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Especialistas debatem criação de empregos no setor de Serviços

Uma das necessidades do mundo globalizado é aumentar o nível de emprego. E o setor de Serviços, que compreende hotéis, carrental, courier, supermercados, empresas de aéreas, de segurança, de limpeza, alimentação, entre outras atividades, é um dos que podem contribuir para um crescimento rápido de vagas. Na União Européia, na virada do milênio, representava 65% do PIB e empregava 70% da mão-de-obra ativa.

No Brasil, ele representa – sem o comércio – cerca de 53% do PIB e emprega perto de 16 milhões de pessoas, boa parte de maneira informal. Segundo especialistas, seu potencial de crescimento no País pode ter impacto multiplicador no nível de empregabilidade formal, na formação, no desenvolvimento e na qualidade de vida.

Para debater as transformações desse setor no mundo e seus possíveis impactos no Brasil, a Amcham-SP e a Egon Zehnder International reúnem especialistas no próximo dia 2 de março, das 8h às 9h30, no seminário Service Leaders Summit. Entre os palestrantes estão Waldemar Schmidt, ex-presidente mundial da ISS e ex-presidente da ISS Brazil, Peter Slagt, partner da McKinsey&Co, da Bélgica, e Claus Colliander, partner da Egon Zehnder International, da Dinamarca.

Waldemar Schmidt debaterá 4 casos de sucesso (Securitas, Sodexho, Compass Group, Group 4 Falck) no setor na última década, cobrindo as estratégias que nortearam o crescimento de quatro empresas globais nas áreas de limpeza, segurança e alimentação. Em menos de uma década elas saíram de uma posição de atuação regional para se tornarem multinacionais com faturamento acima de 35 bilhões de euros, mais de 1 milhão de empregados e atuação em 90 países.

Essas experiências serão complementadas com debates com especialistas internacionais da McKinsey e Egon Zehnder sobre aspectos de estratégia, organização e liderança, os impactos sociais que o setor pode ter em países como o Brasil, e seu alto potencial de empregabilidade de mão-de-obra com baixa qualificação.

Em média, nos países mais desenvolvidos, 70% das companhias que geraram valor agregado para os seus acionistas são do segmento de Serviços. Nas quatro empresas pesquisadas por Schmidt, houve valorização bem superior às de setores industriais tradicionais.

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