da arte” recorda o artista.
Como qualquer jovem,
Humberto se impressionara com o surrealismo de Salvador Dali. O expressionismo dos pais da pintura moderna, Gauguin, Matisse e Van Gogh, também influenciaram muito o trabalho de Humberto. “Van Gogh aliás, foi o primeiro artista que me
tocou profundamente” revela.
Em uma grande exposição realizada em 1963 na Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba, Humberto conheceu o trabalho dos muralistas mexicanos. A oportunidade hoje, é citada como forte referência pelo artista e notadamente o é. A exaltação da consciência regional, tão presente nos trabalhos de Humberto, foi herdada das grandes pinturas murais, popularescas e revolucionárias dos mestres Diego Rivera, José Clemente Orozco e David Siqueiros, entre outros
O contato com o american way of life no começo da carreira também deixou traços definitivos da cultura pop de Edward Ropper, Roy Lichtenstein, Robert Rouschemberg e Andy Warhol, na arte de Humberto. “Essa pop-arte norte-americana me inspirou muito quando optei pela Bovinocultura”.

