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Pequeno empreendedor:
saiba como exportar
*Por Luciano Bresciani
Os micro e pequenos empresários interessados em
exportar devem ficar de olhos abertos. Várias
iniciativas, de programas especiais de bancos a projetos
de orientação das entidades de classe, estão
aumentando o fôlego das vendas externas brasileiras.
As constantes notícias de superávit na balança
comercial vêm sendo recebidas de bom grado por parte dos
empresários. A Amcham, o Sebrae e os Correios são
alguns exemplos de orientação de sucesso que são
traduzidos em um tímido aumento nas exportações de
empresas de médio e pequeno porte no Brasil.
Segundo as estatísticas oficiais, a participação
dessas empresas na pauta de exportações ainda é mínima,
ao mesmo tempo em que o mercado externo desperta cada vez
mais o interesse de pequenos candidatos a ampliar seus
negócios. No entanto, uma pesquisa feita pelo Sebrae
indica que menos de 2% das empresas brasileiras de menor
porte conseguem exportar regularmente. Enquanto isso, em
países como a Itália, o México e os Estados Unidos, a
participação das microempresas no total das exportações
varia entre 50% e 60%.
No Brasil várias iniciativas vêm obtendo sucesso. Uma
delas é o Exporta Fácil, dos Correios, que viabiliza a
exportação de pequenas quantidades atrelando o custo
proporcionalmente ao volume, barateando as pequenas operações,
ao contrário do praticado no sistema convencional, em
que o frete se torna mais barato com o aumento da
quantidade de mercadorias envolvidas.
Trata-se de um prato feito para fechar bons negócios no
exterior, tanto por parte de empresários como de pessoas
físicas que não tem firma constituída, como os artesãos,
mas que desejam mandar seus produtos para outros países.
Em 2002, esse sistema totalizou R$ 19 milhões em
remessas, contra R$ 8,6 milhões no ano anterior, o que já
é um bom sinal.
Mas somente procurar um sistema rápido e fácil de envio
não é suficiente. Os empreendedores devem ficar atentos
aos mercados que podem ser explorados. Uma dica
importante é pesquisar casos anteriores de sucesso de
exportadores de produtos semelhantes ao seu junto à
Federação das Indústrias (http://www.fiesp.com.br/)e
ao Sebrae (http://www.sebrae.com.br/br/home/index.asp),
por exemplo. Conhecer casos parecidos, com certeza vai
ajudá-lo a entender o funcionamento dos processos,
otimizando suas exportações de forma a dar bons
retornos.
Além disso, deve-se definir um mercado alvo, que deverá
ser completamente pesquisado e conhecido, incluindo dados
desde as possibilidades de erros, os riscos e as chances
de sucesso até o levantamento de informações práticas
aduaneiras como os custos, impostos, valores de fretes e
as cotas do país visado, avaliando também o nível de
competitividade de seu produto no novo contexto em que
será inserido.
Outro fator que poderá facilitar suas exportações é
estabelecer parcerias com agentes locais, distribuidores
e empresas do mesmo ramo a fim de otimizar esforços e
facilitar a obtenção de informações.
Existe também um grande fator que deve ser considerado:
a influência da cultura dos países alvos. No mercado
italiano, por exemplo, há possibilidade de inserção
nas áreas de artigos de artesanato, couro, agroalimentar
e de calçados e confecções. Nesse caso, a melhor saída
é procurar a câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e
Indústria (www.italcam.com.br),
que fornece dados específicos sobre a legislação e as
missões comerciais locais, podendo até mesmo encontrar
parceiros para realizar suas exportações.
Além disso, existe a necessidade de adaptação do método
brasileiro de negociar e da caracterização dos produtos
para que possa atender as necessidades do país
consumidor. Para isso, as empresas podem contar com o
apoio de programas do governo, como o Progex (Programa de
Apoio Tecnológico à Exportação) que ajuda os
empreendedores no desenvolvimento de embalagens
apropriadas ao transporte do produto, na caracterização
técnica, adequação de rótulos, de catálogos e
manuais, entre vários outros aspectos necessários.
Em geral, as empresas podem recorrer ao Sebrae, ao
projeto governamental Rede Nacional de Agentes de Comércio
Exterior (http://redeagentes.mdic.gov.br),
à Agência de Promoção de Exportações do Brasil (www.apex.org.br) e ao
Ministério das Relações Exteriores (www.braziltradenet.gov.br).
Hoje, várias entidades estão se unindo em prol da
necessidade das micro, pequenas e médias empresas
brasileiras em ampliar seus mercados consumidores, mesmo
que ainda sejam responsáveis por uma parte ínfima das
nossas exportações, mas que estimulada pode representar
um dos grandes trunfos da movimentação econômica.
*Luciano Bresciani é diretor da Average Tecnologia,
empresa especializada no desenvolvimento de softwares
para comércio exterior
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