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A etiqueta inteligente e o futuro
mais próximo
*Sergio Ribinik
A etiqueta inteligente nova
ferramenta da automação, contendo informações
completas do produto, viabilizando a chamada internet das
coisas e possibilitando a leitura dos dados por radiofreqüência,
em todos os elos da cadeia de suprimentos e em todos os
mercados acaba de migrar do campo da futurologia
para o universo das possibilidades concretas de um futuro
cada vez mais próximo das empresas e consumidores. Esta
realidade acaba de se materializar por meio da constituição
da EPC Global, associação entre a EAN International e a
UCC, instituições sem fins lucrativos, que já
operacionalizam o código de barras de padrão mundial, o
EAN/UCC.
As entidades constituíram joint venture, cabendo exatos
50% de responsabilidades e atribuições a cada uma, e
estabeleceram um Board of Governors, integrado também
por representantes de grandes empresas transnacionais,
para gerenciar o desenvolvimento da EPC Global, incluindo
a gestão de seus padrões, propriedade intelectual e
licenciamento de seu uso para identificação de itens.
As etiquetas inteligentes conterão todas as informações
e funcionalidades dos produtos, possibilitando sua
identificação (por radiofreqüência) e rastreabilidade
e garantindo máxima segurança e fluxo contínuo de
informações. Além disso, poderão ser alimentadas com
novas informações em cada uma das etapas da cadeia de
suprimentos.
A identificação por radiofreqüência permite a cada um
dos produtos interagir com os fabricantes, lojistas e
consumidores. A nova tecnologia agrega sistema
automatizado que, de fato, irá revolucionar os conceitos
de fabricação, controle, logística, compra, distribuição
e venda. Na indústria, os principais benefícios serão
o aperfeiçoamento do gerenciamento de estoques e
rastreabilidade. No varejo, os valores agregados mais
perceptíveis serão a leitura automática e instantânea
de todos os produtos colocados no carrinho do consumidor,
funcionalidade antifurto e monitoramento de promoções.
Para o consumidor, haverá ainda mais conforto nas
compras, como a ausência de filas, rapidez e segurança.
Também será possível, por meio da internet das coisas,
que a geladeira doméstica gerencie o estoque de
suprimentos e encomende automaticamente a reposição ao
varejista.
A tecnologia que está viabilizando este novo salto da
automação é desenvolvida conjuntamente pelo GTAG
(Global Tag) e Auto-ID do Massachusetts Institute Of
Technology. Além das perspectivas muito positivas
suscitadas pelas etiquetas inteligentes no campo da
automação, com a potencialização de seus benefícios
de economia, segurança, agilidade e ganhos para todos os
elos da cadeia de suprimentos, a constituição da EPC
Global tem uma notícia importante também para o nosso
país: a EAN BRASIL, ao lado de suas congêneres do Japão
e Reino Unido e de executivos de companhias de padrão
mundial, integra o Board of Governors encarregado de
gerir a nova revolução do abastecimento e da logística.
Pelo atalho da automação, o Brasil caminha mais
rapidamente em direção ao primeiro mundo.
*Sergio Ribinik é CEO da EAN BRASIL e
membro do Board of Governors da EPC Global na joint
venture EAN International/UCC.
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