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A tecnologia a favor da
balança comercial brasileira
*Por Luciano A. Bresciani
Os setores de tecnologia da informação
e comércio exterior são atualmente, dois dos mais dinâmicos
do mundo. A economia brasileira não consegue mais viver
sem as importações e as exportações, e a sociedade,
sem o emprego da informática, fundamental para qualquer
atividade cotidiana e profissional.
A tecnologia vem sendo utilizada a favor de praticamente
todos os setores econômicos. Um desses é o mercado de
comércio exterior. As operações de importação e
exportação sofreram um impacto positivo muito grande,
com a inserção de softwares e controles informatizados,
oriundos tanto da iniciativa privada, como também do próprio
governo.
A Secretaria da Receita Federal vem transformando
completamente o cenário do comércio exterior brasileiro
com a implantação dessas ferramentas. Nos últimos seis
anos, todas as transações internacionais realizadas
pelo Brasil foram registradas por meios eletrônicos.
Estas informações, quase que instantâneas, são
disponibilizadas no site da Receita, e tornam-se
importantes aliadas na identificação de mercados
consumidores de nossos produtos e serviços.
Antes da inclusão da tecnologia no setor, a balança
comercial era calculada manualmente e apenas uma vez ao mês,
sendo que após a implementação dos sistemas, os
resultados são conhecidos semanalmente.
A informatização deste segmento foi marcada pela
implantação do Siscomex - Sistema Integrado de Comércio
Exterior, em 1993, limitado apenas às operações de
exportação. Em 1997 foram implantados os controles de
importações, permitindo ao governo a rápida apuração
do saldo da balança comercial.
Automaticamente e em tempo real, o Siscomex debita os
tributos das contas das importadoras e faz os créditos
na conta da União, um avanço gigantesco dado pelo
setor.
Mas a informatização do setor não se limita ao
Siscomex: foram criados e implantados outros sistemas
complementares - tão necessários quanto este. Exemplos
são o Mantra (Sistema Integrado do Manifesto, do Trânsito
e do Armazenamento de cargas aéreas procedentes do
exterior e em trânsito pelo território aduaneiro), o
Mercante - Sistema Eletrônico de Controle da Arrecadação
do AFRMM, já implantado nos principais portos do país,
e o Sicex (estatísticas de comércio exterior).
Além dos softwares implementados pelo governo, empresas
de softwares, especializadas em comércio exterior,
oferecem soluções para empresas importadoras e
exportadoras que se integram ao sistema coorporativo da
empresa além da integração com o Siscomex e demais
sistemas governamentais.
Integridade, agilidade e confiabilidade das informações,
controle dos processos e acompanhamento detalhado das
etapas de importação e exportação, são benefícios
diretos da utilização dos softwares.
Estes benefícios refletem diretamente em redução de
custos, eliminação de erros e conseqüentes multas, e
racionalização dos recursos humanos necessários para o
controle dos processos.
Para se ter uma idéia da importância da informação à
balança comercial brasileira, vale lembrar que depois da
criação, em 2001, do serviço de contratação de câmbio
para exportação via Internet, o número de operações
deu um salto, chegando a US$ 1 bilhão no ano passado. Em
2002, as contratações pela rede atingiram US$ 400 milhões.
Hoje 45% dessas operações já são feitas
exclusivamente via web.
Entendemos deste cenário que a informatização no
segmento de comércio exterior é inevitável, crescente,
e principalmente abrangente, por envolver sistemas
governamentais e softwares especializados da iniciativa
privada, integrando as informações e ampliando os
controles, tão necessários nas operações de importação
e exportação.
*Luciano A. Bresciani é diretor da
Average Tecnologia, empresa especializada em softwares
para comércio exterior
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