Artigos

NOTÍCIAS

CARREIRAS & GESTÂO

CURSOS & SEMINÁRIOS

ARTIGOS

LIVROS

DANÇA DAS CADEIRAS

PESQUISAS

COMPRAS

ENTREVISTAS EM VÍDEO

LAZER & TURISMO

HOME

    Novos e excelentes horizontes para os setores de Fruticultura e Hortaliças

*Fábio Grossmann

Os anos de 2004 e 2005 serão bastante promissores para os setores de fruticultura e Hortaliças no Brasil. O termômetro fiel dessa constatação pode ser apontado pela implantação definitiva do PIF (Sistema de Produção Integrada de Frutas), exigida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A inovação deverá impulsionar a venda de equipamentos de leitura e impressão de etiquetas, além do software que controla os dados gerados e demais insumos, ainda nesse ano.

A medida, moderna e arrojada, coloca o nosso país na rota do comércio mundial possibilitando ao produtor de frutas frescas e de várias hortaliças a ampliação de novos e profícuos mercados em países da Europa e nos Estados Unidos, que exigem esta certificação para maça, uva e pêssego – desde 2003 – e demais frutas e verduras a partir de março de 2004. A exigência do MAPA acarreta também um ganho de qualidade para toda a sociedade quanto à inocuidade alimentar e rastreabilidade das frutas temperadas e das hortaliças.

Os benefícios da medida para o produtor vão muito além do avanço que darão em relação à abertura de novos mercados. A identificação que resultará da etiquetagem fará com que os produtos estejam resguardados em casos de contaminação ou problemas eventuais com as lavouras. Isso porque com a futura medida será possível localizar as contaminações, não carecendo assim exterminar toda a safra de uma região.

A nova postura fará com que o produtor possa trabalhar no sentido de fidelizar seus compradores, uma vez que poderá assim analisar a situação e a qualidade das frutas. Desta maneira haverá então uma conquista paulatina de clientes, além de beneficiar aos bons produtores, haja vista que serão salvaguardados e reconhecidos por conta dos cuidados que terão com a não utilização de agrotóxicos e com as prerrogativas e preocupações com a saúde dos consumidores e a aparência das frutas que comercializarão.

Atualmente, o pêssego produzido no sul do país já é rastreado, desde a plantação até o consumo, e a maçã está caminhando para isso também. As demais frutas ainda não utilizam o sistema de rastreamento, salvo algumas exceções isoladas de alguns produtores.

O Ministério da Agricultura propôs o PIF, através das Instruções Normativas do INMETRO, de 31 de julho de 2002, e tem como diretrizes, a sustentabilidade ambiental, a saúde humana, fatores sociais, viabilidade econômica, avaliação da conformidade e rastreabilidade. Trata-se, no entanto, de um sistema de adesão voluntária de produtores e empacotadores, os packing house.

Para que o produtor ou empacotador identifique exclusivamente seus produtos com as informações de rastreabilidade, ele deve utilizar as numerações do sistema EAN.UCC – que já estão disponíveis - como é utilizado nos demais produtos do varejo (só que os números serão colocados nas caixas e paletes). Os produtores poderão contar com o que há de mais moderno em matéria de equipamentos de impressão e leitura, além de etiquetas e fitas de termo transferência (ribbons).

As relações do setor de fruticultura com o da automação e códigos de barras, entretanto, podem ir além do fornecimento de equipamentos de leitura. dos de impressão de etiquetas e dos softwares para a implantação do PIF. Na verdade, abre-se um novo horizonte para o nicho de automação e todo o processo produtor de frutas frescas, desde a colheita, passando pela estocagem e terminando na venda.

O procedimento, além de assegurar ao produtor a vantagem de vender primeiro o produto que primeiro foi colhido, resguardará ao mesmo, possíveis perdas, uma vez que dará a ele o controle exato do que foi colhido, estocado e vendido. Com isso, o produtor não correrá o risco de perder sua colheita no estoque, nem tampouco o de colocar no mercado o produto já passado.

As vantagens no processo de automação no setor de fruticultura são muitas e os custos para a sua implantação não colocarão em risco a margem de lucro dos produtores, principalmente se avaliada a relação custo/benefício.

* Fábio Grossmann é engenheiro e especialista em Automação e Código de Barras, diretor-presidente da Facislito, pioneiro da regulamentação e implantação da tecnologia no país e autor do livro “Código de Barras – da Teoria à Prática”, editado pela Nobel.

     

Home


   

BALCÃO DE TALENTOS - VAGAS & OPORTUNIDADES - CURSOS - BATE-PAPO - HOME