Brasileiro quer investir em fundo, mas tem pouca informação
Cerca de 2,4 milhões de brasileiros investem
em fundos de investimento atualmente. Este é um dos principais
números divulgados pelo Ibope durante o 3º Congresso
de Fundos de Investimento, realizado pela Associação
Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), em São Paulo.
A pesquisa “Radiografia do Investidor de Fundos no Brasil”,
realizada pelo Ibope sob encomenda da Anbid, entrevistou 1.000 pessoas
das classes A, B e C, e traça um perfil do investidor de
fundos no país.
A pesquisa revela que o brasileiro tem disposição
para investir em fundos: 31% dos entrevistados dizem estar muito
dispostos a investir caso ganhassem uma quantia suficiente. Outro
dado interessante revelado pelo trabalho é que o investidor
brasileiro de fundos de investimento encontra-se predominantemente
nas faixas A e B, sendo 53% da classe A.
Os bancos de varejo são os preferidos do investidor de fundos.
A pesquisa demonstra que 89% das pessoas investem neste tipo de
instituição. As pessoas jurídicas também
apostam nos bancos de varejo para aplicar em fundos, com 87% das
empresas consultadas.
A falta de informação sobre fundos de investimento
é um dos pontos principais abordados na pesquisa. Quando
perguntados se já ouviram falar em termos como “PGBL”,
“FAPI” ou “VGBL”, quase 80% responderam
que “não”. A grande maioria das pessoas também
desconhece outros termos como “FDIC”, “IBX”,
“Referenciados”, entre outros. Os entrevistados também
demonstram desconhecimento quanto à quantia mínima
necessária para aplicar em fundos hoje no Brasil e a rentabilidade
praticada no país por mês.
Quanto às informações sobre como e onde aplicar,
54% dos entrevistados, tanto pessoa física quanto jurídica,
disseram que se informam por meio do gerente do banco. Em segundo
lugar, com 45% pessoa física e 51% pessoa jurídica,
aparecem os cadernos de finanças dos jornais.
Outro dado revelado pelo estudo foi o objetivo pelo qual as pessoas
investem em fundos hoje. O primeiro motivo apontado pelos entrevistados
foi “por segurança para emergências”, com
33% das respostas, e o segundo “para manter valor e usar quando
precisa”, com 30%. Já as empresas investem em fundos
para “manter valor do dinheiro e usar como capital de giro”
(32%) e “juntar capital para projeto futuro” (25%).
Segundo a pesquisa, os investidores que escolhem os fundos preferem
este tipo de investimento por três razões: segurança
(25%), rentabilidade (24%) e liquidez (21%). Já as principais
desvantagens apontadas são risco de perdas (35%), prejuízo
(se precisar do dinheiro – 23%) e rentabilidade pequena (22%).
A maioria dos entrevistados também se mostra confiante nas
instituições de fundos no Brasil: 77% (pessoa física)
e 83% (pessoa jurídica), confiam nas empresas do setor.
A pesquisa também mostrou um alto grau de satisfação
dos clientes de investimento em fundos. Das pessoas físicas,
67% se dizem estar totalmente satisfeitas, muito satisfeitas ou
mais satisfeitas do que insatisfeitas. No caso das pessoas jurídicas,
este número sobe para 73%.
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