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Comportamento social é
importante em todas as profissões
*Nicia Ma. Monteiro Alves
Houve uma época em que, para cada novo graduado,
havia um emprego descrito por uma palavra da mesma raiz:
advogados=advogados; médicos = médicos e assim por
diante. No censo de 1991, no entanto, mais da metade das
pessoas com curso superior já tinha empregos distantes
daquilo que trazia escrito no diploma. Hoje, essa proporção
é cada vez maior. Nem 10% dos graduados em economia
trabalham nessa função. Filósofos, então, só 5%. Ou
seja: no mundo globalizado, a cultura segue na categoria
de educação geral.
Trata-se, na verdade, de um movimento mundial e que tem
resposta óbvia: o número de pessoas com curso superior
tende a crescer mais rápido do que a economia, sem
contar o fator produtividade adotado por quase todas as
empresas. As profissões tradicionais avançam em um
ritmo menor e com as mudanças tecnológicas, é notória
a expansão das profissões genéricas, em que os quatro
anos de faculdade não farão muita diferença. As
profissões do futuro deverão valorizar a atualização
de informações, a iniciativa, o trabalho em grupo e a
atuação rápida a partir do pensamento analítico. Eis
algumas das razões para o fato de o MEC estar anunciando
para breve a retomada do critério da " Demanda
Social " para a abertura de novos cursos superiores.
No fascinante e complexo mundo dos negócios, se os
futuros profissionais estiverem envolvidos, como se
imagina, na compra, venda, liderança, organização e
comunicação, é óbvio que a sociabilidade e,
principalmente, a própria imagem - consideremos a somatória
de estilo, moda e comportamento- devem ser priorizadas.
Nos meios acadêmicos, já se manifesta a preocupação
com o comportamento social dos jovens que saem da
universidade para enfrentar o mundo real. É por
reconhecer a importância da imagem no mercado de
trabalho - o que diferencia uma pessoa da outra é a aparência
e a aparência marca a identidade- que nos EUA vêm sendo
realizados, há algum tempo, workshops e cursos de extensão
sobre boas maneiras. Em São Paulo, bem mais
recentemente, a FAAP passou a oferecer um curso de MBA
com as disciplinas Moda, Estilo e Comportamento.
No mundo competitivo de hoje, a abertura de novos
mercados e negócios faz-se também por meio da cultura,
do bom comportamento social e da etiqueta. O
aprimoramento das boas maneiras, portanto, é parte
essencial na prestação de serviços e tem a ver com a
cultura de uma organização e com a qualidade de vida no
trabalho. Por saberem que sua imagem está diretamente
relacionada com a aparência de seus colaboradores, as
empresas brasileiras vêm investindo, há um bom tempo,
nas normas de etiqueta como estímulo ao convívio
harmonioso de seus funcionários, entre si e com o mundo
exterior.
Um comportamento saudável em grupo deve obedecer a um
conjunto de determinadas éticas, rituais e regras
sociais, a chamada etiqueta social, que fortalece a
auto-estima e facilita o convívio. A postura centrada
nas boas maneiras tem importância extraordinária na
vida profissional. Ainda que os usos e costumes sejam mutáveis
e que as regras sociais sejam tão diferentes de país
para país, a identificação, na verdade, começa pela
civilidade e passa pelo cumprimento de ritos exigidos
pelas situações e pela aproximação dos critérios em
comum. O aprendizado dessas regras, portanto, confere
segurança aos relacionamentos permitindo, assim, a
concretização de negócios.
*Nicia Ma. Monteiro Alves é consultora de Moda, Estilo e
Comportamento - nicia@bynicia.com.br
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