NOTÍCIAS
CARREIRAS & GESTÂO
CURSOS & SEMINÁRIOS
ARTIGOS
LIVROS
DANÇA DAS CADEIRAS
PESQUISAS
COMPRAS
ENTREVISTAS EM VÍDEO
LAZER & TURISMO
HOME
|
|
|
Como reduzir os custos das
empresas e
melhorar a saúde dos funcionários
* Fábio de Souza Abreu
Investir em prevenção a fim de melhorar
a saúde de seus funcionários e baixar os custos com
assistência médica: este é o foco das corporações
nos dias de hoje para reduzir as despesas. É cada vez
mais freqüente empresas oferecerem aos seus
trabalhadores opções que vão desde palestras sobre o
tema, academias de ginástica, aulas de dança e shiatsu
passando pelo monitoramento especial para portadores de
doenças crônicas, até a elaboração de um cardápio
balanceado feito por nutricionistas e oferecido, em
alguns casos, no refeitório da empresa.
E isso tem uma explicação lógica. Funcionário com boa
saúde tem melhor desempenho. Além disso, a empresa
consegue reduzir os índices de absenteísmo e os gastos
com saúde. Este último item é o que mais pesa numa
organização. Pesquisa conduzida pela Mercer Human
Resource Consulting revela que 35% das 335 empresas
pesquisadas direcionam 9% da folha de pagamento para
despesas ligadas à saúde.
O custo com saúde é de fato alto e preocupante para as
corporações, tanto para aquelas que trabalham com
auto-gestão quanto para as que contratam serviços de
uma operadora de saúde. E essa despesa aumenta muitas
vezes por conta do uso inadequado do plano de saúde.
Embora a empresa ofereça o plano como benefício, falte,
talvez, a consciência adequada de seu uso.
É muito comum pessoas fazerem verdadeiras peregrinações
em médicos credenciados, ou por não confiarem na avaliação
de algum profissional, ou porque são hipocondríacos,
ou, ainda, são portadores de alguma doença crônica.
Estes últimos acabam resultando nos casos mais
alarmantes.
Em situações como essas, uma grande contribuição pode
ser dada pela área de Recursos Humanos das corporações:
ajudar o funcionário a usufruir seu plano de saúde da
melhor forma possível. Uma receita que começa a ser
utilizada por algumas empresas é a prática do
monitoramento dos pacientes com doenças crônicas, como
hipertensão ou diabetes. As companhias ganham de duas
formas: na melhora da saúde do profissional e na queda
do custo com saúde sem comprometimento da qualidade.
E por que monitorar doentes crônicos? Por dois aspectos.
Em primeiro lugar, necessitam de suporte, seja por não
saberem gerenciar sua doença, por sua saúde não ocupar
o espaço que necessita na sua agenda atribulada ou,
pior, não terem consciência de que são doentes
doença crônica, por definição, não tem cura, por
isso acham que apenas estão doentes. É comum irem ao médico,
tomarem a medicação recomendada e, ao primeiro sinal de
melhora da saúde, pararem de tomar os medicamentos
adequados. Costumam dizer que já estão curados. Mas, de
repente, se sentem mal novamente e retornam a sua
peregrinação por pronto-socorros e médicos,
ocasionando novas internações, stress na família e
faltas ao trabalho.
Por isso, os maiores ganhos com monitoramento vão para o
funcionário: maior controle sobre sua saúde ou de seu
familiar, suporte de profissionais da saúde que conhecem
sua realidade, alívio para a família e, principalmente,
recuperação da sua qualidade de vida.
Pelo lado financeiro, os doentes crônicos de risco,
embora representem 10% da população que utiliza planos
de saúde, são responsáveis por 60% dos custos
assistenciais dessas empresas. Precisamos dizer mais?
__________________________
* Fabio de Souza Abreu é diretor
executivo da AxisMed.
|