Maioria das empresas não investe na sucessão do CEO
Falta de preparo é o erro mais comum no planejamento de uma
sucessão que as organizações cometem, de acordo
com metade (50%) dos recrutadores que participaram da sétima
edição trimestral do Índice de Recrutador de
Executivos (Executive Recruiter Index), divulgado pela Korn/Ferry
International, que atua em seleção de executivos,
recrutamento terceirizado e desenvolvimento de liderança.
Outros equívocos identificados pelos recrutadores no planejamento
de uma sucessão foram: nenhum processo formal de avaliação
(27,4%), subjetividade na seleção de candidatos internos
(17,4%), a não adesão do conselho de diretores (3,5%)
e especificações da posição extremamente
rígidas (2%).
Quando questionados sobre qual o percentual das organizações
que atualmente tem um CEO capaz de prontidão, no caso do
atual CEO se retirar inesperadamente, a maioria dos recrutadores
(60,8%) respondeu "40% ou menos".
Embora as respostas tenham sido relativamente consistentes de região
para região, os recrutadores da América do Norte estiveram
ligeiramente mais otimistas com relação aos esforços
de planejamento de sucessão das organizações,
do que outras regiões. Quando perguntados sobre qual o percentual
de organizações que tem um CEO capaz de prontidão,
menos da metade (48,9%) respondeu "40% ou menos".
"Encontrar um sucessor para a função de CEO
é uma das mais
importantes atividades que uma organização e o seu
conselho de
diretoria devem exercer", disse Joe Griesedieck, vice-presidente
do conselho e diretor executivo da prática de CEO na Korn/Ferry.
"Escândalos corporativos e CEOS ineficazes - embora
nitidamente a anomalia - têm monopolizado a mídia e
introduzido um escrutínio muito maior nos líderes
corporativos da atualidade. Neste ambiente de liderança transparente,
com mais regulamentos, as companhias estão reconhecendo que
o planejamento de uma sucessão é um processo interminável
que tem início com grande antecedência à decisão
de um CEO de se retirar, voluntariamente ou de outra forma".
A pesquisa verificou também sobre quem deveria estar incumbido
de conduzir o planejamento de sucessão de uma organização.
A resposta mais comum foi um comitê de planejamento de sucessão
do conselho de diretoria (42,8%). A próxima resposta mais
comum foi o conselho de diretoria (41,3%), seguido pelo CEO em exercício
(11,4%).
Por região, a América Latina e a região Ásia/Pacífico
aparentam ser os maiores proponentes de comitês de planejamento
de sucessão, com a maioria dos recrutadores naquelas regiões
(63,2% e 53,3%, respectivamente) dizendo que comitês deverão
conduzir um planejamento de sucessão de uma organização.
Principais questões:
1. Qual o percentual de organizações que tem hoje
um CEO capaz de prontidão, caso o atual CEO se retire inesperadamente?
Mais de 80% - 1,5%
61% a 80% - 7,0%
41% a 60% - 30,8%
21% a 40% - 39,8%
Menos de 20% - 21%
2. Qual é o erro mais comum no planejamento de uma sucessão
que as organizações cometem?
Falta de preparação - 50,0%
Subjetividade na seleção de candidatos internos -
17,4%
Nenhum processo formal de avaliação - 27,4%
A não adesão do conselho de diretoria - 3,5%
Especificações da posição extremamente
rígidas - 2,0%
3. Quem deverá conduzir o planejamento de sucessão
numa organização?
O CEO em exercício - 11,4%
Conselho de diretoria - 41,3%
Um comitê de planejamento de sucessão - 42,8%
Outro - 4,5%
O Índice de Recrutador de Executivo (Executive Recruiter
Index) é baseado numa pesquisa trimestral de 201 consultores
da Korn/Ferry International, que assistem as maiores corporações
do mundo e organizações sem fins lucrativos. Esta
pesquisa foi conduzida on-line nas regiões das Américas,
Europa, Ásia/Pacífico e Oriente Médio &
África entre os dias 6 a 22 de abril de 2005.
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